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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

06
Fev19

Toda a verdade: O Moço não me ajuda em casa.

Maria das Palavras

Pessoa a limpar a cozinha - Imagem Unsplash


Não me ajuda com a roupa. Nem me ajuda com a louça. Não me ajuda com as limpezas. Não me ajuda com a comida ou com as compras. Nem sequer me ajuda a arrumar nada. Tão pouco me ajuda a levar o lixo.

 

Não me ajuda. Ele faz. Porque a casa é dos dois. "Ajudar" pressupõe que estas tarefas fossem minhas e ele, benemérito, me desse uma mãozinha opcional. Ele faz tanto ou mais que eu - se for ele a contar faz mais de certeza porque ele é o mestre da desmultiplicação de tarefas. 

 

Maria a enumerar a tarefa: 

1. Fiz uma máquina de roupa. 

 

Moço a enumerar a mesma tarefa: 

1. Escolhi roupa suja do cesto. 

2. Pus a roupa na máquina. 

3. Coloquei detergente.

4. Coloquei amaciador. 

5. Selecionei as opções corretas e carreguei no botão para começar. 

6. Aguardei que a roupa lavasse. 

7. Quando acabou, estendi-a.


E até vos estou a poupar (estendi meias, estendi camisolas, estendi calças...).

 

Ele não me ajuda, ele faz a parte dele. E eu não tenho "muita sorte" por isso. Garanto-vos que jamais teria "azar" porque outra coisa não aceitaria. Eu também não fui habituada às tarefas domésticas e aprendi a desenrascar-me, tendo de ganhar o hábito. Não nasci para dona de casa, tal como ele não terá nascido para fada do lar. É assim, porque é assim que tem de ser, uma vez que trabalhamos os dois full time. Faz um quando pode e o outro quando não pode. 

Se eu me desenrasco melhor nalgumas coisas? Talvez. Por exemplo, corto legumes para a sopa enquanto o diabo esfrega um olho. Enquanto ele corta legumes para a sopa, dá-se o degelo de mais um glaciar. Mas fica a dica: não caiam na armadilha do "dá cá que eu faço" por não terem paciência para esperar ou para alguma coisa que fique menos perfeita. Às vezes, é só isso que eles (ou elas!) querem ouvir para se safarem de mais uma tarefa ingrata. 

 

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01
Fev19

6 anos, 6 perguntas | Maria&Moço e amores e afins

Maria das Palavras

Lancei o desafio e vocês aderiram. Todas as vossas questões e as minhas respostas estão na zona de destaques do Instagram @mariadaspalavras, mas creio que algumas merecem uma reflexão mais cuidada, pelo que vou responder aqui a um Best Of. Prometo que a seguir não se fala mais deste 6º aniversário, até porque começo a sentir que lhe dei muito mais importância no blog do que na vida real.

Aí vão elas.

 

Como se conheceram?

Temos um amigo em comum. Amigo dele de infância e meu da faculdade (dos dois para a vida). Já nos tínhamos cruzado uma ou duas vezes à conta disso, mas sem dar grande atenção um ao outro. Na passagem de ano de 2012 para 2013 decidi diversificar: passei o fim-de-semana com o meu grupo de amigos do costume e depois peguei em mim e fui com esse meu amigo juntar-me ao grupo dele para a noite do “revelhão”. Foi aí que de facto o conheci – que falámos enfim, que nos vimos.  

 

Como é que ele te atraiu?

Lata incrível da parte dele (um vaidoso com a mania que é sedutor)  e provocação mútua. Ele até é bem jeitoso, mas tenho a dizer que, nestas coisas da atração, a confiança é efetivamente 90% do trabalho.

 

Qual foi a pior fase da relação?

Não consigo dizer uma em particular ao género: foi no ano 3, de janeiro a março quando a lua de Saturno estava em Marte.  Sei que as piores fases foram (e são) sempre quando um de nós está em stress com algum fator externo à relação e acaba por não ter paciência para o outro. A coisa resolve-se quando se resolve a crise externa – ou quando eu deixo de ser casmurra e partilho o que me incomoda.

 

Qual é o segredo (para quem já não acredita em relações)?

Não pode ser esse cliché da comunicação (apenas) porque eu sou pior que um monge budista com voto de silêncio quando há coisas que me incomodam. Engulo as palavras todas até não poder mais (ou para sempre).

Acho que parte do segredo está na base. Temos de estar bem connosco para podermos estar bem com outra pessoa. Aliás, temos de estar bem connosco para escolhermos a pessoa certa: que nos ama, respeita e nos dá prioridade. Sem isso, ficamo-nos por menos do que merecemos e inevitavelmente a relação não funciona.

Depois, há uma escolha que se faz todos os dias. Não é só no dia do “queres namorar comigo” (claramente em desuso), mas em todos os outros dias a seguir a esse, ainda que 20 anos tivessem passado, que temos de alimentar a relação e continuar a escolhê-la.

 

 

Não vão casar?

Nunca fiz questão disso. Aliás, muita coisa no conceito de casamento me incomoda (a festa, não o compromisso). Um dia podemos falar melhor sobre isso. Admito que talvez um dia se assinem papéis, por algum aspeto prático, mas não preciso da celebração nem a quero, para ser honesta. Ele já teve o desejo de casar, sim, juntar a família e amigos e tuditudo, mas creio  que consegui corromper esse sonho...trocando por viagens, que é uma coisa que temos mais em comum. Afinal, já foram 12 em seis anos, contando só as que envolvem avião. E não me consigo fartar.

 

E bebés?

Este tema dá pano para mangas. Não o tema em si, porque esse é obviamente nosso e dá para as mangas ou para os punhos ou para a peça de roupa que nós quisermos. Mas o facto da pressão brutal que se coloca nos casais ser uma coisa estúpida e mal pensada. Mais do que as perguntas: as cobranças. E se andássemos a tentar há seis anos? Como se sentiriam as vozes do “acho que está na hora de terem um bebé”. Tenho um texto inteiro sobre isso, que só não publico, porque sei que vou ofender pessoas.

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31
Jan19

Relato de um 6º aniversário de namoro (e como se distingue de um 1º)

Maria das Palavras

1. Combinamos não trocar prendas.

 

2. Assumimos que vamos jantar fora, mas a coisa não fica marcada.

 

3. Entretanto oferecem bilhetes para a antestreia de um filme no cinema e mandamos à fava o jantar para ir ao shopping.

 

4. Há problemas com os bilhetes e no fim da tarde ficamos sem programa.

 

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5. Arranjamos um restaurante de última hora com o conselho de um amigo meu que sabe onde se come bem aqui perto (o TripAdvisor).

 

6. A caminho peço para por na RFM (eu nunca quero ouvir rádio nenhuma) e ele assume que eu encomendei alguma dedicatória quando na verdade queria ouvir A Pipoca Mais Doce que estava lá.

 

7. Chove a potes e o carro fica longe porque não há estacionamento conveniente.

 

8. O restaurante tem Sport TV e, portanto, divido as atenções do Moço primeiro com o Sporting e depois com o Porto. Ainda por cima o meu Sporting empata e o Porto já está a dar 2-0 quando saímos.

 

9. A melhor coisa do dia é sem dúvida a comida. Babo-me à Marcelo só de pensar na vitela de comer à colher (mas o bacalhau também estava divinal) no Mesa com Tradição, em Gaia, que vai fazer parte da nossa lista de regulares, de certeza.

 

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10. Até estamos bem os dois,mas repetimos vinte vezes que temos de lá levar o X e o Y.

 

11. Chegamos a casa enfartados e adormecemos no sofá (ok, isto fui só eu).

 

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Até para o ano!

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30
Jan19

6 anos de Maria & Moço, porra.

Maria das Palavras

Já temos mais anos de relação do que a validade de um passaporte nacional ou a garantia de um eletrodoméstico. Aliás, quando começamos a namorar, ainda era possível arrendar um T1 em Lisboa por 360€, acreditam? Juro, morava num.

 

O ano 13 foi de sorte e encontrámo-nos. Podia não ter acontecido. Podia mesmo. Só que naquele dia, escolhi aquele lugar. Não acredito no destino, acredito em escolhas. 

Antes disso, eu variava todos os dias entre o "não preciso de ninguém" e o "mas gostava". Ainda hoje não preciso de ninguém, mas gosto de o ter comigo. Temos desencontros, marranços e discussões, mas valorizamos mais as gargalhadas, a cumplicidade e o carinho. Já disse? Acredito em escolhas. 

 


[No Insta Stories @mariadaspalavras está hoje lançado o espaço aberto para perguntas e respostas sobre nós e sobre relações.  Não deixem de fazer a vossa questão: bem profunda, bem original, bem parola ou bem embaraçosa, sem medos. Responderei por lá e aqui no blog.]

 

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21
Jan19

Quando vale a pena.

Maria das Palavras

Maria e Moço | Islândia - Mariadaspalavras.com

 

A propósito de andar a recordar a rubrica O Amor Está nos Detalhes no Instagram, tenho recebido muitos comentários de pessoas que acham emocionante e exemplar a nossa relação. Isso provoca-me um certo medo de dar uma ideia desfasada da realidade ao destacar os melhores momentos (ou os mais tolos). Sim, aqueles momentos aconteceram. Sim, somos felizes juntos. [Mas.]

Nunca começarei uma rubrica no blog chamada: "Dois dedos de discussão", ou "O ódio está nas coisas mesquinhas", mas certamente teria conteúdo para alimentá-las. Discutimos, claro, e há dias (ou horas) em que não nos podemos ver. Dizemos coisas injustas e somos bestinhas (vá, sou mais eu).

Então se todas as relações têm os seus altos e baixos, como sei que vale a pena enfrentar as agruras, pelos bons momentos? Onde se traça o limite do que é uma boa ou uma má relação? Se todos os casais discutem, quais são as quezílias normais e as inaceitáveis?

Para mim, a resposta é esta:

As nossas desavenças não se devem a problemas intrínsecos. Não se devem a abusos, falta de confiança mútua ou dúvidas quanto ao sentimento. Ele nunca me faltou ao respeito. Eu nunca ponho em causa que posso confiar nele. Eu nunca duvido se ele gosta de mim. E vice-versa.
Discutimos sobretudo por ninharias, sobretudo em dias que os fatores externos nos tiram a paciência para tudo. Ou discutimos coisas sérias, nossas, sem nunca por em causa respeito, confiança e amor.

Discutir fará sempre parte de uma relação (das minhas, pelo menos). As pessoas com quem mais discuti na vida, se tirarmos o Moço, são os meus pais e a minha irmã, pelo que só posso tirar a conclusão que o carinho e o apoquentamento andam sempre de mãos dadas, numa ironia desgraçada. As pessoas que melhor nos fazem, junto de quem sentimos um amor incondicional, são aquelas com quem mais nos sentimos tentados a baixar as defesas, a desativar filtros, a esticar as cordas. 


A conclusão, se é que pode haver alguma, é que vale a pena quando as discussões não nos fazem duvidar que continuaremos a estar ali um para o outro.

Verdades universais não há: esta é só a minha verdade.

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30
Set18

As 3 coisas que devem saber sobre o Duche Vichy

Maria das Palavras

Termas do Luso - Maria das palavras

 

Para quem não sabe ainda - porque comete a terrível falha de não me seguir no Instagram (shame 🔔🔔🔔 shame 🔔🔔🔔 shame 🔔🔔🔔) - este fim-de-semana fomos laurear a pevide para a zona do Luso. No destaque do perfil do Instagram de seu nome LUSO (criativo, hein?) podem desde já acompanhar algumas imagens que não serão aqui publicadas, mas mais à frente também publicarei no blog infomação organizadinha acerca de onde ficámos, onde comemos, o que visitamos e o que achámos. 

 

Facto é que ficámos num palácio onde entre restantes hóspedes e mobília éramos bem capaz de ser as peças mais novas (atenção, que recomendo) e continuando nos programas de pseudo-terceira-idade decidimos (digo eu, como se fosse uma vontade do momento e não algo que tinha planeado há 3 meses quando marquei a estadia) fazer um tratamento termal. No caso, um Duche Vichy, que nunca tínhamos experimentado. Havendo três hipóteses de Duche escolhemos antecipadamente o Duche Vichy com Chuva Hidratante. E sabe Deus como saímos de lá hidratados até ao tutano. 

 

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Passo já para o fim: adorei o tal do Duche. Não sabíamos ao que íamos, tinha até ideia que poderia ser só eu e uma sala com chuveirinhos a pingar à vez, a fazer o trabalho sozinhos, estilo lavagem-automática, mas com um bocadinho menos de espuma. Nada disso. Pelo menos aquele que escolhemos nas Termas do Luso. Resumindo muito é isto: uma senhora dá-nos banho. Sim senhor, temos os aspersores a pingar, que ela vai dirigindo para uma zona ou outra, mas ao mesmo tempo ela vai esfoliando e massajando o nosso corpitxo ao longo de uma meia-hora. Isto tudo numa espécie de maca-banheira, primeiro virados para cima, depois para baixo - mas não se preocupem, é uma banheira baixinha, que não permite o afogamento quando estamos virados para baixo com a cabecinha no seu descanso próprio.

 

Tenham então três coisas em mente ao avançar para um Duche Vichy:

 

1. Esvaziem bem a bexiga antes. Não só a massagem completa pode causar apertos na zona abdominal para os mais incautos, como - e mais importante - vão ouvir água a correr durante 30 minutos seguidos. Sabem quando dizem que estão aflitos e alguém maroto faz SSSSHHHHH? Isso. Sem parar. 

 

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2. Vá, não sejam tímidos. Assumam que alguém vos vai dar banho. Basicamente temos direito ao tratamento que os bebés têm quando são pequeninos e os pais têm de os banhar, mas com mais noção do relaxamento que isso pode dar. E com mais chuveiros. E a mãe também está de fato-de-banho. E tem umas mãos mágicas que conhecem os pontos de pressão. E a sala está alagada, mas é porque é suposto e não porque não parámos quietos com os pés e chapinhámos tudo (eu chapinhei um bocado, porque tenho muitas cócegas nos pés).

 

3. Se não lavaram atrás das orelhas, no buraquinho do umbigo ou no interior da alma...não temam. Depois do Duche Vichy, entre a esfrega da esfoliação com massagem, e os jatos de água em todo o lado, não há mofozinho que sobreviva no vosso corpo. O que sei é que comecei por olhar a rapariga do tratamento como inocente massagista e saí como se partilhássemos um segredo obscuro.

 

Não sei se disse, mas a seguir a mim ia o Moço - e eu deixei-o ir, o que prova que não sou ciumenta. Só tive tempo de o avisar baixinho: é uma massagem mesmo muito completa. 

 

 

 

[Note-se: foi um tratamento delicioso e recomendável, feito por uma profissional (assistida pelos seus chuveirettes), de forma profissional. Já fizemos muitas massagens em locais diferentes com tipos de sensações diferentes envolvidos - pedras quentes, aromáticas, óleos e afins - mas este de água do Luso, com as mãos hidratadas da menina, fica sem dúvida no nosso top. Não vos dê o meu relato, que pretende ser divertido, liberdade ordinária criativa.]

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24
Set18

É muito mais o que nos une, que a chatice que nos separa

Maria das Palavras

Ora bem, eu e o Moço, sim senhor, cinco anos e ainda estrada a ver-se pela frente, extensão de garantia, nada de trocas aos 100 mil quilómetros, apesar de algumas avarias menores, várias revisões obrigatórias e todos os seguros abrangendo terceiros em dia. Agora, se eu tivesse de dizer que nos separamos um dia, tenho a certeza da razão. 

 

1) Temos níveis de ambição diferentes?

2) Só em caso de traição.

3) Ele tem bicho carpinteiro

 

É claramente a última hipótese. Eu até poderia ser adepta do perdão se ele me traísse com alguém que me fizesse compreender bastante bem a tentação da carne (de Sara Sampaio para cima, entenda-se, portanto até podia ser caso para bater palmas e largar um sim senhor!), mas jamais me conformarei com a falta de sossego deste homem. 

 

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Vídeo que captei do moço numa noite relaxada a ver televisão.


A sério, a gelatina Royal inspirou-se nele para criar a inconstância da gelatina. O saltitão foi um brinquedo inventado por um observador que estava no parque infantil a vê-lo quando era criança.  Ele terá sido o bebé mais insistente, se não o primeiro, a pontapear a mãe! O termo "irrequieto" entrou no dicionário por causa dele (e dos caracóis no Alentejo) e o novo acordo ortográfico surgiu por acaso no meio de uma discussão sobre um novo termo que exprimisse mais movimento do que "irrequieto" que pudesse qualificar o Moço.

 

Enquanto dizem: "o rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia" já ele alisou o cabelo, coçou um pé, ajeitou o cinto, mudou de posição, trocou o canal na TV, assobiou, deu um murro no peito, tossiu e andou ao pé-coxinho. Uma coisa de cada vez, que continua a ser um homem que obedece ao cliché da falta de multitasking, apesar de conseguir dançar a lambada enquanto lê um livro.

 

Que faço eu, uma lesma inamovível do pior, que só quer sossego, face a esta problemática? Têm sugestões que não sejam drogas leves ou fármacos fortes?

 

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15
Jul18

Roteiro de uma semana pelas Ilhas Baleares: Maiorca, Menorca, Ibiza e Formentera

Maria das Palavras

Uma semana nas ilhas Baleares | Maria das Palavras - Maiorca, Parc Naturar Mandragó

 

Esta viagem foi uma surpresa do início ao fim. Primeiro porque foi marcada em cima da hora (o que não é de todo o meu modus operandi) quando o plano inicial era só visitar destinos lusos - mas os humores de S.Pedro desencorajaram. Depois, porque gostei muito mais destas paragens do que alguma vez imaginei. Encontrei praias paradisíacas e cidades encantadas e dava um pulmão para morar na ilha que gostei mais (stay tuned). Por fim, porque sempre que mencionamos que fomos às Baleares e a resposta à pergunta "qual?" é "todas numa semana" as pessoas olham com desconfiança (vamos dizer surpresa). Não nos arrependemos minimamente. Não gosto de repetir destinos sabendo que há tanto mundo para conhecer e nunca o vou palmilhar todo - e tivemos uma aventura deliciosa.

 

Eis o que fizemos

  • 4 noites em Menorca com ida de ferry de um dia a Menorca
  • 4 noites em Ibiza com ida de ferry de um dia a Formentera

 

Maria das Palavras nas Ilhas Baleares - Formentera, Ses Iletes

 

Menorca e Formentera são mais bonitas (inexploradas?), mas por isso mesmo o alojamento é mais caro, sobretudo marcado com pouca antecedência. Ibiza e Maiorca têm também muito por descobrir. Repetiria, portanto. E, assim sendo, aconselho. Mesmo tendo noção que muito ficou de fora, por contrangimentos de tempo e vontades do momento, estamos felizes com as nossas escolhas.

 

Dia 1 / Maiorca: Tínhamos chegado na tarde anterior. Visitámos o centro histórico de Palma de manhã e habituamos o corpo ao calor da praia à tarde no Arenal (zona do hotel).

Dia 2 / Maiorca: Alugámos carro e demos a volta à ilha à procura de algumas das paragens que tinha pesquisado e que me tinham recomendado, como, Cuevas del Drach, Cala Mandragó e Cap de Formentor.

 

Mapa Maiorca e Menorca | Percurso Maria das Palavras nas Ilhas Baleares

 

Dia 3 / Menorca: Apanhámos o ferry bem cedo de Alcudia em Maiorca para Ciutadella em Menorca. Depois de muitos atrasos que relatarei depois, visitámos Mahón, a capital, o famoso bar Covas d'En Xoroi e as praias Binidali e San Tomas.

Dia 4 / Menorca para Ibiza: Praia de manhã em Maiorca junto à zona do hotel (não era a praia mais bonita, mas foi das melhores da viagem). Voltinha e compras para o apartamento onde íamos ficar à tarde já em Ibiza. Se estão a notar falta de informação do que fizemos à noite, não pensem que estou a guardar segredo (não fizemos nada, somos pessoas da manhã).

 

Mapa Ibiza | Percurso Maria das Palavras nas Ilhas Baleares

 

Dia 5 / Ibiza: De manhã visitámos o Centro Histórico e à tarde fizemos praia junto ao hotel na reconhecida Platja d'En Bossa.

Dia 6 / Formentera: O ferry leva meia horinha do porto de Ibiza a Formentera (La Savina) e fomos ao encontro das belas praias de Ses Iletes, Cala Saona e Playa de Migjorn.

 

Mapa Formentera | Percurso Maria das Palavras nas Ilhas Baleares

 

Dia 7/ Ibiza: Alugámos carro pela última vez para visitar Cala Salada (e Saladeta), San Antony de Portmany e as Platges de Comte.

Dia 8/ Ibiza: Aproveitamos a praia durante o dia todo, junto ao hotel (zona de Ses Figueretes) para acumular calor na pele para o regresso a Portugal já de noite.

 

Em posts seguintes falarei em mais pormenor do que visitámos em cada uma das ilhas e alguns sítios onde comemos (e o que achámos). E se não me seguem no Instagram (@mariadaspalavras) estão a perder algumas imagens de alguns dos sítios mais bonitos onde já estive - há fotos no feed e as Stories estão guardadas no destaque "Baleares".

 

 

HOUSTON WE HAVE A PROBLEM: quero morar em Menorca. 😲 ❤🏖 O dia na ilha começou mal: atrasos no ferry, atrasos no carro alugado e até um engarrafamento na única estrada que faz a distância entre dois bocados. E depois passou tudo. Comemos um arroz caldoso de bogavante calmamente que aligeirou tudo (sobretudo a fome), visitámos um punhado de lugares daqueles que parece que existem apenas nos filmes: cidades encantadas em que cada esquina é uma foto à espera de acontecer, esplanadas em colinas sobre o mar e a praia mais bonita que já vi (?). Vão a Menorca. Vão a Menorca. Repetição intencional. • 📸 by Moço • #menorca #baleares #balearics #calabinidali #holidays #travellover #instatravel #igerstravel #fotography #fotografia #fujilover #fujixt1 #xt1 #nofilter #alforrecasorrynotsorry

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Ainda antes de terminar este texto, deixo-vos com alguns factos sobre a viagem:

  1. Nunca vi tanta mama ao léu na vida como nas praias destas ilhas, contando com aquelas malucas da abanicação de teta do ginásio onde certa vez fui ao cycling.
  2. Não achei as coisas caras (refeições e afins, sobretudo em Maiorca). Mas pode ser porque estava a comparar com a última ilha que visitei - vide Islândia - onde tive de prostituir o Moço para comer uma sopa. 
  3. O melhor da água cristalina não é ser bonita: é verem claramente que praias têm alforrecas e em que praias não têm se preocupar em acabar a tarde com alguém a urinar-vos na perna.

 

Maria das Palavras nas Ilhas Baleares - Ibiza Old Town

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20
Mai18

5 Dicas Preciosas para irem aos Passadiços do Paiva

Maria das Palavras

Maria das Palavras | 5 Dicas para fazer os Passadiços do paiva

 

Estou longe de ser uma expert em qualquer coisa que conte como actividade física, mas estou a tentar tirar mestrado na arte de bem viajar, seja lá fora ou cá dentro. Um passeio a Castelo de Paiva deve constar da lista de qualquer pessoa que tenha por objetivo conhecer o mundo. Começando pelo nosso belo canto à beira mar plantado. Eis as dicas recolhidas este fim-de-semana: 

 

Dica primeira
Em podendo, fiquem alojados por perto. Vai saber bem fazerem os Passadiços frescos e retemperar forças por perto logo a seguir. Não que sejam de uma exigência física soberba (esta lontrinha fê-los sem se cansar muito), mas mexe com o gémeo da perna. A minha sugestão é a que experienciei na primeira pessoa e portanto a única que posso recomendar: O Rio Moment's.

 

Piscina e envolvência Rio Moments - Estadia em castelo de Paiva

 

Turismo rural de luxo, é o que é. Inserido numa paisagem verde deslumbrante onde só se ouve o Paiva a correr e os pássaros, com os seus próprios mini-passadiços (e mini-cascata), a acompanhar de simpatia, bom-gosto, pequeno-almoço variado e caseiro, jacuzzi e uma piscina que também não calha mal. A repetir. O quarto nº10 era o nosso, dono desta varanda. 

 

Quarto 10 do Rio Moments - Maria das Palavras - estadia em Castelo de Paiva

 

 

Dica segunda
Vão numa época de calor moderado e ao início da manhã ou fim da tarde. O percurso que fizemos só apresentou dificuldade na subida inicial (que nem se paga, a bilheteira é no cume dessa subida) e de resto foram 8 quilómetros tranquilos, quase sempre planos ou a descer. E começámos já passava das quatro. Mas ainda assim fui mais despida do que já me tinha apresentado ao mundo este ano e tive calor. Bem calçados, escuso de dizer, não é? 

 

Dica terceira
Comprem o bilhete online antes, que pode esgotar (custa 1€). Como têm de indicar onde querem entrar, aconselho que façam o percurso no sentido Areínho-Espiunca. Foi o que li nas minhas pesquisas antes de ir e foi o que aconselhou também a senhora do hotel onde ficámos. Não posso comparar, porque não sei como seria ao contrário, mas tirando a subida inicial (que me fez entregar a alma ao demónio), posso dizer que nem estava muito cansada no final, portanto é capaz de fazer sentido. Claro que podem sempre fazer os dois sentidos se forem tolos quiserem. Mas eu sem a motivação de conhecer a paisagem, já não voltava para trás. paisagem passadiços do paiva.jpg
O que fizemos foi deixar o carro no parque (gratuito) de Espiunca e apanhar um taxi para a partida no Areínho. Foram 16 euros (que dividimos com outras duas pessoas que iam fazer o mesmo percurso) e um quarto de hora de viagem. Assim, no final, já estávamos com o carro ao pé e não era preciso esperar por nada, nem preocuparmo-nos.

 

Dica quarta

Comam bem! Quer acabem perto da hora de almoço ou de jantar, peguem em vocês e vão a Alvarenga ao Abrigo da Paiva. Peçam carne da raça arouquesa (que mimo!), embora quem nos recomendou o restaurante se eprca nas pataniscas. Mais recomendações cinco estrelas, com a garantia de qualidade Maria e Moço, para a duração da vossa estadia: Dona Amélia em Castelo de Paiva e O Parlamento em Arouca (obrigada a quem me fez estas recomendações ótimas via Facebook e Instagram, aquando do meu pedido de ajuda).

 

Dica quinta

Aproveitem tudo. Não façam a visita a Castelo de Paiva só pelos Passadiços (embora sejam imperdível), nem façam os Passadiços só para chegar ao fim, sem se deliciarem com a paisagem. Fizemos o percurso em duas horas e meia com uma paragem para petiscar (vão prevenidos com água e lanchinhos, embora haja um bar mais ou menos a meio) e muitas fotos pelo meio, mas até podíamos ter demorado mais. A praia fluvial do Vau fica a meio e há muito para a apreciar em cada miradouro.

 

No meu perfil do Instagram (@mariadaspalavras) guardei um tópico "Castelo de Paiva" onde podem ver mais desta nossa visita ilustrada. Bons passeios!

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