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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

03
Mai21

Maria das Leituras - Abril 2021

Maria das Palavras

Abril foi o melhor mês de leituras do ano. Não porque li MUITOS livros, mas porque li livros MUITO BONS. Foram 4 as classificações de 5 estrelas (em 7) e eu sou pessoa muito exigente com as minhas 5 estrelinhas, juro. Aliás entre Janeiro e Março dei 5 estrelas a tantos livros como apenas em Abril. Melhor do que isso, estes 4 livros magníficos são muito diferentes uns dos outros. 

Maria das Leituras - Abril 2021 - Parte 1

 

1. O lugar das árvores tristes, de Lénia Rufino - Oferecido ⭐️

Uma autora portuguesa com o seu livro de estreia apresenta-nos uma trama vivida no interior alentejano. Temos jovens curiosas, mortes misteriosas, famílias conservadoras e um padre da aldeia. Temos o primeiro livro que recomendo MUITO do mês. Não quero contar nada que estrague a leitura, mas é uma história bem portuguesa, que mesmo que se passe há muitos anos, toca em assuntos muito atuais. O fim é particularmente do meu agrado, mas gostava que me dissessem se também gostaram. 

 

2. O Instituto, Stephen King - Lido no Kobo

Não foi o melhor nem o pior livro de King que li. Tem uma aura de Stranger Things que gostei, em algumas partes é mais extenso do que precisava, mas no geral foi uma boa leitura, sem achar genial. Like, um rapaz sobredotado, mas também com outras capacidades especiais é raptado e levado para un instituto onde encontra mais crianças especiais. Quando a história começa parece que não tem nada a ver com isto, mas tudo se explicará a seu tempo, prometo. Mas se querem começar King, vão para Misery (livro da vida!!) ou  11.22.1963. Todos tão diferentes, mas bons à sua maneira. Nenhum destes é terror puro, O Instituto não tem nada de muito assustador, a meu ver.

 

3.  Se Deus me Chamar não vou, de Mariana Carrara - Livro novo na estante ⭐️

AKA como prender um leitor em 160 páginas. Uma menina de 11 anos escreve um livro durante um ano, com episódios e pensamentos seu, e partilha connosco. E que delícia esta perspetiva de uma criança sobre as coisas mais simples à mais complexas da vida. Foi a primeira vez que fiz questão de sublinhar um livro para encontrar sempre muito rapidamente os pensamentos que mais me enterneceram. Mas não pensem que é um livro aboreecido sobre reflexões. Conta a sua vida, na escola e com os pais, que é tudo menos cliché.

 

Maria das Leituras - Abril 2021 - Parte 2

 

4. The Other Passenger, de Louise Candlish - Lido no Kobo ⭐️

Vi a recomendação da Bicho da Galáxia no Instagram, e não resisti ao vê-lo a 1,17€ na Loja da Kobo. Não conta para a minha limitação de compras de livros porque usei crédito Kobo do aniversário!  Num minuto começava a ler este thriller cheio de ritmo. Não tem nada a ver com a Rapatiga no Comboio, ok? Pode parecer que sim, quando disser que é sobre o Jamie começar a ir de barco para o seu trabalho com um amigo novo, até que tudo muda quando esse amigo desaparece. Mas é muito melhor que esse livro que foi um sucesso em todo o mundo, na minha humilde opinião. Tem muitas reviravoltas e consegue manter-nos presos até ao fim, mesmo sem nos deixar identificar com nenhuma personagem - eu preocupar-me-ia se me identificasse com alguém ali. Se gostam de thrillers, não procurem mais...mas que saiba não está editado em português...

 

5. O Vício dos Livros, de Afonso Cruz - Livro Novo na estante ⭐️

Este não sublinhei por dois motivos: é demasiado bonito, com as suas ilustraçoes, para eu estragar; e gastaria o marcador. Falei sobre ele num post do Instagram então não me vou alongar, mas gostava que toda a gente o lesse, mesmo sabendo que quem o vai apreciar é quem tem efetivamente o vício da leitura. Fala sobre esse vício e sobre a importância das palavras e da cultura, enquanto nos dá a conhecer memórias e histórias soltas do autor. O meu autor nacional favorito, cada vez me convenço mais.

 

6. Depois a Louca Sou eu, de Tati Bernardi - Comprado em segunda mão

Tanto me esfalfei para conseguir este livro que, quando finalmente o li, desiludi-me. É menos bem humorado do que esperava e tem pensamentos mais desorganizados do que gostaria. Suponho que assim é porque fala de doença mental de uma forma que a pretende desconstruir, então talvez tenha mesmo de ser menos bem humorado e mais desorganizado, mas não acho que alguém que não conheça esta realidade vá conseguir retirar dali muita compreensão, algo que considero muito importante em livros desta temática.

 

7. Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior - Livro Novo na Estante

O Brasil anda louco com este livro que ganhou o prémio Leya. Quis tê-lo porque achei que ia ser memorável e recomendaria e emprestaria a toda a gente. Nem uma coisa, nem outra. Gostei da história das duas irmãs e de conhecer a realidade dos quilombolas no Brasil, numa altura em que chamavam liberdade a uma espécie nova de escravidão que se formou. Mas nem achei que o acidente que muda as irmãs na história tivesse sido tão marcante assim na sua vida, nem gostei da perspetiva da terceira parte do livro, que já não era de nenhuma das duas irmãs. Conclusão: meh. Acho que vou dar ou vender.

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10
Abr21

Maria das Leituras - Março 2020

Maria das Palavras

E logo quando achei que não me podia exceder...8 livros lidos em Março. Junta-se a pandemia que não me leva a lado nenhum ao facto de me ter fartado de séries (dei um tempo) et voilá. Alguns deles também eram curtos e um foi um audiobook que acabei em Março, mas comecei ainda o ano não era 2021. Como quantidade não é qualidade, só um levou cinco estrelas (o mais pequenino, ainda por cima), mas recomendo outros da lista. 

 

Maria das Leituras - Março 2021 - Parte 1

 

1. até ao Fim do Mundo, Maria Semple - Lido no Kobo

O título original é "Where'd you go, Bernadette?". Este livro ganhou um prémio de ficção em 2013 e só posso depreender que ficção nesse ano foi fraca. A premissa é divertida: a Bernardette, figura excêntrica, desparece e a filha vai juntar cartas, emails, e factos para a encontrar. Começa muito divertido, mas quanto mais avança, mais o interesse se desvanece. Arrastei-me até ao fim para chegar a um desfecho com o selo de "epá, não".

 

2. O Peso do Pássaro Morto, Aline Bei - Livro novinho na estante

Na loja online Aler.com.pt encontrei alguns livros que já via há muito no Booktube brasileiro, mas por cá não se ouviam falar. Um deles foi este e foi o meu cinco estrelas de Março. É um livro em poesia, que conta a história de uma menina a mulher, mais ou menos de dez em dez anos. É divertido, ainda mais sofrido e tem muito embalo. Sei que devia dizer que tem gatilho para situações, mas não queria ser spoiler ao mesmo tempo...

 

3. As mensageiras da Esperança, Jojo Moyes - Lido no Kobo

Toda a gente do Instagram a amar este livro, cujo título original é igualzinho (The giver of stars...?) e eu a ficas desiludida. Gostei? Humm...sim. Talvez as expectativas não tenha ajudado, mas não achei memorável, nem fiquei com vontade de recomendar àjamigas. A inglesa Alice casa-se e segue com o marido para o Kentucky onde a vida é muito diferente da aventura que ela estimativa, e pena para encontrar o seu lugar na sociedade e no casamento. O lugar onde finalmente se sente bem vinda é a biblioteca "ao domicílio" - a cavalo ou burro - gerida por Margery, uma feminista do ínicio do século XX, que quer fazer a cultura e a educação chegar a todos. A atividade delas é mal vista, claro. Depois acontecem coisas e o fim é meio estúpido, mas inteiramente previsível. Não sei se se nota que não faço parte do clube de fãs do livro...Fica uma palavra de louvor para a homenagem feita a estas bravas mulheres da Packhorse Library, que existiram mesmo. 

 

Maria das Leituras - Março 2021 - Parte 2

 

4. Farenheit 451, Ray Bradbury - Comprei sem querer

Fui à Fnac porque o Kobo estava a dar problemas e sem querer, visto que deixei o Kobo, trouxe três livros. Um deles foi este, um clássico mundial e recomendado no plano nacional de leitura, que me tinha ficado na cabeça desde que vi o filme A Livraria na HBO (fraquito, já agora). É uma distopia onde o protagonista é Guy Montag, um bombeiro...num mundo onde as casa são à prova de fogo e os bombeiros srrvem para: queimar livros! Os livros são perigosos, provocam sentimentos. É um livro relativamente pequeno, de fácil leitura (é recomendado no secundário) e com excelentes reflexões sobre o papel dos livros na sociedade. Não vos posso contar porquê, para não ser spoiler, mas foi o livro que me fez perder a vergonha de considerar um audiobook ouvido como um livro lido. Leiam e vão perceber porquê.

 

5. A Vida Mentirosa dos Adultos, Elena Ferrante - Também comprei sem querer

(Foi um dos três que descrevi acima...) A Giovanna, que acompanhamos ao longo do livro, durante parte da sua adolescência, é uma jovem que adora os pais e vive na sua bolha. Um dia rebenta a bolha, ao querer saber mais sobre a tia e efetivamente conhecê-la. Este livro cuja protagonista é a adolescente e de facto muito mais sobre os adultos que a rodeiam e de como ela descobre, como descobrimos todos um dia, que os adultos têm falhas, mentem, e também estão muito perdidos. Gostei moderadamente, senti falta de mais ação do que observação e pensamentos. Gostei MUITO mais da Amiga Genial.

 

6. Todas as suas (im)perfeições, Colleen Hoover - Lido no Kobo

Da famosíssima Colleen ainda só tinha lido A Ilusão de Merit, que não me deixou especialmente entusiasmada para ler mais. Lis este a acompanhar o clube do livro da Lu Ferreira (Chata de Galocha) e gostei. É uma história simples, realista, sobre a vida de um casal. Trigger para infertilidade, mas não me importo de ser spoiler aqui porque está longe de ser O tema, apesar de ser um tema. O tema é o amor, uma relação ao longo do tempo que nos é contada a alternar entre o presente e o passado. Achei o fim pouco realista, mas com a lição certa: o segredo é comunicar. E não aceitar que as nossas imperfeições nos definam.

 

Maria das Leituras - Março 2021 - Parte 3

 

7. O casal do lado, Shari Lapena - Lido no Kobo

Comecei a ler este thriller sem saber muito por ele e, talvez também por isso, gostei. A Cynthia e o Graham vão jantar a casa dos vizinhos. Enquanto isso a filha, que dorme na casa ao lado, é levada. Maddie vibes. A revelação do que se passou é feita por camadas o que faz com que a leitura e a descoberta aconteçam a bom ritmo. Previ algumas coisas, mas talvez não antes do que a autora me queria deixar perceber. Algumas reclamações no mercado por ser um livro cheio de referências white privileged people e, pessoalmente, não gostei de como abordaram o tema da saúde mental. Mas o livro entreteve-me, isso sim. 

 

8. Greenlights, Matthew MaConaghey - Audiobook

Este foi lido, ou ouvido, ao longos dos primeiros 3 meses do ano, na verdade. Sobretudo em caminhadadas a solo, levava o Matthew a contar-me a história da sua vida e o que foi aprendendo até aos seus 50 anos - ah, pois é! Não achei fenomenal, esperava melhor, mas houve episódios engraçados, como a sua passagem pela Austrália na juventude, quando ficou com uma família muito estranha. Gostei de ouvir como conseguiu papel nalguns filmes (fiquei com vontade de ver todos, até os mais parvos) e como ao conhecer a atual esposa fingiu falar português. Mas tem uma percentagem grande de reflexão, quase para auto-ajuda que não era bem o que procurava do senhor Alright, alright, alright.

 

 

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08
Mar21

Maria das Leituras - Fevereiro 2020

Maria das Palavras

Escrevo-vos de coração partido porque de acordo com as regras que propus a mim própria (comprar apenas um livro a cada dois que leia) estou neste momento impedida de comprar qualquer livro por impulso. O que quando se tem um Kobo que entrega o livro que queres ler no segundo a seguir à decisão e compra...é altamente doloroso e também altamente inteligente (para não sangrar a carteira). É por isso que 3 desta lista já andavam por cá há mjuito tempo e viram finalmente  sua vez chegar. 


Vamos aos veredictos.

 

Maria das Leituras - Fevereiro 2021 - Parte 1

 

1. Pachinko, Kin Jin Lee - Lido no Kobo
Já está decidido que este é mesmo o meu tipo de livro favorito: historias de vida que passam gerações, e que mesmo podendo ser ficcionais se cruzam com momentos da história do mundo. A figura central é a Sunja, uma coreana que engravida solteira (a tragédia, o horror) e é salva por um mancebo que se casa com ela e a leva para o Japão.  Conhecemos toda a história da família, da sua vida, de como sobrevivem à guerra, e depois dos seus filhos e netos. 
Se é demasiado longo? Dizem que sim (sempre foram 17 horas de leitura), mas não me consegui aborrecer ao sentir uma história tão realista e tão sofrida. O narrador ominsciente alterna a sua perspetiva entre personagens e ajuda-nos a ligar a cada uma delas. Assim não há personagens boas, nem más, porque entramos nos sapatos de todas (várias).

 

2. Daqui a 5 anos, Rebecca Serle - Lido no Kobo
Era livro do mês da Lu Ferreira e eu sabia que era um dos romances finalistas do Goodreads, por isso avancei. A premissa também era catita: a protagonista que é uma planeadora compulsiva e sabe exatamente todos os passos da sua vida, vê-se de repente 5 anos no futuro e descobre que nada está como ela planeou.
Esperava algo leve , como foi, rápido de ler, como foi, que me entretivesse, como entreteve. Mas é de facto cheio de clichés e não desenvolve bem romance nenhum.

 

3. O Pássaro de peito vermelho, Jo Nesbo - Já morava cá em casa
Informei-me: quem quer ler Nesbo, deve começar por este e não pelo #1 ou #2 da saga do Harry Hole (o detetive) porque são mais fracotes. Assim fiz. Demorei muito a entrar no ritmo do livro, dividido em três perspetivas que alternam: a do detetive no presente, a de uma outra personagem no presente e dessa mesma personagem no passado (aquando da GG). Gostei bastante. Fiquei fã do Harry que é um detetive cheio de defeitos e não um 007 ou outro cliché de mente brilhante que encaixa peças sem esforço, sabe tudo desde tiro a kung fu e por quem todas as moças caem de amores ao primeiro olhar. E fiquei fã da história ao ponto de me prender para querer contnuar a ler a saga, por ordem. Bom thriller, sobre um atentado na Noruega.

 

Maria das Leituras - Fevereiro 2021 - Parte 1

4. Precisamos falar sobre o Kevin, Lionel Shriver- Lido no Kobo
Caramba, que livro intenso. São cartas da mãe de Kevin para o seu ex-marido (pai de Kevin) depois do brutal evento em que ele assassina um grupo de colegas na escola. Isto não é spoiler, ficam logo a saber no início do livro (ou na contracapa). Essas cartas tanto falam das lutas do seu presente como de tudo o que se passou desde o momento em que decidiram ter um bebé, o próprio Kevin até ao fatídico dia. Os sinais de que ele não era uma criança como as outras. A necessidade de atribuir culpas a esse facto: ela não queria ser mãe, foi ela o problema?
Percebo quem possa achar o livro aborrecido - é praticamente um monólogo. Mas é tudo tão real, tão sentido, há tantos episódios da vida e outros diálogos relatados, que nunca senti que estivesse a perder o interesse. 
Parece que sabemos o final desde o princípio, mas há sempre margem para a maldade nos supreender.
Não vi o filme (ainda) mas também existe, e dizem-me que também é duríssimo e vale a pena ver.

 

5. O Monte dos Vendavais, Emily Bronté - Lido no Kobo
As irmãs Bronté estavam na minha wishlist há anos, pelo papel que tiveram enquanto mulheres autoras na sociedade. Mulheres independentes, criadas pelo seu pai, muito à frente do seu tempo e que chocaram tudo e todos na sua época. O Monte dos Vendavais está muito bem recomendado por muita gente, como um dos melhores clássicos a ler, de forma que a minha expectativa estava em altas. Erro.
Achei um dramalhão sem fim, não me consegui ligar com nenhuma das personagens (talvez porque é um relato em terceira mão do que se passou), nem sentir a paixão avassaladora dos tais protagonistas (Catherine e Eathcliff) que é descrito como a única forma de amar. Estou até convencida que não gostavam assim tanto um do outro, só tinham gosto por destruit tudo à sua volta.
Depois de partilhar esta minha opinião no Instagram, muitos me disseram que tinham adorado o livro, lido na adolescência ou pelos vintes. E talvez seja esse o segredo para gostar. Neste ponto da vida já não aturo o tipo de dramas que se desenvolve no livro. Provavelmente tê-lo-ia vivido intensamente se o tivesse lido há 20 aninhos. 
Também há filme (várias versões) e nem que seja para tirar teimas, hei-de ver algum.

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01
Fev21

Maria das Leituras - Janeiro 2021

Maria das Palavras

Em Janeiro li 6 livros. Aconteceu sem querer, não sei se nos últimos anos este feito alguma vez se tinha dado. Não estava a competir com ninguém, nem comigo mesma (nem acho saudável entrar na espiral da importência do número de livros), só fiz o que me dá mais prazer no momento e tem sido muitas vezes a leitura, por estes dias que são dias de ficar em casa. 

Quem acompanha o Instagram já sabe quais foram e o que achei, mas aqui fica review para a posteridade.
Se nos próximos meses continuar com bom ritmo (e me apetecer, vou ser honesta) continuo a pôr aqui o balanço mensal.
Vamos lá aos ditos cujos.

Maria das Leituras - Livros de Janeiro 2021 - Blog mariadaspalavras.com


1. Crónica dos bons Malandros, Mário Zambujal - Lido no Kobo

Eu creio que desconfiava que este livro não era o meu "cup of tea". Quem mo recomendou tem-no como um dos livros da vida e foi o Moço que escolheu para ser este o primeiro do meu ano, porque me estava a faltar a iniciativa. O livro é divertido e muitíssimo bem escrito. As personagens deliciosas. É a história de um assalto levado a cabo por um gangue português, mas mais do que isso, a história de cada um dos elementos que vão fazer o assalto. Não consegui ligar-me ao livro, muito pela sequência entre capítulos. Mas também porque é muito no tom de uma série tipo Camilo e Filho. E eu ri-me muito com as séries do Camilo, mas não é o tom que procuro num livro. É tão curto e de um autor tão prendado, que diria que vale a vossa tentativa. 

 

2. Rumo a Casa, Yaa Gyasi - Lido no Kobo

Creio que foi a ver reviews de norte-americanas ou brasileiras no Youtube (não entrem nesse mundo, é viciante) que me deparei com esta recomendação. Vi que havia na loja da Kobo, em português, e felizmente comprei ainda a 29 de Dezembro para não contar para a promessa que fiz este ano: só posso comprar um livro a cada dois que despachar (mesmo que sejam livros a 99 cêntimos na loja da Kobo). Gostei bastante. Segue a história de duas irmãs e dos seus descendentes, em paralelo, criando um novelo de vidas de África ao Estados Unidos, da vida na tribo à dita (será?) civilização moderna, e sempre atravessado por uma maldição. Aborda os horrores da escravatura, o racismo, o papel das mulheres (e dos homens) na sociedade, a família...

3. Travessuras da Menina Má,  Mario Vargas Llosa - Comprado em segunda mão

Este livro tem um padrão e é o mesmo padrão que afeta várias relações reais. Um história de desencontros entre um menino (homem) bom e uma menina (mulher) má. Uma relação abusiva que afeta toda uma vida. Muito parado ao início e ganha balanço e interesse do meio para o fim - fim esse que odiei. Não digo que não leiam, porque um livro que me faz odiar, é um livro que não me deixou indiferente. E é efetivamente dono de um Nobel, de um autor renomado.

Maria das Leituras - Blog Mariadasplavras.com

 

4. Arsène Lupin contra Herlock Sholmes, Maurice LeBlanc - Lido no Kobo

O Lupin entrou na minha vida como série da Netflix - gostei q.b.. Disseram-me que havia livros deste ladrão de casaca, nomeadamente um contra Herlock Sholmes: não confundir com Sherlock Holmes (já confundindo). Encontrei o livro a 2,49€ no Kobo e foi o meu primeiro crédito de compra de livros do ano! Comecei logo a ler, na esperança de reviver casos como os que lia na adolescência com Sherlock Holmes, o verdadeiro. Mas encontrei um Herlock choninhas que se deixa enganar (não muito, mas ainda assim está longe do génio dos livros ou da magnífica série Sherlock da BBC) e não me identifiquei com Lupin, o suposto protagonista. A linguagem também era complexa, talvez por culpa da tradução. Gostei da experiência, mas não vou continuar na coleção.

 

5. A Troca, Beth O'Leary - Lido no Kobo em Inglês

Foi aqui que entrei no modo de leitura compulsiva - felizmente em Dezembro não tinha feito promessas em relação a compras de livros e tinha abarbatado este no início do mês, por cerca de 5€ na Kobo, na versão em inglês. Verdade que não foi memorável ao ponto de classificar com 5 estrelas, mas a prova que gostei bastante é que queria aproveitar todos os bocadinhos para avançar mais umas páginas: de manhã, à hora de almoço, com sono à noite (às vezes, sem sucesso). Neste livro, avó e neta trocam de casa, de cidade, de vida, o que põe os seus problemas e os das pessoas que as rodeiam em perspetiva. Apesar do exagero nalguns pontos, achei importante a mensagem de que nunca á tarde, para darmos um twist à nossa vida. Também as diferentes perspetivas sobre como lidar com perdas. O romance não é fulcral, nem muito aprofundado, apesar de fazer parte da trama, mas as relações sociais e a importância que podemos ter para o próximo, sim. Quando acabarem vão ter vontade de ir bater à porta dos vizinhos (a não ser que tenham os meus vizinhos).


6. A Grande Solidão, Kristin Anna - Morava cá em casa

O primeiro do ano que entra na categoria "sim senhoras, grande livro". Já tinha lido O Rouxinol da mesma autora e este também comprei por influência do @hmbookgang. Mas gostei MUITO mais deste. Fala-nos de uma família que se muda para o Alasca, onde os perigos são tantos num cenário brutal e inóspito, em que desaparecem pessoas sem explicação e com regularidade. A comunidade é uma parte grande da sobrevivência, sobretudo para resistir aos Invernos duros, sem eletricidade ou água corrente. No entanto, o livro não é só sobre a viagem e essa mudança, é sobre o problema que veio com eles e se mudaria para qualquer casa, em qualquer lugar do mundo, para onde viajassem juntos. É sobre a vida de Leni, desde menina até se tornar adulta. É sobre violência. Ou talvez seja sobre amor. 

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12
Out20

A Litte Life, a Grand Book

Maria das Palavras

A Little Life - Opinião Maria das Palavras

 

Parte 1 - 7 de Outubro 2020

É a primeira vez que começo a escrever sobre um livro sem já o ter terminado. A edição que estou a ler no Kobo tem 1345 páginas (impresso tem umas 700 e trocos) e vou a pouco mais de metade, mas estou cheia de vontade de falar sobre ele.

Ainda não chorei, como é suposto. Não sei se já passei o bocado onde é inevitável (dizem) chorar, mas já passei certamente por várias cenas onde é suposto querer parar de enjoo e revolta. Não quis parar de enjoo e revolta, porque acredito em pleno na crueldade humana e sabendo o quão triste e traumático o livro poderia ser, já esperava semelhantes cenas. 

É um livro muito fácil de ler em termos de escrita, mas por outro lado composto de muita miséria e tristeza. Relata a vida de 4 amigos à medida que crescem na sua vida adulta. A forma como esse relato é feito é muito cativante, ora revelando passando, ora desvendadndo futuro, enquanto vamos sabendo do presente. E depois de uns primeiros capítulos mais parados (mas nem por isso desinteressantes), entramos na espiral da vida do Jude em particular e é impossível parar. 

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Tenho de o comparar com a última história de um rapaz a crescer que li, que foi O Pintassilgo, e anunciar que estou a apreciar muito mais este em todos os sentidos (argumento, escrita, cadência, interesse das personagens).

Uma das críticas que já tinha ouvido ao livro era o facto de dar tão pouca relevância às personagens femininas. Quase não existem e quando existem, pouco se fala delas. Primeiro achei que fosse porque o escritor era homem e escreve sobre o que melhor conhece. Depois apercebi-me que é uma autora!  Mulher! 
Mas apesar de concordar que se fala pouco de mulheres, não concordo que lhes tirem relevência. É que leio a Ana (para quem sabe) como a personagem que poderia ter mudado tudo. E independentemente do género, consigo identificar-me com características de algumas personagens (a incapacidade de falar do Jude, por exemplo), pelo que não me sinto pouco representada.

 

Parte II - 12 de Outubro 2020

Acabei! Acabei ontem, mas estava a tentar não ligar o computador (e não gosto de escrever no blog no telemóvel). É um excelente livro. Faz lembrar a série This is us no sentido em que tudo o que houver de mal para acontecer, pois acontece!

Em  certas coisas, é um niquinho previsível, e os capítulos finais não foram para mim tão entusiasmantes como o central. Mas continuo fã. Continuo a dizer que foi melhor que O Pintassilgo. 

Como é, em termos técnicos, longo-comá-porra e triste-a-rodos, não acho que seja leitura para toda a gente. Também não está editado em português, por isso para já só é opção para quem se sinta à vontade a ler em inglês (sendo a linguagem toda muito fácil).

A promessa que me fizeram é de que iria chorar e isso não aconteceu, pelo que as câmaras da CMTV já estão a caminho de minha casa, até porque entendo perfeitamente as muitas situações - as bonitas e as feias - em que se eu não fosse uma pedra insensível aos problemas que não me são próximos, poderia ter acontecido.

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E quando o livro acaba, é mesmo o fim.

 

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22
Jul20

Os melhores livros que li em 2020 (por agora)

Maria das Palavras

Este ano está a ser atípico mesmo, portanto ninguém me vai levar a mal se começar já a fazer retroespectivas. Estamos em Julho e já li 27 livros. No início do ano o objetivo eram 24, por isso - vejam só - há coisas a correr melhor do que o esperado neste ano maluco. Na verdade até já tinha falado sobre alguns destes livros num episódio do podcast Mensagem de Voz, mas desde esse momento li mais uns quantos (10...) e o quadro geral sofreu alterações. O aclamado Pintassilgo nunca fez parte dos favoritos, nem a grande tendência livro-série Pequenos fogos em toda a parte (meio aborrecidinhos). A Delia Owens e o João Tordo foram destronados.

 

Sem mais demoras, vamos às minhas recomedações!

 

Vozes de Chernobyl

 

O livro que nos ensina

Li As Vozes de Chernobyl, con factos reais sobre o desastre que todos conhecemos. O livro que inspirou a série Chernobyl da HBO (também ela recomendadíssima). E apesar de ser uma coleção de relatos, uns mais intensos, outros mais aborrecidos, é um quadro real, cru e inesquecível da nossa história. Há duas ou três passagens que não me saem da memória, como o tipo que voltou do desatre e ofereceu o barrete com que andou na zona radioativa ao filho. 

Nesta categoria fica a menção honrosa para o livro Holocausto Brasileiro. Não considero um livro escrito de forma muito interessante mas deu-me a conhecer uma realidade que desconhecia completamente: um hospício onde milhares de brasileiros foram aniquilados ou (sobre)viveram em condições desumanas).

 

A Seleção

 

O livro que é tão mau que é bom

Por mais vergonha alheia (na verdade, própria) que me cause, não posso deixar de incluir a trilogia A Seleção de Kiera Cass nesta short list. E sim, de Chernobyl para "35 garotas e uma coroa" descemos um bocadinho o nível. É uma espécie de reality show tipo The Bachelor, mas com princesas. Também é uma distopia, mas isso é pouco relevante na trama. É mau? É. Devorei? Devorei. Às vezes tudo o que precisamos é de um destes livros tão maus que são ótimos. Parece que a partir do quarto livro a coisa se inverte e são as moças a ter a faca e o queijo na mão, mas só li os três originais. Achei que se se chama trilogia, não devia haver cinco...

 

A Paciente Silenciosa

 

O melhor thriller

O Mais recente foi o The Hunting Party (da Lucy Foley), que também achei interessante, e antes desse tinha adorado o Uma Gaiola de Ouro, da Camilla Lackberg. Mas elejo como favorito A Paciente Silenciosa. Há que diga que é previsível, mas eu só vi o que se passava mais perto do fim e por ter mantido a surpresa, gostei bastante da descoberta. O andamento do livro também é muito gostoso, porque vai alternando entre duas perspetivas. O da paciente que mantém o silêncio há anos desde que foi acusada do homicídio do marido (não é spoiler) e o psiquiatra que a vai tratar na instituição onde está internada e que tenta desvendar o que realmente se passou.

 

Noivos à Força

 

O romance que não é um cliché total

Noivos à Força foi uma recomedação do BookGang da Helena Magalhães. Um dia pus-me a ler a amostra na loja do Kobo e não resisti a comprar para continuar a facilidade. Afinal o Kobo não são só vantagens! É demasiado fácil comprar livros...
É um romance que não começa com o típico "eles olham-se e apaixonam-se". É claro que continua a ter clichés, mas achei muito fresco para a categoria. É daqueles que sei que todas as minhas amigas vão adorar ler.

 

Daisy Jones & The Six

 

O livro que se lê num sopro

Daisy Jones & The Six tem um grande defeito: parece real e é ficção. É a história de uma banda (ficcional) na sua ascenção, apogeu e queda, com duas figuras centrais, mas contada alternadamente pela voz de todos os elementos da banda e outras pessoas envolvidas. Que balanço tem o livro! Lê-se muito depressa e mesmo que não encontrem o final que queriam, prometo que a viagem vale a pena.

A Educação de Eleanoe

 

O livro que todos devíamos ler

Já falei sobre ele aqui e por isso não me alongo. Trata-se da Educação de Eleanor. Um livro terno e tão realista. Encantador, apesar de estar todo contruído em cima de problemáticas graves. É sobre saúde mental, mas é sobre nós todos. É uma história louca e a história da nossa vizinha do lado que não conhecemos assim tão bem. E, sim, é entretenimento.

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11
Mai20

Este blog não é sobre livros #26 - A Educação de Eleanor

Maria das Palavras

A educação de Eleanor - Review Maria das Palavras


O título em inglês é bem melhor e foi na versão original que o li, mas o livro terá o mesmo encanto de qualquer forma. Tinha-o comprado numa viagem, sabendo de antemão da recomendação do Book Gang (onde podem comprar a versão PT). Não desiludiu. É um livro original, enternecedor, divertido e pesado, tudo ao mesmo tempo. 

A protagonista é a caricata Eleanor, uma jovem nos seus 30, mergulhada numa solidão e numa perspetiva muito própria da vida. A sua visão do mundo tem tanto de pragmática, como de inocente e à medida que o livro avança e rimos com as suas interações sociais desajustadas, percebemos que não é tão engraçado, como preocupante.

Citação do Livro


A ideia surgiu à autora após ler uma reportagem sobre pessoas solitárias, que nem sempre são as de idade avançada. Às vezes são jovens, que entre a sexta ao sair do trabalho e o regresso na segunda de manhã, não trocam uma palavra com ninguém. 

Apesar de abordar uma temática dura, o livro é todo muito leve, e, até mesmo positivo. 
O final surpreendeu-me. 

Talvez seja a melhor leitura que fiz em 2020. 

 

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05
Mai20

MDV #17 - Treze livros e um flop

Maria das Palavras

Treze Livros e um Flop - Maria das Palavras


Deixei-vos uma mensagem de voz a falar dos quase catroze livros que já li este ano.
Pode parecer muito a alguns, mas é um valor quase nulo, numa escala de zero a Magda. Além disso nem ter lido catorze (ok, treze) livros me livrou de pelo menos uma bacorada que identifiquei logo na gravação. 

Falo-vos dos 6 que vêem na imagem e mais 8 que estão no Kobo, meu mais-que-tudo. Sobre alguns até já tinha publicado reviews, sobre outros publiquei notas breves no Instagram, mas de alguns nem tinha dito nada e partilho agora convosco: recomendo ou não? 

Ouçam e digam-me o que acharam se leram algum deles, se concordam comigo, e deixem-me também as vossas recomendações para próximas leituras. Só tenho centenas em lista de espera, mais um menos um, não vai fazer diferença!

 

Ouçam aqui no spotify, ou aqui no castbox (não precisam instalar nada, se não quiserem - ouvem no browser) ou clicando PLAY abaixo.

 

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12
Abr20

Este blog não é sobre livros #25 -O Pintassilgo

Maria das Palavras

O Pintassilgo - Donna Tart | Opinião Maria das Palavras

 

O problema são as expectativas. Sei que estou sempre a dizer isto. 

Comecei sabendo que era um livro ótimo, favorito de muita gente. Tinha ouvido dizer que o fim era supreendente e, noutra versão, a pior coisa do livro. 

O que achei?
É um bom livro e um livro para quem gosta de ler. É para apreciar o processo de leitura e crescimento do Theo, cada página. Não para se ter ânsia de chegar ao fim, fim esse que não me supreendeu, nem me desiludiu.

Tão bem escrito (não por ser demasiado pretensioso na linguagem) que nos faz sentir fisicamente mal a espaços, ao recriar tão bem determinados contextos. Que nos frustra, porque só queremos entrar para dar um conselho ao protagonista, ou então afastar-nos daquilo tudo de uma vez para evitar o desconforto de não o podermos fazer.

Mas não é um livro que recomendarei a quem gosta de ler de vez em quando, antes um livro para leitores frequentes apreciarem, no sentido em que entendo que nem toda a gente ficasse contente em passar por 900 páginas para ver o Theo desenvencilhar-se.

Breve (brevíssimo) resumo: Theo perde a mãe, o pai já se tinha esquivado, e ele passa as passinhas do Algarve para encontrar estabilidade em todos os sentidos. No centro da trama está uma obra de arte, O Pintassilgo, por razões que terão de descobrir. 


Quando terminei, instalei a Amazon Prime para ver o filme (gratuito por 7 dias) - e depois descobri que não está disponível em Portugal. Também pesquisei para descobrir que o quadro está em Haia, e sei que o gostava de ver ao vivo um dia. 

Da mesma forma que não encontrei o fim do livro, não assentou ainda totalmente a minha opinião. Gostei muito, não me apaixonou. Recomendo se estão numa fase de leitura, mas não se estão estagnados e a querer voltar. 

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06
Abr20

Este blog não é sobre livros #24 - Handmaid's Tale

Maria das Palavras

A História de Uma Serva, o livro - Opinião Maria das Palavras


Quero ver a série que toda a gante elogia, mas queria antes disso ler o livro. Comprei-o numa viagem de trabalho a Londres onde comprei demasiados livros, por acidente...são mais baratos, têm capas lindas e o tamanho perfeito. Mas tendo em conta que é um livro escrito nos anos 80 e não muito simples (por exemplo, a autora, não distingue os diálogos nas frases), acho que teria sido mais rápido em português.

 

Em todo o caso, li-o, como quem gosta, mas passa na diagonal alguns parágrafos, sabem? Perdemos muito tempo nos devaneios da protagonista (é ela a narradora) e a ação, embora interessante,deixa sempre muito por explicar - supostamente muito se desvenda no livro que se segue (Testamentos). 

 

É uma distopia, uma sociedade pretensamente feminista, mas pareceu-me mais em fachada que tudo mais. A protagonista é uma das mulheres que são "atribuídas" a famílias de elite numa altura em que a procriação é difícil, para que tente gerar um bebé. O ritual mensal para que esta missão aconteça deixará o leitor muito desconfortável. 

 

Comparo este livro a outro que li recentemente: 1984. Ambas distopias, onde há regimes totalitários que toldam a liberdade aos indivíduos numa perspectiva que pode não ser assim tão irrealista enquanto houver pessoas a eleger Trumps, Bolsonaros, deputados do Chega e qualquer pessoa ou partido que represente uma fação extremista, seja à direita ou à esquerda. 

 

Leiam. Não porque é um livro de entretenimento incrível. Mas para verem os ecos de realidade que se conseguem vislumbrar no nosso mundo de hoje, nestes sociedades inventadas, mas não irrealistas se resvalarmos por certos caminhos de intolerância.

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