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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

22
Jul19

Passatempo | Livro: O Clube das 5 da Manhã

Maria das Palavras

Passatempo - Ganha um Livro O Clube das 5 da Manhã | Blog Maria das Palavras



Há algumas semanas falei-vos das 7 lições que aprendi a ler (na verdade, a ouvir) um dos livros mais famosos em todo o mundo: O Monge que Vendeu o Seu Ferrari, de Robin Sharma. Queria muito não ter gostado dele, porque é um dito livro de auto-ajuda e precisar de ajuda parece uma coisa feia, mas é só uma coisa corriqueira.

Tive muito feedback positivo. De pessoas que gostaram das aprendizagens que partilhei, de pessoas que ficaram com vontade de ler o livro (algumas sei que já compraram e tudo) e de pessoas que já tinham lido e também reforçaram a importância da mensagem do livro.

É por isso que, em parceria com a Bertrand, tenho um exemplar d'O Clube das 5 da Manhã, o novo livro do mesmo autor, para vos oferecer. O passatempo está a decorrer desde ontem no Instagram @mariadaspalavras e podem participar até 31 de Julho.

Participar

 

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11
Jun19

7 Coisas que Aprendi com "o Monge"

Maria das Palavras

robinsharma.jpg



Li (na verdade, ouvi) o afamado livro "O Monge que vendeu o seu Ferrari" e para minha grande desgraça adorei. Digo isso assim, com pesar, porque gostava de ser muito cool e desdenhar de uma leitura que milhares de pessoas em todo o mundo acham fundamental. Também gostava de menosprezar livros de auto-ajuda no geral, em particular quando envolvem fábulas e monges.  As pessoas têm sempre a mania que não precisam de ajuda (nem de si próprias), o que é totalmente falso. Acontece que concordei com as muitas recomendações que tinha visto e aprendi verdadeiramente algumas lições e técnicas que vou aplicar na minha vida. Não consegui deixar de tomar algumas notas e, agora que já macei os meus colegas de trabalho com elas, vou partilhá-las também convosco. 

 

1. Ninguém chega ao leito de morte e diz "Quem me dera ter passado mais horas a trabalhar". Lembrem-se disso sempre que estiverem a fazer aquela hora extra marota ao fim do dia em vez de beberem um copo na esplanada este Verão. Não significa que sejam irresponsáveis e larguem tudo quando são mesmo necessários. Significa: não troquem momentos de que se arrependam mais tarde de ter perdido.

 

2. Acabou a conversa "Nem tenho dez minutos para almoçar, como teria dez minutos só para fazer uma pausa para mim?" É como dizer que se está tão ocupado a guiar o carro que não se pode parar para pôr gasóleo. Inevitavelmente terá consequências. E esta metáfora é um reflexo ideal da importância que (não) damos às nossas necessidades emocionais. Nunca deixaríamos de parar se se tratasse de combustível para o carro (mesmo ao preço que está!), mas não teos tempo para lidar connosco? É até ao dia em que o nosso motor dá o berro.

 

3. Só conseguimos ter um pensamento de cada vez. Não apontei o nome desta técnica mas acho que bem assimilada e praticada é coisa para mudar radicalmente a forma como tudo nos afeta. Se é humanamente impossível pensar em duas coisas ao mesmo tempo, treinemo-nos para substituir os pensamentos que nos encanitam pelos que nos acalmam. 

 

4. Aprender a dizer não. Não para faltar ao respeito aos outros. Mas para respeitar o nosso tempo, que deve ser gerido com o mesmo rigor que uma agenda profissional. Se dizemos sim a uma chamada pouco importante no nosso telemóvel, estamos a dizer não à coisa que estaríamos a fazer em vez dessa chamada (brincar com o vosso filho?). O que é prioritário para nós? É aí que devemos investir o nosso tempo.

 

5. Quem não tem nada é livre. Quantas vezes deixamos de fazer algo porque não podemos arriscar visto que há um carro para pagar, uma casa para sustentar, uma mensalidade de Netflix? Quanto mais temos, mais aprisionados estamos, com o medo de perder coisas materiais. Depende de nós mudar essa mentalidade e arriscar no que queremos fazer, se é efetivamente o que queremos.

 

6. Rever cada dia. Tentemos este exercício: passar o nosso dia a pente fino ao final da noite (tanto quanto nos conseguirmos lembrar) e pensar no que mudaríamos. Rapidamente chegamos à conclusão que não podemos mudar os fatores externas (ex: o trânsito), mas podemos mudar a forma como reagimos a eles (ex: barafustar). Rever as nossas reações e ajustá-las mentalmente far-nos-á lidar melhor com isso da próxima vez. É que gritar com o trânsito pode não ter nenhum efeito prático na hora a que chegamos a casa, mas certamete afeta o humor com que chegamos.

 

7. "A melhor altura para plantar uma árvore é há 40 anos. A segunda melhor altura é hoje." Ou seja, vive cada dia como se fosse o último. Não significa "YOLO!" vamos ser malucos e fazer o que nos der na telha. Significa não adiar para amanhã as coisas que realmente queremos fazer com a nossa vida. Seja uma coisa simples como provar um sabor de gelado, conhecer uma cidade ou concretizar um projeto de vida. O que é que sempre quiseste fazer? Podes começar hoje? Fecha o blog e dá o primeiro passo agora.

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23
Abr19

Não sou a única tonta da família #20

Maria das Palavras

E para quem achasse que isto não era suficiente, a minha irmã fez-me o relato de uma das suas visitas ao hospital a meio da semana. 

 

O meu pai, pediu-lhe que lhe levasse um livro, já a que a estadia no hotel (um hotel onde ele só come sopa e fruta, porque não consegue tragar a comida, entenda-se) está para durar. Ela levou três opções, sendo uma delas, O Exorcista. Tanto pela história, porque gostamos todos de filmes de terror, como pela simplicidade do texto (não se pode dizer que o meu pai seja um ávido leitor de algo que não seja A Bola, portanto Tolstoi ficou de parte).

 


Então a minha irmã chegou e não parava de lhe "vender" o livro como a melhor opção.

 

- Pai, tens de ler O Exorcista! Vais adorar! 

 

E notou que o senhor da cama ao lado estava a olhá-la um pouco incomodado. Mas ela continou a falar do livro e de alguns trechos. Eis que...

 

- A sério, na parte em que...

 

O senhor da cama ao lado pede licença e sai do quarto. É aí que o meu pai explica: 

 

- Ele é um pastor brasileiro, da Igreja Universal do Reino de Deus. 

 

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24
Set17

Leituras (s)em dia.

Maria das Palavras

Tenho lido perto de nada. Não por falta de vontade ou interesse no livro atual (este Maré Viva). Tenho tido muito pouco tempo, mas nem isso serve de desculpa (no ano passado já tinha sempre muito que fazer e muito a quem acudir e mesmo assim li 30 livros num ano). 


Estou em fase não. Quero ler, mas o que acabo por fazer nos momentos livres é ligar a Netflix noutro episódio de Good Wife para entrar em pausa cerebral. Até no caso dos blogs, tenho dado prioridade aos vlogs, porque posso ver qualquer coisa ao mesmo tempo que faço qualquer coisa.

 

Isto para dizer que com mais de 40 livros por ler cá em casa, mais cada nova rodada do Livro Secreto, acabei de comprar um livro que me recomendaram de tal forma que fiquei em pulgas. Agora tenho de esperar que venha do eBay onde o comprei barato, em segunda mão, e não me apetece nada. Talvez seja este que me atiça outra vez. Logo vos conto.

 

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27
Jul16

E porque hoje se fala de livros...

Maria das Palavras

Cloud Atlas com galão - Maria das Palavras

 

É o dia certo para vos contar o balanço da minha experiência com o Livro Secreto. A foto foi tirada esta manhã, com o Cloud Atlas e o meu galão (como se pode ver na mancha da minha caneca favorita). Ultimamente dou por mim a acordar mais cedo para ler um pouco, já que não consigo deitar-me mais tarde - não sou definitivamente um ser da noite. 

Lembram-se do Livro Secreto, certo? Já vos falei da iniciativa, criada pela M.J., assim que me chegou o primeiro exemplar. Basicamente pus um livro a rodar, bem como os restantes elementos que participam na iniciativa. Todos os meses alguém lê o meu livro e todos os meses leio o livro de alguém - sem saber qual vai calhar a quem. E cada leitor anota as suas passagens favoritas ou faz comentários, de forma a que o livro volte, no final do ciclo, para o seu dono, mais lido e mais rico. Pelo menos é esse o plano.

Quando começámos - digo eu - era tudo muito rigoroso nas datas, nos envios e nas leituras e com o tempo o grupo foi-se conhecendo e entrosando, criando empatia e flexibilidade. O que não abandalhou a iniciativa, só a tornou melhor. E já não me lembro quantos livros me passaram pelas mãos, mas, com exceção de uma impossibilidade, li-os todos até agora e descobri verdadeiras pérolas (às vezes literalmente) que jamais teria escolhido. 


Não escrevi sobre todos os livros da iniciativa que já li, por isso vou aceitar a sugestão da Presidentadeste "clube do livro" e vou responder a algumas questões, para acalmar a vossa curiosidade sobre o assunto - estão a salivar para saber mais, não é?

 

a) porque decidi participar na iniciativa;
Fui vítima de chantagem emocional por parte da Presidenta, pois claro. O chamado olhinho de gato das botas.

b) qual o livro que mais gostei até agora;
A Luz, do mestre Stephen King. Ou não fosse eu passada dos carretos. Mas fica uma menção honrosa para o livro que eu própria pus a circular (e li à pressa para entrar neste circuito) e que me surpreendeu positivamente: o minorca "A Contadora de Filmes". E aguardo ansiosamente pelo Zafón (ele anda aí!), que prometem que me vai roubar o coração. 

c) qual o livro que menos gostei;

O livro que tenho no momento é sempre o que gosto menos. Porque penso: "tenho tantos na minha estante que fui EU a escolher e me apetecem ler...porque raio tenho de ler este que não fui eu que escolhi?". Depois lembro-me do propósito da iniciativa, do facto de me ter juntado a ela de livre vontade e em consciência, do bem que faz sair do hábito...e deixo-me surpreender.


d) uma passagem do livro que tenho e que está sublinhada por alguém;

A passagem que a Magui sublinhou na página nº40 do Cloud Atlas quis marcá-la também a amarelo fluorescente (não o fiz, dona do livro, não te preocupes).

 

(...) resolvi perguntar-lhe porque é que me tinha sorrido enquanto estava a ser chicoteado. "A dor é forte, pois é - mas o olhar de um amigo é mais forte". Respondi-lhe que nem ele sabia nada de mim nem eu sabia nada dele. Ele tocou nos olhos e depois nos meus, como se esse simples gesto fosse uma explicação total. 


e) se já pensei em desistir;
Sempre que pego no livro que não fui eu que escolhi, lá está. E depois perco-me nele e passa tudo. 

f) coisas que gosto e não gosto na iniciativa;

Não gosto de ter de estar sempre a caminhar para os CTT. Gosto quando consigo convencer o Moço a ir lá por mim. Não gosto dos papéis *a solta nos livros. Gosto de ler as mensagens das outras pessoas no livro. Não gosto de não conseguir cumprir a meta. Gosto de ser supreendida. Não gosto de empurrar para trás os meus próprios livros que já estavam na fila. Gosto daquilo que mais odeio: ser "obrigada" a ler algo que não escolhi. 


g) se pudesse trocava o livro que enviei por outro: qual!

Não, não trocava...e a explicação é simples: fiz uma escolha perfeita (ahahah, esse ego!). É um livro agradável de ler, curto para deixar que pessoas com vários ritmos de leitura consigam sempre cumprir a meta e que gostei o suficiente para querer recomendar, mas não tanto que não me queira separar dele. Honestidade a mais?

 

*sim, está errado, é de propósito, porque é assim que lhe chamo. Neste âmbito. Noutros, chamo-lhe só "tola" ou "psst, tu aí".

 

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08
Nov14

Novos livros velhos

Maria das Palavras

Hoje fui ao baú. Que é como quem diz que fui visitar o meu primo que tem uma loja de antiguidades.
E trouxe de lá três preciosidades que me ofereceu. Livros baratos que para ele valem pouco e a mim me enchem a alma com aquele aroma a folhas velhas, já amigas das traças e da humidade, com uma história mais velha que a minha (e nem falo da que vem escrita nas páginas).

 

Livros que são antiguidades - Maria das Palavras

 

Ainda não decidi do que gosto mais. A capa mórbida d'O Funeral é o Começo? O título diabólico d'O Crânio do Palhaço Bailarino? O encarte d'O Caso do Cadáver Endiabrado que refere facilidades de pagamento na compra dos fascículos de "50 anos de História do Mundo"? Enfim, acho que o que vou gostar mais é de os ler. 

 

 

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01
Ago14

Ele não gosta de ler, coitadinho

Maria das Palavras

O tanas!
Tenho esta teoria bem vincada: toda a gente gosta de ler. Quem diz que não, ou nunca se propôs verdadeiramente a experimentar, ou nunca se deparou com o o tipo de livro certo para si*. 

Pronto, há sempre exceções à regra, claro. Não gostamos todos da mesma coisa. Mas, neste caso, poderá ser no máximo na mesma proporção daquelas pessoas que não gostam de McDonalds. Ou de chocolate. Ou de massagens! 

Coisas universalmente boas, sinónimos de prazer (ainda que pecaminoso) e que só 5% da população pode efetivamente não gostar - se já experimentou.

 

Estante de livros

 

Comer e ler são necessidades básicas, não é só a primeira. A única diferença entre comer e ler é que sem a primeira morremos e sem a segunda morremos mais pobres. De resto, como há quem não goste de favas, há quem não goste de romances. Como há quem não goste de pêssegos, há quem não goste de biografias. Mas caramba, até o miúdo mais enfastiado do planeta encontra um Nestum com Mel que coma com gosto. E para mim devia ser assim. Tal como temos mesmo de comer e por isso vamos encontrando os alimentos que nos agradam e satisfazem, precisamos de ler e por isso devemos pesquisar até encontrar a categoria que nos agrada. Nem que seja Banda Desenhada, que enfardei muita com gosto em pequena e mesmo de sotaque brasileiro não me fez mal nenhum.

Agora o "não é talhado para ler, coitadinho, gosta mais da Playstation e também desenvolve o cérebro" e o "paciência, também não é assim tão importante" é que não cola.
Por essas e por outras é  que ainda agora vi um miúdo com quase 14 anos escrever informa-soes. Assim, com hífen e tudo.

Filho meu que, já em idade própria para fazer as duas coisas (ler e comer), só queira comer, há-de ser obrigado a ler pelo menos o rótulo da massa antes de eu lha pôr no prato.

 

Tenho dito. E se houver para aqui alguém que não goste de ler que me diga. Vamos encontrar um bom livro para ti. Ah se vamos! No fim agradeces.


*Claro que há quem não possa ler porque não sabe (nunca aprendeu seja qual for o motivo) e faço desde já a nota que não falo neste post de maneira nenhuma de pessoas analfabetas, que provavelmente muito dariam para ter o prazer de ler um bom livro.

Sabiam (já agora) que segundo os censos de 2011, ainda há 5.9% da população portuguesa (acima dos 10 anos) que não sabe ler nem escrever? A boa notícia é que esta percentagem desceu dos 9% para os 5.9% de 2001 para 2011. E nem quero mencionar os assustadores 26% dos anos 70.

 

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