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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

01
Fev21

Maria das Leituras - Janeiro 2021

Maria das Palavras

Em Janeiro li 6 livros. Aconteceu sem querer, não sei se nos últimos anos este feito alguma vez se tinha dado. Não estava a competir com ninguém, nem comigo mesma (nem acho saudável entrar na espiral da importência do número de livros), só fiz o que me dá mais prazer no momento e tem sido muitas vezes a leitura, por estes dias que são dias de ficar em casa. 

Quem acompanha o Instagram já sabe quais foram e o que achei, mas aqui fica review para a posteridade.
Se nos próximos meses continuar com bom ritmo (e me apetecer, vou ser honesta) continuo a pôr aqui o balanço mensal.
Vamos lá aos ditos cujos.

Maria das Leituras - Livros de Janeiro 2021 - Blog mariadaspalavras.com


1. Crónica dos bons Malandros, Mário Zambujal - Lido no Kobo

Eu creio que desconfiava que este livro não era o meu "cup of tea". Quem mo recomendou tem-no como um dos livros da vida e foi o Moço que escolheu para ser este o primeiro do meu ano, porque me estava a faltar a iniciativa. O livro é divertido e muitíssimo bem escrito. As personagens deliciosas. É a história de um assalto levado a cabo por um gangue português, mas mais do que isso, a história de cada um dos elementos que vão fazer o assalto. Não consegui ligar-me ao livro, muito pela sequência entre capítulos. Mas também porque é muito no tom de uma série tipo Camilo e Filho. E eu ri-me muito com as séries do Camilo, mas não é o tom que procuro num livro. É tão curto e de um autor tão prendado, que diria que vale a vossa tentativa. 

 

2. Rumo a Casa, Yaa Gyasi - Lido no Kobo

Creio que foi a ver reviews de norte-americanas ou brasileiras no Youtube (não entrem nesse mundo, é viciante) que me deparei com esta recomendação. Vi que havia na loja da Kobo, em português, e felizmente comprei ainda a 29 de Dezembro para não contar para a promessa que fiz este ano: só posso comprar um livro a cada dois que despachar (mesmo que sejam livros a 99 cêntimos na loja da Kobo). Gostei bastante. Segue a história de duas irmãs e dos seus descendentes, em paralelo, criando um novelo de vidas de África ao Estados Unidos, da vida na tribo à dita (será?) civilização moderna, e sempre atravessado por uma maldição. Aborda os horrores da escravatura, o racismo, o papel das mulheres (e dos homens) na sociedade, a família...

3. Travessuras da Menina Má,  Mario Vargas Llosa - Comprado em segunda mão

Este livro tem um padrão e é o mesmo padrão que afeta várias relações reais. Um história de desencontros entre um menino (homem) bom e uma menina (mulher) má. Uma relação abusiva que afeta toda uma vida. Muito parado ao início e ganha balanço e interesse do meio para o fim - fim esse que odiei. Não digo que não leiam, porque um livro que me faz odiar, é um livro que não me deixou indiferente. E é efetivamente dono de um Nobel, de um autor renomado.

Maria das Leituras - Blog Mariadasplavras.com

 

4. Arsène Lupin contra Herlock Sholmes, Maurice LeBlanc - Lido no Kobo

O Lupin entrou na minha vida como série da Netflix - gostei q.b.. Disseram-me que havia livros deste ladrão de casaca, nomeadamente um contra Herlock Sholmes: não confundir com Sherlock Holmes (já confundindo). Encontrei o livro a 2,49€ no Kobo e foi o meu primeiro crédito de compra de livros do ano! Comecei logo a ler, na esperança de reviver casos como os que lia na adolescência com Sherlock Holmes, o verdadeiro. Mas encontrei um Herlock choninhas que se deixa enganar (não muito, mas ainda assim está longe do génio dos livros ou da magnífica série Sherlock da BBC) e não me identifiquei com Lupin, o suposto protagonista. A linguagem também era complexa, talvez por culpa da tradução. Gostei da experiência, mas não vou continuar na coleção.

 

5. A Troca, Beth O'Leary - Lido no Kobo em Inglês

Foi aqui que entrei no modo de leitura compulsiva - felizmente em Dezembro não tinha feito promessas em relação a compras de livros e tinha abarbatado este no início do mês, por cerca de 5€ na Kobo, na versão em inglês. Verdade que não foi memorável ao ponto de classificar com 5 estrelas, mas a prova que gostei bastante é que queria aproveitar todos os bocadinhos para avançar mais umas páginas: de manhã, à hora de almoço, com sono à noite (às vezes, sem sucesso). Neste livro, avó e neta trocam de casa, de cidade, de vida, o que põe os seus problemas e os das pessoas que as rodeiam em perspetiva. Apesar do exagero nalguns pontos, achei importante a mensagem de que nunca á tarde, para darmos um twist à nossa vida. Também as diferentes perspetivas sobre como lidar com perdas. O romance não é fulcral, nem muito aprofundado, apesar de fazer parte da trama, mas as relações sociais e a importância que podemos ter para o próximo, sim. Quando acabarem vão ter vontade de ir bater à porta dos vizinhos (a não ser que tenham os meus vizinhos).


6. A Grande Solidão, Kristin Anna - Morava cá em casa

O primeiro do ano que entra na categoria "sim senhoras, grande livro". Já tinha lido O Rouxinol da mesma autora e este também comprei por influência do @hmbookgang. Mas gostei MUITO mais deste. Fala-nos de uma família que se muda para o Alasca, onde os perigos são tantos num cenário brutal e inóspito, em que desaparecem pessoas sem explicação e com regularidade. A comunidade é uma parte grande da sobrevivência, sobretudo para resistir aos Invernos duros, sem eletricidade ou água corrente. No entanto, o livro não é só sobre a viagem e essa mudança, é sobre o problema que veio com eles e se mudaria para qualquer casa, em qualquer lugar do mundo, para onde viajassem juntos. É sobre a vida de Leni, desde menina até se tornar adulta. É sobre violência. Ou talvez seja sobre amor. 

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09
Dez20

One to read

Maria das Palavras

One to Watch - Review Maria das Palavras

Peguei neste livro porque o encontrei na Kobo Books a 2.45€ (juro que este e-reader já se pagou sozinho) e sabia que estava nomeado em várias categorias para livro do ano no Goodreads. É o primeiro romance da autora, que além de muitas outros feitos, foi responsável de escrita digital da campanha de Hillary Clinton. 

Enquadramento: sempre gostei de romances, mas cada vez mais dou por mim a não tolerar determinados clichés. Sinal dos tempos e da discussão pública, que me abriu os olhos para muitos dos estigmas com que crescemos.

Deixei de tolerar os protagonistas perfeitos, que permitem paixões à primeira vista por causa do corpo, do cabelo, dos olhos. Eu nunca fui essa mulher ou adolescente, e muito embora quisesse viver aquela história daquelas páginas, sabia que isso jamais aconteceria para mim, porque ninguém apaixonar-se pelas minhas borbulhas no queixo à primeira vista - e notem que nunca tive má auto-estima.

Deixei de tolerar a história homem que faz asneira, trai e maltrata e no fim vira um príncipe e ela perdoa tudo e acabam juntos. 

Deixei de tolerar a irrealidade do felizes para sempre. Deixei de tolerar a necessidade mórbida de um felizes para sempre obrigatório a dois, com os filhos na sequência natural, da família padronizada perfeita.

 

Tudo isto estragou-me a capacidade de entrar de corpo e alma na leitura de muitos romances. 


Este também tem alguns clichés, e muito otimismo claro, não deixa de ser ficção e um romance - e o que procuramos num romance é sonhar e desejar viver aquela história. Mas quebra com mitos dos padrões que acabei de descrever. Começando pela protagonista, uma plus-size blogger, não uma loura alta e elegante, com dentes perfeitos (que também é uma mulher real, mas tem de ser sempre a mulher descrita?). Ela goza com um programa tipo The Bachelor num dos seus artigos, precisamente porque lhe chamam Reality TV, mas todos os envolvidos têm o aspecto de 5% da população, não da generalidade. E, sem diversidade, como se pode chamar realidade?
Então ela é convidada para ser a próxima protagonista do programa. E daí para a frente, leiam para descobrir. 

 

Não sendo uma obra de literatura candidata a Nobel, está bem escrito, de forma dinâmica (alternando narrador com conversas em SMS, no Twitter, entrevistas e guiões de anúncios), e sinto que é exatamente o tipo de romance que as jovens mulheres devem ler para se identificarem e apreenderem que determindados comportamentos não são de monstros que viram príncipes: são de monstros com a rosa toda murcha (referência para quem sabe da Disney).

 

Por isso leiam este livro, ofereçam-no e procurem mais literatura deste tipo se é de romances que gostam. Aconselhem-me outros do género, se os conhecem. Para já o livro só está editado em inglês, mas sabemos que a TopSeller o vai editar em 2021, por isso fiquem atentos. Desconfio que também vá fazer parte das Box Mensal de livros da Helena, no BookGang, mas isso já é especulação.

 

 

 
 
 
 
 
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06
Ago20

Uma linha por dia, 5 anos de memórias

Maria das Palavras

One line a day - Diário de 5 anos por Maria das Palavras

 

Desde que sei escrever que escrevo para mim. Em diários de papel, num blog (mesmo que mais gente leia), em documentos de word que às vezes apago logo de seguida. Textos gigantes, três linhas ou mesmo algo mais sucinto, como foi o Diário da Gratidão. Chamem-lhe doidice, terapia, tempo a mais (isto não pode ser). É a maneira como processo as coisas. Mas além disso é uma forma bonita e muito pura de voltar a momentos e sensações. 

No início deste ano comecei um diário novo (este que vêem na imagem, que encomendei na Amazon ou no eBay). É um diário de 5 anos. Que tenho escrito religiosamente todos os dias. Quando salto alguns tiro nota no telemóvel e depois passo para lá. 
Não há espaço para escrever muito e portanto não se perde muito tempo. Escrevo algo que fiz, ou como me estou a sentir, ou algo que aconteceu, um livro ou série que acabei. Não há regra, é o que me vier à cabeça sobre o dia, bem no fim ou na manhã seguinte. Por exemplo: "2 de Maio - Fiz um bolo de laranja ótimo. Fechem o mundo!" ou "5 de Março - Acho fantástico que quando o coronavirus começa a explodir em Portugal, eu fique constipada...".

Nem sabia que este ano ia ser tão sui generis para registar, mas está cheio de observações banais.

 

Uma linha por dia, diário de 5 anos, Maria das Palavras

 

O engraçado é que ao longo dos cinco anos, vou sempre no mesmo dia do ano, escrever na mesma página. A folha começa com a data e o ano preenchemos nós antes de cada linha. Quando chegar ao 5º ano, vou ver como foi o dia 6 de Agosto nos 4 anos anteriores. 

Não tem nenhum intuito terapêtico, embora saiba que me faz bem (é nas palavras escritas que desabafo) e me ajude efetivamente a perceber algumas coisas. Como: escrevo demasiados dias sobre trabalho. O que talvez queira dizer que preciso de tirar mais partido dos meus dias para além do batente. 

 

E era isso. Queria partilhar convosco, porque cheguei a Agosto e ainda não desisti e continue a achar piada ao conceito. Pode ser que achem graça também e queiram levar para os vossos dias. A internet até pode ser um poço de miséria, mas nunca se esqueçam que é também, sobretudo e dependendo de nós, um espaço de partilha.

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22
Jul20

Os melhores livros que li em 2020 (por agora)

Maria das Palavras

Este ano está a ser atípico mesmo, portanto ninguém me vai levar a mal se começar já a fazer retroespectivas. Estamos em Julho e já li 27 livros. No início do ano o objetivo eram 24, por isso - vejam só - há coisas a correr melhor do que o esperado neste ano maluco. Na verdade até já tinha falado sobre alguns destes livros num episódio do podcast Mensagem de Voz, mas desde esse momento li mais uns quantos (10...) e o quadro geral sofreu alterações. O aclamado Pintassilgo nunca fez parte dos favoritos, nem a grande tendência livro-série Pequenos fogos em toda a parte (meio aborrecidinhos). A Delia Owens e o João Tordo foram destronados.

 

Sem mais demoras, vamos às minhas recomedações!

 

Vozes de Chernobyl

 

O livro que nos ensina

Li As Vozes de Chernobyl, con factos reais sobre o desastre que todos conhecemos. O livro que inspirou a série Chernobyl da HBO (também ela recomendadíssima). E apesar de ser uma coleção de relatos, uns mais intensos, outros mais aborrecidos, é um quadro real, cru e inesquecível da nossa história. Há duas ou três passagens que não me saem da memória, como o tipo que voltou do desatre e ofereceu o barrete com que andou na zona radioativa ao filho. 

Nesta categoria fica a menção honrosa para o livro Holocausto Brasileiro. Não considero um livro escrito de forma muito interessante mas deu-me a conhecer uma realidade que desconhecia completamente: um hospício onde milhares de brasileiros foram aniquilados ou (sobre)viveram em condições desumanas).

 

A Seleção

 

O livro que é tão mau que é bom

Por mais vergonha alheia (na verdade, própria) que me cause, não posso deixar de incluir a trilogia A Seleção de Kiera Cass nesta short list. E sim, de Chernobyl para "35 garotas e uma coroa" descemos um bocadinho o nível. É uma espécie de reality show tipo The Bachelor, mas com princesas. Também é uma distopia, mas isso é pouco relevante na trama. É mau? É. Devorei? Devorei. Às vezes tudo o que precisamos é de um destes livros tão maus que são ótimos. Parece que a partir do quarto livro a coisa se inverte e são as moças a ter a faca e o queijo na mão, mas só li os três originais. Achei que se se chama trilogia, não devia haver cinco...

 

A Paciente Silenciosa

 

O melhor thriller

O Mais recente foi o The Hunting Party (da Lucy Foley), que também achei interessante, e antes desse tinha adorado o Uma Gaiola de Ouro, da Camilla Lackberg. Mas elejo como favorito A Paciente Silenciosa. Há que diga que é previsível, mas eu só vi o que se passava mais perto do fim e por ter mantido a surpresa, gostei bastante da descoberta. O andamento do livro também é muito gostoso, porque vai alternando entre duas perspetivas. O da paciente que mantém o silêncio há anos desde que foi acusada do homicídio do marido (não é spoiler) e o psiquiatra que a vai tratar na instituição onde está internada e que tenta desvendar o que realmente se passou.

 

Noivos à Força

 

O romance que não é um cliché total

Noivos à Força foi uma recomedação do BookGang da Helena Magalhães. Um dia pus-me a ler a amostra na loja do Kobo e não resisti a comprar para continuar a facilidade. Afinal o Kobo não são só vantagens! É demasiado fácil comprar livros...
É um romance que não começa com o típico "eles olham-se e apaixonam-se". É claro que continua a ter clichés, mas achei muito fresco para a categoria. É daqueles que sei que todas as minhas amigas vão adorar ler.

 

Daisy Jones & The Six

 

O livro que se lê num sopro

Daisy Jones & The Six tem um grande defeito: parece real e é ficção. É a história de uma banda (ficcional) na sua ascenção, apogeu e queda, com duas figuras centrais, mas contada alternadamente pela voz de todos os elementos da banda e outras pessoas envolvidas. Que balanço tem o livro! Lê-se muito depressa e mesmo que não encontrem o final que queriam, prometo que a viagem vale a pena.

A Educação de Eleanoe

 

O livro que todos devíamos ler

Já falei sobre ele aqui e por isso não me alongo. Trata-se da Educação de Eleanor. Um livro terno e tão realista. Encantador, apesar de estar todo contruído em cima de problemáticas graves. É sobre saúde mental, mas é sobre nós todos. É uma história louca e a história da nossa vizinha do lado que não conhecemos assim tão bem. E, sim, é entretenimento.

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11
Mai20

Este blog não é sobre livros #26 - A Educação de Eleanor

Maria das Palavras

A educação de Eleanor - Review Maria das Palavras


O título em inglês é bem melhor e foi na versão original que o li, mas o livro terá o mesmo encanto de qualquer forma. Tinha-o comprado numa viagem, sabendo de antemão da recomendação do Book Gang (onde podem comprar a versão PT). Não desiludiu. É um livro original, enternecedor, divertido e pesado, tudo ao mesmo tempo. 

A protagonista é a caricata Eleanor, uma jovem nos seus 30, mergulhada numa solidão e numa perspetiva muito própria da vida. A sua visão do mundo tem tanto de pragmática, como de inocente e à medida que o livro avança e rimos com as suas interações sociais desajustadas, percebemos que não é tão engraçado, como preocupante.

Citação do Livro


A ideia surgiu à autora após ler uma reportagem sobre pessoas solitárias, que nem sempre são as de idade avançada. Às vezes são jovens, que entre a sexta ao sair do trabalho e o regresso na segunda de manhã, não trocam uma palavra com ninguém. 

Apesar de abordar uma temática dura, o livro é todo muito leve, e, até mesmo positivo. 
O final surpreendeu-me. 

Talvez seja a melhor leitura que fiz em 2020. 

 

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05
Mai20

MDV #17 - Treze livros e um flop

Maria das Palavras

Treze Livros e um Flop - Maria das Palavras


Deixei-vos uma mensagem de voz a falar dos quase catroze livros que já li este ano.
Pode parecer muito a alguns, mas é um valor quase nulo, numa escala de zero a Magda. Além disso nem ter lido catorze (ok, treze) livros me livrou de pelo menos uma bacorada que identifiquei logo na gravação. 

Falo-vos dos 6 que vêem na imagem e mais 8 que estão no Kobo, meu mais-que-tudo. Sobre alguns até já tinha publicado reviews, sobre outros publiquei notas breves no Instagram, mas de alguns nem tinha dito nada e partilho agora convosco: recomendo ou não? 

Ouçam e digam-me o que acharam se leram algum deles, se concordam comigo, e deixem-me também as vossas recomendações para próximas leituras. Só tenho centenas em lista de espera, mais um menos um, não vai fazer diferença!

 

Ouçam aqui no spotify, ou aqui no castbox (não precisam instalar nada, se não quiserem - ouvem no browser) ou clicando PLAY abaixo.

 

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12
Abr20

Este blog não é sobre livros #25 -O Pintassilgo

Maria das Palavras

O Pintassilgo - Donna Tart | Opinião Maria das Palavras

 

O problema são as expectativas. Sei que estou sempre a dizer isto. 

Comecei sabendo que era um livro ótimo, favorito de muita gente. Tinha ouvido dizer que o fim era supreendente e, noutra versão, a pior coisa do livro. 

O que achei?
É um bom livro e um livro para quem gosta de ler. É para apreciar o processo de leitura e crescimento do Theo, cada página. Não para se ter ânsia de chegar ao fim, fim esse que não me supreendeu, nem me desiludiu.

Tão bem escrito (não por ser demasiado pretensioso na linguagem) que nos faz sentir fisicamente mal a espaços, ao recriar tão bem determinados contextos. Que nos frustra, porque só queremos entrar para dar um conselho ao protagonista, ou então afastar-nos daquilo tudo de uma vez para evitar o desconforto de não o podermos fazer.

Mas não é um livro que recomendarei a quem gosta de ler de vez em quando, antes um livro para leitores frequentes apreciarem, no sentido em que entendo que nem toda a gente ficasse contente em passar por 900 páginas para ver o Theo desenvencilhar-se.

Breve (brevíssimo) resumo: Theo perde a mãe, o pai já se tinha esquivado, e ele passa as passinhas do Algarve para encontrar estabilidade em todos os sentidos. No centro da trama está uma obra de arte, O Pintassilgo, por razões que terão de descobrir. 


Quando terminei, instalei a Amazon Prime para ver o filme (gratuito por 7 dias) - e depois descobri que não está disponível em Portugal. Também pesquisei para descobrir que o quadro está em Haia, e sei que o gostava de ver ao vivo um dia. 

Da mesma forma que não encontrei o fim do livro, não assentou ainda totalmente a minha opinião. Gostei muito, não me apaixonou. Recomendo se estão numa fase de leitura, mas não se estão estagnados e a querer voltar. 

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06
Abr20

Este blog não é sobre livros #24 - Handmaid's Tale

Maria das Palavras

A História de Uma Serva, o livro - Opinião Maria das Palavras


Quero ver a série que toda a gante elogia, mas queria antes disso ler o livro. Comprei-o numa viagem de trabalho a Londres onde comprei demasiados livros, por acidente...são mais baratos, têm capas lindas e o tamanho perfeito. Mas tendo em conta que é um livro escrito nos anos 80 e não muito simples (por exemplo, a autora, não distingue os diálogos nas frases), acho que teria sido mais rápido em português.

 

Em todo o caso, li-o, como quem gosta, mas passa na diagonal alguns parágrafos, sabem? Perdemos muito tempo nos devaneios da protagonista (é ela a narradora) e a ação, embora interessante,deixa sempre muito por explicar - supostamente muito se desvenda no livro que se segue (Testamentos). 

 

É uma distopia, uma sociedade pretensamente feminista, mas pareceu-me mais em fachada que tudo mais. A protagonista é uma das mulheres que são "atribuídas" a famílias de elite numa altura em que a procriação é difícil, para que tente gerar um bebé. O ritual mensal para que esta missão aconteça deixará o leitor muito desconfortável. 

 

Comparo este livro a outro que li recentemente: 1984. Ambas distopias, onde há regimes totalitários que toldam a liberdade aos indivíduos numa perspectiva que pode não ser assim tão irrealista enquanto houver pessoas a eleger Trumps, Bolsonaros, deputados do Chega e qualquer pessoa ou partido que represente uma fação extremista, seja à direita ou à esquerda. 

 

Leiam. Não porque é um livro de entretenimento incrível. Mas para verem os ecos de realidade que se conseguem vislumbrar no nosso mundo de hoje, nestes sociedades inventadas, mas não irrealistas se resvalarmos por certos caminhos de intolerância.

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18
Jan20

Este blog não é sobre livros #22 - Crime, Disse o Livro.

Maria das Palavras

Crime disse o livro - Clube do Autor.jpg

 

Foi este o livro que me acompanhou no fim de 2019 e início de 2020. E foi um bom livro de viragem. É do tipo de mistério que eu gosto mais: o que envolve escritores. Além disso, tem uma particularidade que é quase uma batota (das boas). Há um livro dentro do livro. Há dois mistérios para desvendar, portanto, e o meu favorito até é o que vem de bónus. Desesperei por mais páginas. Páginas literais, como perceberão. 

Gosto do escritor, do qual não creio que devesse gostar. Mas a sua fidelidade (apesar de tudo) ao que é a sua verdadeira natureza, torna-o o aldrabão  mais honesto de sempre. Acho que não falei demais.
E a progonista não é de todo um cliché. É uma editora de meia idade com uma relação imperfeita e dúvidas de pessoa normal, em vez de uma gostosa humilde que embora linda não sabe a beleza de que é dona.

A expectativa era alta e a cada página fui gostando mais. Excepto no fim.

Naturalmente não vou explicar porquê, sob pena de vos estragar a experiência (terão de lá chegar e dizer se concordam comigo). Mas pelo menos o início, podem experimentar aqui. 

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16
Dez19

3 Prendas para Leitores

Maria das Palavras

Bem sei que é tardíssimo para fazer este post. Duvido que ainda encomendem a tempo de chegar no Natal estas sugestões. Mas é que eu não podia falar disto antes de oferecer a quem ia oferecer o item número 1, sob pena de estragar o brilho que vi nos seus olhos (e da outra catraia). Mas guardem a ideia para aniversários, para o próximo Natal, ou encomendem e seja o que Deus quiser. 

 

1. Carimbo Personalizado

Instagram Magda Pais


O crédito é da minha irmã que me ofereceu um assim no Natal. E eu soube logo a quem o queria oferecer. Encontra-se no Etsy uma panóplia de opções como esta (algumas com componente de personalização de nome, como eu tenho e quis) e depois podem complementar logo com a almofada de tinta (é assim que se diz?) que se compra em qualquer papelaria ou no...cof cof...chinês...cof cof


2. Agenda Literária

 


Porque o GoodReads não tem cheiro de livro, porque quem gosta de ler usualmente também adora todo o tipo de bloquinhos, bloquetas, agendas e afins, mas também porque o que é nacional é bom, sobretudo quando é feito com tanto carinho e cuidado. A Helena Magalhães é autora de dois dos livros que li no último ano e dos quais falei aqui. Tem uma página de Instagram (@hmbookgang) que começou como um tímido clube do livro e hoje em dia tem um negócio que se foca em items sustentaveis (@hellomagapaper) e sempre em relação com os seus maiores amores: gatos, plantas e...livros. Esta agenda literária, ou Book Journal, mora nos meus sonhos desde que ela partilhou antes da pré-venda e certamente se gostam de ler, morará nos vossos. 

 

3. Um Livro

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Esta era para fazer o número três que ficava melhor no título...mas não só. Tantas vezes nos esquecemos de um presente tão simples e tão rico como este. Há livros para todos os gostos e para todos os ritmos de leitores (até aqueles que lêem um por ano). Desde que, como eu defendo que façam seja qual for o presente, adequem a oferta à pessoa. Há desde romances históricos, distopias, leituras infantis e juvenis, livros cómicos e de piadas, banda desenhada, um mundo infindável. Aliás, até há livros, para quem afirma que não gosta de ler. Como disse há algum tempo aqui no blog, não acredito em pessoas que não gostem de ler. Só acredito em pessoas que ainda não conheceram o seu livro ideal. Quem sabe, não sejam vocês a oferecê-lo?...

Alguns autores que me apaixonam e que talvez vos sirvam de sugestão: Liane Moriarty (O Segredo do Meu Marido!), Joel Dicker (A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert!),  Stephen King (o Misery!), Afonso Cruz (Onde páram os guarda chuvas!!) e Helena Magalhães (Diz-lhe que não!"). Vejam as minhas reviews sobre livros, para detalhes.

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