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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

16
Mai18

As minhas estadias favoritas "cá dentro"

Maria das Palavras

T2 - Herdade da Sanguinheira | Odisseias - Maria das Palavras

 

Antes de mais, estou agradecida até ao cruto da cabeça. Obrigada por se terem prontamente voluntariado a dar sugestões de estadias ao longo do país, como pedi no Instagram Stories e Facebook. Fiquei com muito por estudar (mas são daqueles estudos que me merecem todo o entusiasmo). Quem ainda não viu, corra para aqui, porque deixaram-me muita pérola e também vos pode interessar - só não vale tentarem reservas que empatem as minhas, ok? Primeiras!

 

Como o prometido é "de vidro" (sim, eu sei que está errado, brigada do português), deixo-vos os links para algumas das minhas estadias favoritas, que fui partilhando aqui ao longo dos tempos. Todas com a devida dose de PPP (piscina ou praia, paisagens e paz). Podem clicar onde vos interessar, que vai dar ao meu post sobre a estadia com fotos, opiniões, desventuras e outras dicas (como onde comer lá perto, o que visitar). Não tem nenhuma ordem em particular.

 

A norte: 

Arcos de Valdevez, Moinho do Ázere

Gerês, Lakeview Gerês Guesthouse

 

No centro: 

Alcobaça, Vale D'Azenha Hotel Rural and Residence

Peniche, Mercearia D'Alegria

 

Pelo Alentejo:

Montemor-o-Novo, L'AND Vineyards

Longomel, Herdade da Sanguinheira

Évora, Ecork Hotel

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01
Abr18

Humor negro familiar.

Maria das Palavras

Nós temos uma veia de ciganos (e família "da boua" espalhada por alguns cantos do país) pelo que quando as pessoas aproveitam uns dias de fim-de-semana prolongado para fazer uma escapadinha, nós aproveitamos para vaguear por três distritos para distribuir amêndoas e beijinhos (e ainda ficou a faltar a nossa Lisboa, mais os amigos do coração que por lá andam). 

 

O meu pai, sempre preocupado por andarmos tanto de roda na estrada (sim, é verdade que cansa) estava a avisar para fazermos devagar o regresso. E eu: 

 

- Sim, pai. Não te preocupes. Já fazemos este caminho de olhos fechados.

 

E ele:

 

- Pois...é esse o problema!

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01
Fev18

Moinho do Ázere (ou) Como dar a mão à palmatória

Maria das Palavras

A primeira coisa que fiz quando o Moço disse que me ia fazer uma surpresa pelo nosso quinto aniversário foi ter muito medo. Vai o disclaimer: odeio surpresas. Ser a última a saber das coisas, ter algo que escapa ao meu controlo...faz-me urticária. Essencialmente, sinto-me estúpida por haver coisas que me envolvem e eu não sei. E a pessoa normalmente não gosta de se sentir estúpida, não é?

Ainda assim confiei que 5 anos podem não ter chegado para ele saber que não gosto de comer iogurtes à noite e continuar a oferecer-mos quando torço o nariz ao jantar, mas chegariam para ele saber que não deveria entrar em malabarismos. 

E assim foi. A surpresa era mesmo o local onde íamos passar a noite (pausa para suspirar de alívio por não ser um grupo mexicano a fazer serenatas para acordar a vizinhança toda ou uma avioneta mascarada de "Amo-te Maria"). Quando cheguei e olhei em volta - aldeia no meio do nada, rio a correr, uma placa a dizer Moinho do Ázere pensei: ah, que chatice, apetecia-me mesmo era conforto. Mas pronto, vamos ao turismo rural. 

 

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E foi assim que o queixo me caiu quando vi que era turismo rural em grande estilo. A casa toda para nós (coisas de uma noite de segunda-feira na época baixa), tudo lindo e restaurado apesar do traço original e peças do moinho na sala com água a correr (melhor que um vídeo com sons para adormecer no Youtube), decoração com muito bom gosto e, sim, a tal da natureza envolvente no seu melhor. Dizem as más línguas que nem foi assim tão caro e foi muito melhor do que alguns outros sítios onde ficámos a pagar tanto ou mais. 

 

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A minha paixão foi mesmo a lareira (naquele duo imbatível com as mantas do sofá) e não é por acaso que o Moço tirou 36567 fotografias onde estou pespegada a ela. Quando acordei de manhã e a vi já acesa quase me correu uma lágrima. 

 

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Isso e a cesta de pequeno-almoço com produtos da terra (amén requeijão), pão fresco e sumo de laranja espremido no frigorífico. Nem vou dizer mais nada: recomendo MUITO. Fica em Arcos de Valdevez e coisas bonitas para visitar em volta não faltam. Comida boa também não. Não se esqueçam de pedir para provar a carne de vaca cachena. 

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E pronto, vão lá ver com os vossos olhos, deixem aqui o like: https://www.facebook.com/moinhodoazere/ e digam que vão da parte da Maria. É que eu tenciono ficar lá mais vezes e uma noite à borla com as comissões das vossas estadias não vinha a calhar nada mal! 

 

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28
Dez16

Uma Odisseia em...Alcobaça

Maria das Palavras

Mosteiro de Alcobaça - Maria das Palavras

 

Na altura mostrei-vos fotos da nossa passagem por Alcobaça e deixei boa recomendação do hotel mas ficou prometido o post com informação mais completa que ainda não tinha escrito. Antes que o ano acabe: cá está ele! (sou só eu que ao proferir esta expressão tenho imagens claras de um excerto do filme de animação Idade do Gelo? Sou? Ok, esqueçam.)


Quando chegámos a Alcobaça nessa tarde chovia copiosamente. Como na manhã seguinte íamos rumar à Nazaré decidimos ir logo espreitar o mosteiro (que o Moço afirmava não conhecer) e vimos uma agitação bonita na cidade, meio pintada de Natal. Não percebemos logo o que era, mas passeamos um pouco (mesmo pouco, já disse que chovia bem?). 


Rumámos ao hotel com a ideia de por lá jantar e ficar. No check-in a senhora que nos atendeu tinha acabado de queimar a mão no presépio (ironias) e mesmo com mão assada não se coibiu de ser super simpática e dar-nos dicas sobre a cidade.Contou-nos o que se passava: era o fim-de-semana do festival de doces conventuais (para o qual nos ofereceu entradas) e havia um espetáculo de videomapping a não perder no mosteiro. Sem termos planeado, tínhamos ido no dia certo. O nosso plano é que se refez: jantar no hotel primeiro, sair de novo para a chuvosa cidade depois. 

Mas primeiro: conhecer o quarto! 

 

Vale d'Azenha Hotel Rural & Spa - Odisseias | Maria das Palavras

 

Digo-vos já o bom e o mau da estadia, sendo que foi uma das melhores do ano com a Odisseias. Já recomendámos a mais amigos que procuravam uma escapadinha de fim de semana, porque sem dúvida vale a pena pela simpatia, pelo espaço muito bonito e elegante e uns tantos outros detalhes.

 

O quarto era bonito e aconchegante, o duche era bom e tinha esponjas para os hóspedes (!), a envolvente bonita (imagino sem chuva), o wifi funcionava bem e havia espelhos em todo o lado! O Spa  está ao dispor e o jacuzzi é por marcação, exclusivo para quem reserve - o que achei um pormenor diferenciador de luxo. Não usámos porque nos esquecemos da roupa de banho e o Moço confessou logo à senhora da receção, com a sua candura excessiva, que só tinha trazido boxers e cinzentos...

Honestamente, e se não fosse pelo pequeno-almoço (já comi noutros com muito mais variedade) diria que é um hotel de 5* e não 4* (como é efetivamente). Também trocava a carpete do corredor que creio não combinar com a elegância do resto do hotel, mas isso já sou eu a ser picuinhas. 

 

Golden Restaurante - Hotel Vale d'Azenha | Alcobaça com Odisseias

 

Também não nos arrependemos de jantar no hotel, no Golden Restaurante. Já sabíamos que não era muito caro e decidimos mimar-nos com a cozinha de autor (um pouco a medo, porque a experiência de jantar no Douro Scala não tinha sido boa). As doses eram perfeitamente aceitáveis e saborosas - e apesar do azar de ter avariado o fogão (o que nos fez esperar mais do que o normal) não trocaria a experiência. Os purezinhos no meu prato eram deliciosos e o polvo do Moço estava no ponto. Vixe, quanta elegância.

 

Golden a comida - Experiência Odisseias em Alcobaça

 

Depois pegamos novamente no carro (ah, sim o hotel é deslocado do centro, precisam de carro a funcionar - mas está bem sinalizado) e lá fomos a maldizer a vida por causa do mau tempo para ver as atrações recomendadas. O videomapping valeu MUITO a pena. Arrumou o Terreiro do Paço a um canto por ser dentro do mosteiro - que sensação.

 

Experiência Odisseias em Alcobaça - Maria das Palavras

 

Depois fomos ao festival de doces conventuais onde provavelmente fomos as únicas pessoas que nem uma pontinha de doce provaram ou compraram. Eu, porque sou uma esquisitinhas com doces e coisas moles, ele porque está em eterna dieta (chamam-lhe reeducação alimentar, não é?). Mas certamente ingerimos açucar só por respirar, Quando entramos na sala principal, juro que cheirava a diabetes (e este meu desabafo com voz talvez um pouco alta demais, ainda pôs uma senhora estranha a rir). 

 

Doces conventuais - Experiência Odisseias em Alcobaça

 

Recapitulando: 1) não inventem, se forem a Alcobaça fiquem no Vale D'Azenha Hotel Rural & Spa com a Odisseias (uns amigos meus já ficara alojados noutros sítios em Alcobaça que prometiam ser bons e foram uma desilusão, por isso mais vale guiarem-se por mim); 2) as cornucópias não se devem guardar no frigorífico e 3) se houver para o ano, vão ver o videomapping no Mosteiro. Eu gosto de Alcobaça. Como diz a letra da canção: quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar. 

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27
Set16

Maria das Imagens: Este Porto

Maria das Palavras

Foi um Porto descontraído que visitámos desta vez. Não tivemos pressas, não tínhamos nada marcado, só a vontade de respirar a cidade que já conhecíamos de outras passagens. Ficámos num sítio excelente, na Home Made Guest Studios (super bem recebidos, só podia ter sido por uma Maria), a 15 minutos a pé da Avenida dos Aliados e mesmo junto à estação de metro do Heroísmo. O carro ficou lá por dois dias enquanto passeávamos a usar as perninhas ou o Andante. Ficam as imagens (algumas) dessas quase 48 horas de preguiça, de música, de livros, de jogo no Dragão, de boa comida, de namorico, enfim. Quem me segue nas redes sociais, provavelmente já viu algumas. 

 

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27
Set16

Guia do Gerês: 3 (ou 4) dias

Maria das Palavras
Além de ter partilhado convosco os meus diários de viagem (com parvoíces, essencialmente), fruto do nosso passeio pelo país neste início de Setembro, achei que podia ser útil partilhar convosco o percurso que fizemos no Gerês com algumas melhorias. Ou seja, o que fizemos, o que teríamos alterado e o que poderíamos ter feito com mais algum tempo (mais dias ou menos tempo a fazer fotossíntese no hotel, que também precisávamos).

Gerês - Maria das Palavras

 

 

-- Dia 1 --
Ficámos na Lakeview Gerês Guest House sobre o Cávado e a bonita albufeira da Caniçada. Como fomos para relaxar e não passar muito tempo fechados no carro, a partir daqui todos os passeios que optámos por fazer não tinham mais de meia hora em etapa automóvel, pelo que esta estadia central foi chave. Mas, como dizia, também refiro mais à frente onde teríamos ido, se fossemos mais longe. 
 
 

Lakeview Gerês Guest House - Maria das Palavras

 

No primeiro dia fomos a um snack bar para almoçar (Café da Ponte) e a ideia era comer qualquer coisa leve. Pedi um cachorro quente que veio mascarado de francesinha e a ideia caiu por terra, mas era bom. Então fomos à Cascata do Tahiti, a uma curta distância de carro. O aviso de morte à entrada não é simpático e portanto descemos pelas pedras escorregadias só até meia cascata em vez de irmos até ao fim. Havia gente de chinelos e geleiras e garrafões de água a descer tudo, mas não estávamos psicologicamente preparados para fazer rappel sem corda. A água em si era fria e escorrega muito andar nas pedras debaixo de água, mas a verdade é que não me arrependi do bocadinho que passámos lá - tudo lindo. Levem ténis para fazerem melhor o percurso e muita água para o calor, que a subida também custa. 
 
 

Maria vai à Cascata. #geres #cascata #waterfall #portugal #cascatadotahiti #cascatageres #tahiti

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Não fomos à Cascata do Arado porque nos disseram estar seca, mas também tem um miradouro ao pé e há quem diga que vale a pena visitar a aldeia da Ermida. Podem fazer isso. No caso, seguimos para o Miradouro da Pedra Bela. O nevoeiro não deixou ver tudo, mas a serra é impressionante e vale o passeio - a caminho para lá vimos cavalinhos a pastar.
Depois descemos para a Vila do Gerês. É aqui que são os famosos hotéis das termas (pelo menos passámos por vários). Demos um passeio pela vila que é muito bonita e acabámos a jantar no Vai, Vai que é bom e barato para refeições descontraídas. Era o #2 do TripAdvisor, mas o #1 que é o Lurdes Capela estava sempre cheio (além de ser mais caro) e acabámos por não ir dia nenhum, mesmo estando super recomendado.
 
 
 

Bom dia! #viladogerês #geres #portugal #viagem #travel #travelling #passeio

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-- Dia 2 --
No segundo dia fomos visitar a barragem de Vilarinho das Furnas. A aldeia submersa não se via, mas se quiserem chegar mesmo ao pé dela até se podem fazer trilhos a pé nessa zona, sobre o Rio Homem (há um trilho apontado à margem da barragem com várias etapas que dura 24 horas!). Continuámos a subir e almoçámos no Abocanhado, em Brufe, também recomendado por toda a gente. A vista é lindíssima, o restaurante e a envolvência também- vejam a foto dos espigueiros, onde se guardavam os cereais antigamente. A comida para mim foi só mais ou menos, mas deve ser porque não gosto de molhos muito doces (comi Bambi). 


Espigueiros Gerês - Maria das Palavras

 

No caminho de regresso passamos a São Bento de Porta Aberta, mas fizemos a nota mental para voltar depois, porque ainda queríamos ir à Portela do Homem (outra cascata) nesse dia. O caminho de uma zona para a outra faz-se descendo e voltando a subir e portanto achámos melhor ir logo (fez-se bem). A caminho da cascata, depois da Vila do Gerês, passa-se pela Mata da Albergaria que é linda! A estrada ladeada por natureza verdejante fez-me até lembrar um pouco da mística de Sintra. Quase a chegar à fronteira passa-se uma ponte e se olharmos para baixo percebemos que chegamos a Cascata da Portela do Homem (atenção que cada cascata se dá por vários nomes). Estive tanto tempo a convencer o Moço a descer (não me pareceu nada perigoso) como a tomar lá uma bela banhoca. Gostei  muito.




Comemos um gelado no café junto à fronteira (ok, só eu é que comi gelado) e passámos para o lado de Espanha. Sempre seguindo na mesma estrada, ao fim de uns 10/15 minutos chegam à Vila de Torneiros e podem tomar um banho quente (de 40º) nas Termas de Lobos do Rio Caldo. E grátis. Trouxemos caramelos, sim. Foi um dia em cheio!
 
 
-- Dia 3 --
Neste dia eu estava convencida que íamos fazer um passeio de barco na Albufeira do Caniçal (e nem era porque um dos pontos fortes deste cruzeiro é ver a casa do Cristiano Ronaldo), organizada pela Câmara Municipal de Terras de Bouro. Mas só ao ligar para marcar ficámos a saber que o barco só sai de forma fixa às quartas e Domingos, nos outros dias só arranjando um grupo ou pagando os dois para irmos no barco sozinhos (a diferença entre pagar 6€ ou 90€ não me agradou). Não faz mal. Tive sempre uma bela vista do rio Cávado no terraço do nosso alojamento. 
 
 
 

Fomos então ao local de peregrinação lá perto que ainda não tínhamos visitado: São Bento de Porta Aberta, o que é um passeio rápido. 
Como já não era cedo, que isto eram férias para o passeio e para a preguiça, nessa tarde fomos apenas visitar a mítica Ponte de Misarela, eternizada numa música homónima da Quadrilha e carregadinha de lendas. Se tívessemos saído cedo podíamos ter ido visitar Pitões das Júnias, a 1h10 para Nordeste, bem como o seu mosteiro


 

A ponte do Diabo 👹 #pontedodiabo #pontedemisarela #gerês #portugal

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-- Dia 4 --
Com mais um dia ou tempo mais espremido (e noutra altura, porque nesta havia fogos na zona que nos teriam impedido de apreciar no passeio) teríamos feito o passeio mais longo para Noroeste e visitado Lindoso, Castro Laboreiro, Soajo e a Nossa Senhora da Peneda. Mesmo sem ter ido, pelo que li, é o que vos aconselharia a fazer neste "dia extra". Parece que é uma zona linda (também). Para nós, no entanto, foi hora de dizer adeus. Até breve?


Gerês visto por Maria das Palavras | Miradouro Pedra Bela

 
E finito
Este é um guia para o turista comum, mas às vezes tudo o queremos é mesmo ser turistas comuns. Do tipo que respeita a natureza, claro. Lembrem-se que falamos de umas das zonas mais bonitas deo país e que queremos visitar n estado mais puro possível, não transformar numa lixeira ou destruir à nossa passagem. 
 

 

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21
Set16

Transcrição do meu diário de viagem - Setembro de 2016 (parte 3)

Maria das Palavras

8.09.2016
A ideia de ir fazer o cruzeiro na Albufeira do Caniçal foi com os porcos porque é quinta e o barco só arranca (sem outras marcações de grupo) às quartas e domingos. Claro que podíamos pagar 90€ e fazer na mesma sozinhos...Ahahahahah! Vamos antes ver a Ponte de Misarela.
(...)
Estamos a almoçar num sítio muito bonito, com videiras a fazer sombra e um espigueiro por companhia. A comida é boa mas o homem (dono) não se cala. Quer impingir-nos de tudo: comida, estadias, filosofias de vida e eu só quero comer sossegada. 
(...)
Acabou de pisar o limite ao dizer para eu não ter vergonha e agarrar o cabrito à mão para comer, senão não estava a comer nada. Não há nada que me ponha um raio laser nos olhos mais rapidamente do que alguém a julgar o que como, quanto ou de que forma. Já só quero sair daqui.

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Já íamos a sair quando o homem vem atrás de nós porque queria à força toda que levássemos um cartão, apesar de repetirmos que já íamos embora na manhã seguinte. Pedi ao Moço que fosse lá buscar o cartão, enquanto revirava os olhos, fartinha. Só voltou passado um bocado porque o homem o fez entrar no alojamento associado ao restaurante para lho mostrar. Carraça minhota, porra! Ainda voltou com ele ao pé de mim para dizer para eu tomar bem conta do Moço que era bom rapaz. Já disse que não gosto que me dêem conselhos sobre o que como. Juro que ao entrar no carro olhei por cima do ombro para ter a certeza que o homem não tinha entrado para o banco de trás.

Vamos passar a São Bento de Porta Aberta e depois quero passar o resto da tarde a ler junto à piscina. Estou farta de pessoas até ao cruto da cabeça. Só por causa do homem. 

(...)

E eu a achar que o almoço tinha sido insólito. Viemos jantar a outro restaurante. Como picanha. Na mesa ao lado está outro casal, a uma distância respeitável mas o suficiente para nos ouvirmos. No fim, estamos à espera dos cafés e o rapaz da outra mesa pergunta se pode acabar a minha picanha...Nunca um estranho tinha querido acabar o meu prato num restaurante. Muito menos um que já tivesse sorvido uma francesinha inteira. Fiquei meio sem reação, mas claro que disse que sim. A namorada nem se envergonhou com a lata dele e eainda disse que ele era brasileiro e tinha saudades de picanha...argentina. Ele não tinha saudades, tinha era fome. A seguir acabou a travessa de bacalhau dela. 

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9.09.2016

Normalmente gosto de tudo planeado com antecedência, mas esta estadia marcada em cima da hora até calhou muito bem! Já comi um éclair e na Leitaria da Quinta do Paço, como me aconselharam, mas ficou tudo a olhar para mim porque tirei o chantilly com a a colher do café. Opá, não gosto de consistências moles, não me chateiem.

(...)

Pronto, estou condenada a ser olhada de lado à hora das refeições e somos oficialmente o casal menos in do pedaço. Fomos ao famoso e premiado Café Santiago, que ostentava uma fila por suas francesinhas. Passámos à frente de toda a gente por sermos só dois. E depois nenhum de nós comeu francesinha. Mas comi um cachorro de babar (ando com desejos de cachorro quente desde que fomos à festa da terrinha do Moço e a senhora que costuma estar lá a vender uns cachorros especiais muito bons, não estava).

(...)
Sérgio Godinho e a Orquestra de Jazz de Matosinhos ao vivo e de borla na noite da Avenida dos Aliados. Uma maravilha. Mas já me lembrei porque é que não vou a muitos concertos gratuitos em Lisboa. Têm pessoas.

 

10.09.2016

Não estive em Lisboa durante a Feira do Livro de Belém o que foi bom para a minha carteira. Estou no Porto durante a Feira do Livro nos Jardins do Palácio de Cristal o que foi mau para a minha carteira.

(...)

Entre os milhares de livros e o facto de ser um jardim agradável já estamos aqui há umas horas. Almoçámos (mal) no restaurante improvisado da feira. Quando o Moço perguntou do que era a sopa responderam Penca. Ele ainda pediu para repetirem. Eu não me quis fazer de ignorante e disse que sim, que queria uma. Fiquei muito feliz quando percebi que era soupa de couve e não de nariz (ou focinho).

 

 

Ler Mais:
Parte 1
Parte 2

 

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19
Set16

Fiz birra para ir ao Ecork.

Maria das Palavras

Ecorkhotel Évora Suites & SPA 4* | 1 a 7 Noites com Opção Meia-Pensão ou Massagem | Odisseias | Maria das Palavras

 

Acompanho com muita atenção o Facebook Odisseias porque eu, que não tenho por ídolo nenhum cantor, nem ator, nem atleta de desporto nenhum, sou mesmo muito fã de escapadinhas - acho que já devem ter reparado, é coisa constante desde que comecei o blog relatar-vos as nossas, já bem antes da parceria com a Odisseias me permitir abusar ainda mais. Ora o que é que está sempre a aparecer no Facebook da Odisseias: a celebridade X que foi ao Ecork, a pessoa Y que foi ao Ecork, o rais-ta-parta foi ao Ecork, e eu ainda não tinha ido. Fiz-me de forte por uns tempos. Pensei: ah, que se lixe, o portfólio da Odisseias é tão grande, de norte a sul + ilhas e estrangeiro, porque havia eu de ir para onde vão os outros todos? Gosto de manter este ar do contra, costumo ser mesmo, odeio entrar no rebanho. Algo que me valeu a alcunha de blogger (a menos in). Mas até a menos in tem limites. Às tantas não ir ao Ecork assemelha-se a não ter o braço direito e como é que eu vos escrevia tão agilmente sem o o braço direito? A vontade de lá ir em luta interna com o meu espírito contraditório, apimentados pelas fotos de uma piscina do infinito alentajana, já roçava a dor física. 

Ainda estava eu nesta luta interior, repetindo ao espelho "não queres igual ao outros, não queres igual aos outros" quando uns amigos nos desafiam para um fim de semana fora. Num sítio onde já andam a pensar ir há muito tempo, que até tem voucher Odisseias...onde? Precisamente. No Ecorkhotel Évore Suites & Spa. Então pude fazer o meu papel: revirar os olhos e dizer "que chatice, toda a gente lá quer ir, que falta de originalidade", mas depois antes que eles mudassem de ideias "vá, pronto, já reservei para todos".

 
E meus amigos...foi isto...
[cliquem na seta para passarem as fotos da galeria]


 

O melhor:

  • A água aromatizada com limão oferecida à chegada. Não me lembro da última vez que tinha conseguido aproveitar a bebida de cortesia visto que têm sempre alcóol e eu não bebo alcóol. Sim, também tinha a opção champanhe. 
  • As camas e almofadas. Uma perfeição que me fez lembrar as minhas melhores camas de hotel da vida - do Confort Inn em Londres que oferecem a garantia "durma bem ou devolvemos o dinheiro".
  • A decoração do espaço. Quis trazer para casa muitos dos quadros em exibição. O pior é que estavam à venda, pelo que o Moço teve de me bater nas mãos. 
  • A área da piscina do terraço. Linda! Com espreguiçadeiras confortáveis e caminhas de praia. Uma piscina maravilhosa com vista sobre o alentejo. E o apoio de um bar com gelados da Olá. Isto ao pé de amigos é tudo o que se quer da vida.
  • O pequeno almoço é tudo o que se espera de um hotel assim e um pouco mais. Com opções de leite de soja e fiambre de peru, por exemplo, fruta fresquíssima cortada ao momento, e todas as opções do costume sem faltar nenhuma. 
  • A simpatia e disponibilidade da maior parte dos funcionários, que nos ajudaram até a escolher restaurante em Montemor (muito além da sua obrigação.

 

O pior:

  • Achei os quartos (não são bem quartos, são suites jeitosas com sala, casa de banho, quarto e terraço) mal iluminados. Mas o casal que foi connosco não achou o mesmo, pelo que pode ser só falta de vista minha.
  • O jantar lá não teve a relação qualidade-preço ideal. A verdade que comi um linguini nero maravilhoso, antecedido de uma sopa de legumes deliciosa. Mas talvez a minha opinião esteja ligeiramente afetada pelo fato de um dos funcionários, o que trouxe a salada ao Moço, ter insistido muito na ideia de que normalmente as saladas são para mulheres porque elas é que têm "as manias da dieta". E se ele não queria mesmo uma sandes de presunto para ficar bem. Rimo-nos, claro, mas não lhe ficou muito bem. 


Voltava num piscar de olhos. A Odisseias tem voucher para o EcorkHotel que tem muitas suites (organizadas ao estilo L'AND Vineyards, pelo que acredito que com alguma antecedêcia, não terão dificuldade em marcar. Está aqui: aproveitem se puderem. E de Inverno também não se deve estar mal (tem piscina interior, SPA, salão de jogos e uma lareira linda).



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19
Set16

Transcrição do meu diário de viagem - Setembro de 2016 (parte 2)

Maria das Palavras

[Podem ler ou reler a primeira parte aqui.]

6.09.2016

O pequeno-almoço estava cheio de coisas acabadas de fazer. Por exemplo tinha uma quiche muito bonita. Mas fiquei meio assustada quando a senhora do alojamento entra, vê a quiche ainda por provar e diz entre o ameaçador e o simpático que "a quiche é para comer". Senti-me novamente na cantina da escola. Não comi quiche. 
A mesa de pequeno-almoço é grande, tipo mesa de sala de jantar, para todas as pessoas que lá estão alojadas. Normalmente não gosto disso que o ambiente fica estranho, mas desta vez gerou-se conversa e trocaram-se dicas pelo que até gostei. Fiquei a saber que a cascata do Arado está seca. Peninha, mas há outras.

(...)

A sala de convívio tem mesmo muitos jogos, além dos matraquilhos e mesa de snooker, entre os quais Monopólio e Mikado. Já decidi que se a senhora do alojamento me quiser obrigar a comer coisas que não me apetecem ao pequeno-almoço lhe espeto pauzinhos de Mikado nos olhos. Brincadeirinha...que ela pode ler isto.

(...)

Estão 41º à sombra pelo que viemos almoçar a um snack bar para uma refeição leve. Pedi um cachorro quente e veio mascarado de francesinha. Queijo em cima, molho e tudo. Lá se foi a refeição leve. 

 

7.09.2016

Como a nossa porta do terraço dá mesmo para ao pé da piscina ontem desafiei o Moço para um mergulho noturno. Ele primeiro não acreditou que eu estivesse a falar a sério, mas depois chamou-me maluca e vestimos a roupa de banho para ir. Entrou na piscina e eu fiquei de fora a sentir a água fria com o pézinho. "Já não vens, pois não?" Não fui, tinha frio...ele tomou banho sozinho. Ops. Um dia deixas o teu homem sozinho à noite numa piscina. Ontem foi o dia.

(...)

Fomos à cascata da Portela do Homem. Mais uma vez o caminho é íngreme e é preciso fazer alguma jingajoga a subir e descer pedras e ter muito cuidado. Vi como os outros faziam e fiquei convencida que chegava lá sem partir os dentes da frente. A partir dai foram só duas horas para convencer o Moço a vir também. Quando finalmente me disse chateado "se vais, vou contigo, mas espero bem que não corra mal!" virei-me à pressa e rasguei um dedo num espinho de uma amoreira. Ainda bem que não acredito em sinais. Ou pragas. Nadar numa cascata é qualquer coisa de fenomenal.

(...) 

Fomos a umas piscinas termais do Rio Caldo para o lado de Espanha. A água estava literalmente a 40º (tal e qual como quando tomo banho, até fiquei de pele vermelha e tudo). Não queria sair de lá. O que me convenceu foi sentir que estava a apanhar calor e doenças ao mesmo tempo (com tanta gente naquela água quente e parada). Creio que senti algumas infeções a desenvolverem-se, mas saí a tempo.

 

 

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13
Set16

Transcrição do meu diário de viagem - Setembro de 2016 (parte 1)

Maria das Palavras

1.09.2016

Surpreendemos a minha avó no dia do seu aniversário. Ela estava na praia com os meus pais e nós chegámos antes (enquanto ela bebia café junto à marginal) e deitámo-nos ao lado do estaminé deles, com o nosso próprio estaminé montado (cadeira, chapéu, toalhas). Como ela não reparou em nós quando chegou - estávamos deitados para baixo, com a cara virada para o outro lado -  o meu pai começou a fazer graçolas a dizer que aquele casal  ali ao lado - nós - não precisava ter-se posto tão em cima do espaço deles. Depois fez sinal à minha avó que ia roubar a nossa cadeira e assim fez, para pânico dela que começou a fugir envergonhada em direção à beira-mar, assumindo que o meu pai estava mesmo a tirar os pertences a um casal de estranhos. Nessa altura levantámo-nos e ela viu que éramos nós e fez-me uma placagem digna de NFL, com a felicidade de estarmos ali. 

 

2.09.2016.

Hoje seguimos mais para norte para estar com a família do Moço. Levamos bagagem para 4 anos e só vamos estar fora 9 dias. 

 

3.09.2016

Temos um despertador novo. Chama-se "sobrinho de dois anos" e de manhã, por saber que também estamos lá por casa, começa a chamar "tiooooooooo", "tiaaaaaaaa".

(...)

Não me perguntei como fiz, mas dei com um pé no outro e rasguei um bocado de pele do calcanhar com a unha, qual Wolverine. Até jorrou sangue. Juro que tinha as unhas cortadas. Fiz a minha sessão de aeróbica ainda há dois dias (tenho muitas cócegas nos pés, já disse?).

 

4.09.2016 

Entrou uma abelha do tamanho de um burro na cozinha dos avós do Moço. Atrás dela um abelhão de tamanho gigante-normal. Fiz a coisa sensata: pegar na criança e esconder-me no quarto. À falta de ferramentas apropriadas o Moço atordoou-a com  laca da avó e apanhou-a com uma tenaz da lareira. Mas havia toda uma equipa de resgate: ele, o irmão, a mãe, a cunhada, os avós...mais gente que a combater os fogos.

 

5.09.2016
Hoje marchamos para o Gerês para um pouco de descanso e passeio a dois. O que é bom porque já assisti a pelo menos 23 procissões, mas apesar de ser tudo gente muito religiosa estão ansiosos para fazer de mim mãe solteira. Achei que ia tolerar as perguntas de "para quando um bebé" com relativa graça, até alguém me perguntar se eu já estava efetivamente grávida por estar mais gorda. Morri.

(...)

Desorientámo-nos a caminho do alojamento no Gerês. Admiro o meu pai e avô que viajavam connosco por todo o país sem GPS. Eu perco ligação do Google Maps por 20 segundos e considero que estamos perdidos para todo o sempre.

(...)

O quarto é lindo! Está tudo tão impecável que desfiz as malas todas (apesar de só cá ficarmos 4 noites e uma vai a meio) e arrumei as coisas nas gavetas e armários. Tudo. Depois escondi as malas que não cabiam nos armários atrás do cadeirão para não fazerem o quarto feio e desorganizado. O Moço está ligeiramente assustado com o meu ataque de OCD.

 

 

 

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