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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

26
Jul18

A montra

Maria das Palavras

Há uma montra em Espinho que constitui um sério problema para mim. Logo eu, que nem sou de montras. Tem sempre vestidos e outras peças de roupa bonitas e originais. Ora, sempre passei por ela, babei e andei, porque os preços nas etiquetas raramente têm menos de três dígitos e não estamos a falar de situações com vírgulas. Até que no outro dia passei lá - sem querer - e vi uma t-shirt da Coca-Cola. A Coca-cola foi a minha paixão platónica da adolescência na vez do Brad Pitt (nunca apreciei louros). E por alguns segundos de pura loucura imaginei o que era ter aquela t-shirt (em vez de almoçar o resto do mês). Como a loucura foi temporária, e tinha quase a certeza que haveria mais t-shirts da Coca-Cola no mundo, socorri-me de quem tudo sabe: o Google. 

 

E encontrei várias: não iguais, mas jeitosas: na Stradivarius, na Tezenis, na Bershka, na Mango - afinal andava a olhar para a montra errada. Queria-a vermelha e com a icónica garrafa. E, exatamente assim, havia na minha querida La Redoute esta da imagem/link que vos deixo abaixo. Beeeeem mais barata. 

 


Perguntam-me agora vocês: assim sendo, Maria, porque não a compraste? E eu respondo: serei eu a ordinária ou aquela t-shirt diz...

 

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03
Jan18

A última prenda de Natal

Maria das Palavras

Agenda 2018 - Com-vit

 

Veio num embrulho tão bonito que tive pena de abrir antes e ficou arrumada na minha espécie de árvore de Natal até ontem (agora já rabisquei toda, mas antes consegui tirar fotos).

Já não falha: ano novo, agenda nova. Usei a agenda de 2017 quase até ao ano seguinte - o dia 31 de dezembro já estava a abarrotar de notas para o ano seguinte. 

Agora já tenho uma nova: desta vez mais pequena que a minha mala é cada vez mais uma cartola onde cabe tudo e mais uma lebre. Sempre da Con-vit.com porque nunca ninguém me tinha feito usar uma agenda do início ao fim do ano (vai para a terceira seguida) sem a deixar de lado lá para Março e três trocos. O segredo, já disse e repito é a forma como deixam personalizar a agenda (dentro e fora) para ter o aspeto que eu gosto e a funcionalidade que me dá jeito. 

 

O meu modelito agora é o tema 96, um dos novos deste ano. Tão bonito que lhe fiz um mise en place para a foto digno de blogger upa-upa. Ide lá ver e digam-me qual é o vosso favorito. E Moço, estás proibido de dizer que queres uma agenda de casamento...

 

Agenda Con-Vit

 

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16
Nov17

Isto não tem nada a ver com o Natal #1

Maria das Palavras

Afinal ninguém acha que eu seria óbvia ao ponto de deixar listas de desejos publicadas no blog, assim à descarada, para o caso de alguém que me conheça vir aqui procurar ideias de algo para me oferecer,  não é? Era quase egoísta dizer que se nem tens grande relação comigo, os brincos servem, mas se gostam muito de mim é do vestido para cima. Ou mencionar que a malinha amarela era mesmo o toque de cor que queria no meu armário este Inverno. Eu seria absolutamente incapaz. Teria vergonha. Mal conseguiria olhar-me ao espelho - a não ser que fosse aquele espelho envelhecido e biselado que ficava um mimo na minha casinha com azulejos. 

 

 

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09
Out17

Este blog não é sobre livros #13: Maré Viva

Maria das Palavras

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Acho que disse 100 vezes no Instagram Stories que era "hoje" que ia acabar este livro sem nunca ser. Apeteceu-me dizer ao livro "o problema não és tu, sou eu". E de facto assim era. Era eu que cansada de ler por obrigação ao longo dos dias, nos breves momentos de lazer queria antes morrer para a vida numa série. 


Foi preciso afastar-me um fim-de-semana, no meio da natureza (mas nunca sem wifi) para finalmente dar asas ao meu plano de devorar as últimas 200 páginas. Assim foi e eis as minhas conclusões:

 

Do que se trata?

É um livro escrito a duas mãos (por um casal) e creio que ganhamos todos com isso. É claríssimo qual é a estória principal (a que dá nome ao livro, aliás) - trata-se de um caso antigo de polícia que volta a ser investigado à luz do século XXI e as suas ferramentas e tecnologias, - mas outros temas e problemas se cruzam, no que é claramente uma discussão de ideias entre autores para inserir este ou aquele ponto de interesse.

 

O que gostei mais?

O primeiro capítulo é logo ele um bom thriller. Se há bons inícios, este é um deles. Não vou dizer nada sobre ele, porque perderia o seu efeito, mas - sendo curto - o primeiro capítulo tem todos os elementos de suspense que uma pessoa necessita para ficar presa ao livro.

 

O que gostei menos?

Não creio que seja spoiler ao dizer isto. Gosto de livros, filmes (histórias, enfim) que me surpreendam. Por isso vão ficar espantados se eu disser que o que menos gostei deste livro foi o final, que até é surpreendente. Mas não creio que seja uma surpresa construída ao longo das páginas. É mais uma surpresa inventada no fim para chocar, que tanto podia estar como não, que a estória continuava toda a fazer sentido. Pelo menos foi assim que li. 

 

Conclusão

O facto de ter adorado a abertura e gostado menos no fim, não é de todo para dizer que o livro perde a qualidade à medida que se passam as páginas. A trama prende e o emaranhado de personagens mantém-nos alerta. Se ficaram em dúvida, nada como começar por aqui

 

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17
Set17

Aquelas coisas com atacadores.

Maria das Palavras

Não lhes vou chamar ténis ou sapatilhas porque tenho um grande trauma com essa nomenclatura. Em Leiria são sapatilhas (que para alguns são as de ginástica, que sempre chamei sabrinas), quando me mudei para Lisboa habituei-me ao nome ténis (que é uma modalidade, mas não me incomoda desde que não oiça dizer "um téni" - muito errado, gente!).

 

Nunca os adorei, enfim, era o que queria dizer sobre aquelas coisas com atacadores. Não acho que sejam mais confortáveis do que um bom par de sandálias ou botas. Geram chulé. No entanto, no útlimo ano talvez, tenho usado cada vez mais. Passei de ter um par que o Moço comprou para me obrigar a ter um, a uns...quatro vá. Que vou usando de quando em vez (tipo um dia por semana ou menos). E eis porque agora uso e até gosto de ver: o meu principal problemas com as sapatilhas (ou ténis) era o facto de me deixar com ar de rapazinho de 7 anos. Ainda acho que me tiram dez anos, mas agora, aparentar 20 já não me parece uma desgraça tão grande. 

Vai daí, pela primeira vez nos meus 31 anos de vida, dei por mim a explorar opções. Claro que opto sempre pelas "sem marca griffe" - por exemplo, tenho umas Converse All Star? Não, mas tenho umas iguais  de uma marca muito mais barata. E imaginem só? Deixam-me calçada na mesma! Talvez de facto a diferença esteja na qualidade, e quem lhes dê muito uso deva optar pelas primeiras, mas seguindo a lógica de "pago 1€ por cada utilização que faça delas" não creio que ao longo de um ano pagasse as segundas, por isso opto pelas primeiras. Até que tropecei na La Redoute e encontrei promoções (com e sem marca...). E em estreia absoluta (não no blog, mas na vida) deixo uma listinha ao género "nem me importava" d'AQUELAS COISAS COM ATACADORES! E as minhas favoritas nem 10€ chegam a custar.

 

 

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06
Ago17

Eu nem gosto assim tanto de café...

Maria das Palavras

Café Amargo | Livro Clube do Autor

 

É a pura verdade. Mas este café de ler em vez de beber esperava por mim na estante e iam saindo notícias sobre o sucesso que fez em Itália. Depois a Magda leu e gostou. Neste livro encontrei vários tipos dele e dei por mim a ser apreciadora de vários. A saber: 

 

Café Morno

Começa morno este café. Repousa na chávena e vamos bebendo à espera de melhor. As primeiras páginas não prendem. Muito embora seja um tipo de escrita agradável, a autora descreve muito do que é o contexto económico, histórico e social siciliano logo ao início, quando o que queremos é conhecer melhor as personagens e como se vai afinal desenrolar a trama.

 

Café da Aldeia

É deliciosa a forma realista como sabemos do que se comenta por portas travessas acerca da vida da protagonista. Uma réplica das intrigas e diz-que-disses da vida real, relatada de uma forma única. 

 

Café (efetivamente) Amargo

É quando começamos a perceber para onde vai (e com quem) a vida de Maria que se revela a amargura do enredo. Os desafios em que se verá envolvida fazem-nos sentir que queremos intervir. Aconselhar a menina que à força será uma grande mulher.

Café Intenso

E é aí que o livro pede para ser lido, sem ser largado, progressivamente com mais vontade. É nisto que a autora é boa: a mostrar a força e a evolução da protagonista. A sua relação com os outros. O papel na história da(s) famílias. Maria começa como uma moça que preza a sua instrução, a sua música, a sua liberdade. Mal sabe o que a vida reserva para ela - algumas coisas que sempre estiveram à sua frente e ela não viu e outras que ela sabe mas não quer ver. As pessoas que rodam na sua esfera mereciam cada uma um livro: a mãe, a sogra, o marido ou a sua tia, de tão cheias de personalidade que são.

Pingo de Leite

Que é a minha forma favorita de beber café. Quando se encontra o equilíbrio certo entre a narração histórica (e factual) e a vivência das pessoas e dos sentimentos (ficcional) estou na minha zona de conforto. Aquilo que a meu ver a autora não consegue no início, consegue do meio ao fim com mestria. E continuamos sem querer pousar o livro. 

 

Café Curto 

Que é como quem diz: um italiano. O fim brusco faz-nos desejar mais. Fiquei com sede de um novo livro que narre a vida de Rita. A sua perspetiva de tudo desde a infância ao futuro que vai para além das páginas deste café. Quem é Rita? Leiam e descubram.

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04
Mai17

Estou furiosa! Para lá de ofendida!

Maria das Palavras

Então não é que me enviam por email a oportunidade de receber uma amostra (e partilhar essa oferta convosco) de um creme de REJUVENESCIMENTO DA PELE!! REJUVENESCIMENTO. Genteee, eu tenho 30 anos, não podia estar mais fresca e fofa (não fosse esta febre que agora me assolou...e uns poros chatos...e a pele oleosa para combinar com o cabelo). Euzinha? Esta fonte da juventude inesgotável, na flor de idade. Os 30 são os novos dez! Penso que nunca na vida usei a palavra piúrsa. Aí está ela: estou piúrsa. Isso e acho que grátis até injeção na testa e portanto mandei vir a amostra. Que uma 'ssoa tem de se tratar em antecipação, né? 

Pronto, se também quiserem uma é só clicarem na imagem. E eu nem  vos chamo cotas. Mas só porque também vou experimentar.

Uma dica: têm de clicar na lupa depois de inserirem o código postal. São só 25.000 amostras, espero que ainda vão a tempo, que eu para consultar o email ando uma desleixada. 

 


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23
Mar17

Estou a aceitar prendas até ao fim-de-semana.

Maria das Palavras

Na verdade até aceito para além disso, sem distinção quanto ao dia, mês ou ano. Mas para quem possa estar aflito porque quer muito agradecer a minha existência essencial ao mundo e não sabe como, estou a aceitar qualquer dos mimos abaixo, desde aqueles com preço moderado àqueles com preço não-sei-se-me-atrevo-a-gastar-a-sola-desses-sapatos. Uma visita à Mango também calha sempre bem. Ah, e preciso de chávenas azuis para a casa nova. Manias. 



Então? Crio um apartado para me enviarem as prendinhas? Não? Ok...

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13
Mar17

Isto não tem nada a ver com o meu aniversário #1

Maria das Palavras

Mas vamos lá ver...é praticamente daqui a uma semana! Já alguém devia ter pensado nisso. Não quer dizer que eu precise de prendas. Odeio materialismo. A não ser que venha na forma de algumas destas coisinhas que reuni perfeitamente ao acaso (quase sem olhar). Só mesmo aquele kit de necessidades básicas: livro, roupinha, acessórios, SAPATOS. Sabem há quanto tempo não compro umas sabrininhas? Para cima de muito. E a ideia era continuar a não comprar. Mas, sei lá, alguém podia comprar para por mim. Se o Moço e as pessoas que lhe perguntam o que me hão-de oferecer alguém gostar dessa lista, não se coíba de utilizá-la! Sei lá, pode ser que haja por aí mais aniversários pendentes. É só clicar nas imagens para ver loja, preços e essas minudências...


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13
Fev17

Sabem o badagaio?

Maria das Palavras

Está a dar ao meu telemóvel. O badagaio. 

Primeiro passou a fazer suspense e de cada vez que me ligam tenho de esperar dez segundos para que o ecrã me mostre de quem é a chamada. Agora deixou de ler o cartão SD mas não sem antes fazer um número circense de ligar o ecrã de 30 em 30 segundos com uma mensagem de erro de configuração (que nunca durava mais de um milissegundo para eu  não a conseguir perceber) e me esvaía a bateria numa questão de horas. Está praticamente a soro. Ligado às máquinas. E eu sem vontade nenhuma de o trocar. Ainda por cima tirei-lhe a capa, como quem rasga a camisa a um doente para ele respirar melhor, e lembrei-me que é branquinho e bonito. Creio que me está a pedir a eutanásia (eu sou pouco in, mas o telemóvel acompanha as tendências), mas eu estou em negação, a ser egoísta e não me quero despedir. 


Num momento de loucura, como uma mulher traidora, fui ver outros. Mas nem estou com vontade de escolher, tal é a pouca vontade de fazer a troca (ou o investimento). Não quero iPhones que nao sou de iCoisas e não tenho iFundos para isso. Algum conselho para bom desempenho com preço aceitável? Conhecem os modelos ou marcas abaixo (que não são das upa upa)? Alguém tem, alguém recomenda?

 

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