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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

06
Fev21

Ilha Terceira em Dois dias e Meio

Maria das Palavras

Ilha terceira - Açores - Guia no Blog MariadasPalavras.com


Antes de voltarmos a confinar, sem dobrar regras da DGS e de teste negativo em punho, visitámos mais uma ilha portuguesa. Foi uma visita muito rápida e afetada pela maior tempestade deste Inverno nos Açores até aquele momento (diziam os locais, e como cancelaram jogos do Benfica lá, tem mesmo de ser grave).

Senti-me meio louca e entusiamada, por estar a ir de impulso, sendo que em plena pandemia todo o cenário viagens estava muito afastado da minha mente. Mas fico muito feliz por ter ido, sendo que a única altura em que senti algum risco foi no avião, onde não há qualquer cuidado especial na distribuição de pessoas...Dizem que os aviões tem filtros de ar XPTO que matam bichos, mas ninguém me safava se a senhora desconhecida do lado me espirrasse para cima. Estava mesmo a 2cm, não dois metros. Ainda assim, cumprimos todas as regras previstas, de máscara FPP2 sempre na cara, e a verdade é que correu tudo bem.

Fiquei dividida em partilhar agora este texto, não quero motivar ninguém a viajar quando não o deve fazer, mas acredito que o meu público (que diva!) é bastante sensato e vai tomar isto como um guia para quando for novamente possível fazer uma viagem assim. E sonhar com viagens nunca fez mal a ninguém. Além de que a Ilha Terceira, mesmo debaixo de tempestade e através de uma máscara ficou muito acima das expectativas! Perdia-me por lá com gosto.


O que visitar?

Dia 1: Vou dizer o que fizemos e o que faríamos, se tivessemos apanhado melhor tempo e pudessemos reorganizar alguns passos. Acordem pela fresca para aproveitar bem a luz do dia se forem no Inverno! Então comecem por visitar Angra do Heroísmo. Larguem o carro e passeiem pela cidade a pé. Vejam o Vasco da Gama e casa das caras assutadoras junto à azulinha igreja da Misericórdia, passem por outras igrejas coloridas a caminha do mercado, passeiem junto à Marina e à Praínha. De um lado verão o Forte de São Sebastião, do outro o imponente Monte Brasil. Acabámos por não visitar nenhum dos dois, mas teríamos ido dar um belo passeio ao Monte Brasil e ver os veados, não fosse o temporal.

De tarde fomos ao Algar do Carvão, um dos sítios mais bonitos, mas que se paga e tem dias e horas de visita limitados (consultem antes de ir). Podem ir igualmente ir à Gruta do Natal (também se paga e podem fazer pack das duas). Por perto, aqui pelo centro da ilha, fica a Lagoa das Patas.

O que visitar na Ilha terceira, Açores, Guia Maria das Palavras



Dia 2: Começamos na Praia da Vitória, de areia negra, e depois de também a olharmos lá de cima do miradouro junto ao farol, continuamos pelo norte da ilha, percorrendo a estrada tão junto ao mar quanto possível. As casas são quase todas muito coloridas (aqui a Robiallac não deve sentir crise) e neste início de Janeiro muitas estão enfeitadas para o Natal, com luzes, gnomos no jardim e pinheiros enfeitados cá fora, como vemos nos filmes americanos.
Parem sempre que vos apetecer ver a vista, mas uma das paragens obrigatórias são as Piscinas Naturais de Biscoitos, que é zona de banhos (de água fria) - se estiver bom tempo para isso.
Continuamos a contornar a ilha até começarmos a entrar na bonita mata da Serreta. Fomos pelo caminho íngreme (de carro) até à Ponta do Queimado (gostei tanto das escadas para o mar). O ideal é que depois entrem na Zona da serreta para a Serra de Santa Bárbara e passeiem nessa floresta encantada.

Dia 3: Para nós foi só meio dia. O que aconselho para esta manhã é ver o Ilhéu das Cabras do Miradouro da Laginha (ou outraz zonas ao largo da costa da zona chamada Feteira) e subir à Serra do Cume para a que dizem ser a melhor paisagem da ilha. Para mim foi só nevoeiro, mas acredito, pelas fotos que vi. Se não houver previsão de bom tempo não deixem para o fim e tentem ir noutros dias. A boa notícia é que andar de carro pela ilha é um deleite em qualquer zona: vacas, quadrados verdejantes ladeados por muros, o mar ao fundo ou ao nosso lado...Podem ainda, por ser perto do aeroporto, acabar com o percurso das Furnas de Enxofre. Tem um percurso pedonal, que está estimado em 15 minutos, mas algo me diz que pode durar mais.

 

Onde ficar?

Ficamos no Alluar Lodge, em Ponto Judeu. Perto de Angra e do lado do mesmo lado da ilha do aeroporto. Com vista das janelas gigantes para o Ilhéu das Cabras.

Vista para o Ilhéu das Cabras, Onde ficámos na Ilha Terceira? - Maria das Palavras.Blog

 

Não sei se é o melhor sítio, mas são uns fofíssimos bangalows (quentinhos, que nesta altura foi importante) onde o pequeno-almoço é entregue diariamente numa cesta amorosa com uma série de delícias (incluindo queijo da ilha e iogurtes da Quinta dos Açores, fruta, granola, leite e café quente, dois tipos de pão, enfim...). A opção de dois quartos (e dois wc) tem uma área comum com mini-cozinha completamente equipada.
Eis o disclaimer: nos dias de grande tempestade em que lá estivemos...sentia-se o abanão com as maiores rajadas de vento! Nada de assustador, mas senti-me prestes a encarnar a Dorothy no Feiticeiro de Oz.
Ficaria de novo? Sim. Com bom tempo, para também usar a piscina e aproveitar ainda melhor a vista incrível da cama!!


Onde comer?

Onde comer na Ilha Terceira, Blog maria das Palavras


Os meus favoritos foram O Caneta para a típica Alcatra e espetada de filé mignon, a Ti Choa para toda a seleção de petiscos regionais num só lugar (10,90€ por pessoa), e o Beira Mar no Porto de São Mateus (comer à janela com vista para o mar e Monte Brasil) para peixe, lapas, cracas e a maravilhosa sopa de marisco no pão. 
Também comemos na Tasca das Tias (não fiquei fã). Mas queríamos mesmo era ter ido à Taberna do Roberto e ao Cachalote (para bife na pedra), recomendações que não pudemos seguir por estarem fechadas.

Para safar, ouço dizer que a Quinta dos Açores tem um bom hamburguer (mas se eu tivesse ido lá o que não me escapam eram os gelados).

O que provar?

 

Ilha Terceira - Guia do Blog Maria das Palavras - O que provar?



O doce de vinagre - que NÃO sabe a vinagre! É uma espécie de arroz doce. Os donuts da Make me Nuts que não são os melhores que já provei, mas sabem a vitória quando só encontramos a lojinha aberta na manhã antes de ir embora. Os queijos da Vaquinha (podem - e devem - comprar para levarem, mas dão-vos a provar um pires com uma seleção das quatro variedades). E SOBRETUDO as queijadas Rainha Dona Amélia, que na verdade me sabem a broinhas de mel fofas (comprem no Forno, no centro de Ponta Delgada). 
Tinham-me falado do doce de malagueta, do bolo de torresmo e das Chiken Wings da Rouloutte da Praia da Vitória, mas não cheguei a provar nenhum desses.

Certamente que indo aos restaurantes provarão as lapas, cracas, as morcelas e a alcatra (que não é uma posta de carne é um prato cozinhado, tipo carne estufada para comer em massa lêveda ensopada com o molho!), mas fica a nota para não se esquecerem!

 

Et voilá. Quem me segue no Instagram viu imagens disto tudo (e ainda estão fotos no feed com a descrição dos dias e um destaque guardado com todos os Stories). Recordo também que fizemos uma viagem a São Miguel em 2019 sobre a qual falámos no Podcast Mensagem de Voz e tem também destaques nos guardados no Instagram e vários posts no feed que reúnem as nossas dicas. E se voltarem a 2014 podem ler sobre os nossos três dias e meio na ilha da Madeira.

As nossas ilhas são imperdíveis, apaixonantes e arrumam a um canto várias das minhas viagens internacionais. Quero conhecer todas as que não conheci e voltar àquelas onde já estive. Por isso não hesitem em deixar também as vossas dicas nos comentários.

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

01
Fev21

Maria das Leituras - Janeiro 2021

Maria das Palavras

Em Janeiro li 6 livros. Aconteceu sem querer, não sei se nos últimos anos este feito alguma vez se tinha dado. Não estava a competir com ninguém, nem comigo mesma (nem acho saudável entrar na espiral da importência do número de livros), só fiz o que me dá mais prazer no momento e tem sido muitas vezes a leitura, por estes dias que são dias de ficar em casa. 

Quem acompanha o Instagram já sabe quais foram e o que achei, mas aqui fica review para a posteridade.
Se nos próximos meses continuar com bom ritmo (e me apetecer, vou ser honesta) continuo a pôr aqui o balanço mensal.
Vamos lá aos ditos cujos.

Maria das Leituras - Livros de Janeiro 2021 - Blog mariadaspalavras.com


1. Crónica dos bons Malandros, Mário Zambujal - Lido no Kobo

Eu creio que desconfiava que este livro não era o meu "cup of tea". Quem mo recomendou tem-no como um dos livros da vida e foi o Moço que escolheu para ser este o primeiro do meu ano, porque me estava a faltar a iniciativa. O livro é divertido e muitíssimo bem escrito. As personagens deliciosas. É a história de um assalto levado a cabo por um gangue português, mas mais do que isso, a história de cada um dos elementos que vão fazer o assalto. Não consegui ligar-me ao livro, muito pela sequência entre capítulos. Mas também porque é muito no tom de uma série tipo Camilo e Filho. E eu ri-me muito com as séries do Camilo, mas não é o tom que procuro num livro. É tão curto e de um autor tão prendado, que diria que vale a vossa tentativa. 

 

2. Rumo a Casa, Yaa Gyasi - Lido no Kobo

Creio que foi a ver reviews de norte-americanas ou brasileiras no Youtube (não entrem nesse mundo, é viciante) que me deparei com esta recomendação. Vi que havia na loja da Kobo, em português, e felizmente comprei ainda a 29 de Dezembro para não contar para a promessa que fiz este ano: só posso comprar um livro a cada dois que despachar (mesmo que sejam livros a 99 cêntimos na loja da Kobo). Gostei bastante. Segue a história de duas irmãs e dos seus descendentes, em paralelo, criando um novelo de vidas de África ao Estados Unidos, da vida na tribo à dita (será?) civilização moderna, e sempre atravessado por uma maldição. Aborda os horrores da escravatura, o racismo, o papel das mulheres (e dos homens) na sociedade, a família...

3. Travessuras da Menina Má,  Mario Vargas Llosa - Comprado em segunda mão

Este livro tem um padrão e é o mesmo padrão que afeta várias relações reais. Um história de desencontros entre um menino (homem) bom e uma menina (mulher) má. Uma relação abusiva que afeta toda uma vida. Muito parado ao início e ganha balanço e interesse do meio para o fim - fim esse que odiei. Não digo que não leiam, porque um livro que me faz odiar, é um livro que não me deixou indiferente. E é efetivamente dono de um Nobel, de um autor renomado.

Maria das Leituras - Blog Mariadasplavras.com

 

4. Arsène Lupin contra Herlock Sholmes, Maurice LeBlanc - Lido no Kobo

O Lupin entrou na minha vida como série da Netflix - gostei q.b.. Disseram-me que havia livros deste ladrão de casaca, nomeadamente um contra Herlock Sholmes: não confundir com Sherlock Holmes (já confundindo). Encontrei o livro a 2,49€ no Kobo e foi o meu primeiro crédito de compra de livros do ano! Comecei logo a ler, na esperança de reviver casos como os que lia na adolescência com Sherlock Holmes, o verdadeiro. Mas encontrei um Herlock choninhas que se deixa enganar (não muito, mas ainda assim está longe do génio dos livros ou da magnífica série Sherlock da BBC) e não me identifiquei com Lupin, o suposto protagonista. A linguagem também era complexa, talvez por culpa da tradução. Gostei da experiência, mas não vou continuar na coleção.

 

5. A Troca, Beth O'Leary - Lido no Kobo em Inglês

Foi aqui que entrei no modo de leitura compulsiva - felizmente em Dezembro não tinha feito promessas em relação a compras de livros e tinha abarbatado este no início do mês, por cerca de 5€ na Kobo, na versão em inglês. Verdade que não foi memorável ao ponto de classificar com 5 estrelas, mas a prova que gostei bastante é que queria aproveitar todos os bocadinhos para avançar mais umas páginas: de manhã, à hora de almoço, com sono à noite (às vezes, sem sucesso). Neste livro, avó e neta trocam de casa, de cidade, de vida, o que põe os seus problemas e os das pessoas que as rodeiam em perspetiva. Apesar do exagero nalguns pontos, achei importante a mensagem de que nunca á tarde, para darmos um twist à nossa vida. Também as diferentes perspetivas sobre como lidar com perdas. O romance não é fulcral, nem muito aprofundado, apesar de fazer parte da trama, mas as relações sociais e a importância que podemos ter para o próximo, sim. Quando acabarem vão ter vontade de ir bater à porta dos vizinhos (a não ser que tenham os meus vizinhos).


6. A Grande Solidão, Kristin Anna - Morava cá em casa

O primeiro do ano que entra na categoria "sim senhoras, grande livro". Já tinha lido O Rouxinol da mesma autora e este também comprei por influência do @hmbookgang. Mas gostei MUITO mais deste. Fala-nos de uma família que se muda para o Alasca, onde os perigos são tantos num cenário brutal e inóspito, em que desaparecem pessoas sem explicação e com regularidade. A comunidade é uma parte grande da sobrevivência, sobretudo para resistir aos Invernos duros, sem eletricidade ou água corrente. No entanto, o livro não é só sobre a viagem e essa mudança, é sobre o problema que veio com eles e se mudaria para qualquer casa, em qualquer lugar do mundo, para onde viajassem juntos. É sobre a vida de Leni, desde menina até se tornar adulta. É sobre violência. Ou talvez seja sobre amor. 

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