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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

30
Set14

Maria e Moço 1 - Romance 0

Maria das Palavras

Maria e Moço - daspalavras.blogs.sapo.pt

 

Eu pergunto se é de comemorar ou de dar um tiro na cabeça (raramente me lembro destes nossos dias 30, há que ser marcante quando me lembro). Ele ri-se e mistura a conversa com as camisas que deixei em cima da cama, como se fossem para pendurar. Estamos bem um para o outro.

Maria e Moço um. Romance zero. 

 

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30
Set14

Distração meteorológica

Maria das Palavras

Eu sou assim distraída e desatenta a detalhes mais ou menos desde que me conheço.

Que é como quem diz: podia bater de frente contra o George Clooney, pedir desculpa e seguir caminho sem reparar que era ele (talvez o cheiro a Nespresso o denunciasse, não sei).

- Ah, viste aquela mulher com três braços ali a fazer o pino enquanto doma um leão, com aquela saia amarela às bolas horrorosa.
- Humm..não reparei.

Isto sou eu a qualquer dia da semana.
 

Agora a parte meteorológica: se estiver concentrada a trabalhar ou dedicada a divertir-me sofro do que se chama "distração meteorológica". Não sinto frio nem calor. Até posso estar de pelinhos dos braços já arrepiados de frio, mas não dou por nada se não me chamarem a atenção para a temperatura: está fresco, não está? 

E se o primeiro tipo de distração me pode causar sérios problemas (quando não ligo a pessoas que devia mesmo cumprimentar - leia-se sogro, parceiro de negócios, etc) e pensam as pessoas que estou a fingir não ver ninguém, ninguém me tira que a distração meteorológica um dia destes ainda me vai valer uma queimadura em terceiro grau (e eu toda contente a trabalhar até me começar a cheirar a chamuscado) ou um bocadinho de nariz caído, assim à João Garcia. 

Aguardem...

 

Grumpy Cat Pics - Hot in Here

 

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30
Set14

Dois dedos de conversa #8

Maria das Palavras

Toc toc toc. 

(isto é alguém a bater à porta da casa dos meus pais)

 

Mãe: Quem será?

Irmã (a gritar, ao pé da porta, e crendo que era a vizinha de baixo): São as TESTEMUNHAS DE JEOVÁAAAAAAA!

 

Mãe: Quem é?

Do outro lado uma voz desconhecida e tímida: Queremos dar-lhe uma palavra.
Mãe (não reconhecendo e pensando que lhe queriam vender algo): Humm...não me parece.

 

Faz um compasso de espera para os visitantes se afastarem (ainda sem saber quem eram).
Entretanto pega num papel que tinham feito escorregar por baixo da porta e lê.


Irmã:
Quem era?
Mãe: Testemunhas de Jeová. 

Nós todas com cara de lampreia. Final de cena.

Nota: Isto não é um post sobre testemunhas de Jeová, mas sobre a capacidade de adivinhação da minha irmã que provocou encavacamento nas potenciais visitas e vergonha em nós. Daí a cara de lampreia.

 

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30
Set14

As pessoas de Vila Real desprezam-me...

Maria das Palavras
A propósito do pedido de um(a) leitor(a) da Madeira  que me pudesse ajudar (mil agradecimentos pela ajuda Magda!) pus-me a olhar para as estatísticas geograficas das visitas ao blog.

 

Mapa Visitas Google - daspalavras.blogs.sapo.pt

 

Tenho boa gente de todo o meu Portugal a ver o blog, e até de (acusem-se se quiserem) Skipton, São Paulo, Sommervile, Zurich, Augsburg, Colmenar Viejo, Munich, Glasgow, Belo Horizonte, Dublin, Maputo, Fribourg, Zamudio, Neuchatel, Bremen, Velizy-Villacoublay, Perth, Vienna, Macau, Reigate, Binfield, Manaus, Goiania, Wallisellen, Luanda, Abu, Dhabi, Buenos Aires, Lourdes, San Francisco, Ixelles, Recife, Aracatuba, Natal, Brampton, Florianopolis, Sion, Dusselberg, Essen, Pamplona, Lugo, Alcobendas, Aarhus, Montbeliard, Roubaix, Gex, Le Havre, Oxford, Luton, Nikaia, Budapest, Agadir, Matsusaka, Casablanca e do Redondo (!), entre outras localidades - muitas que nem sei pronunciar.
Mas nunca uma pessoa sequer (uma!!) de Vila Real quis dar um segundo da sua atenção à blogger menos in do pedaço.
Se calhar eles é que são os espertos!
Mas eu gosto tanto de Vila Real (sim, sou o pontinho lá ao fundo)...

 

Vila Real - Tua - Daspalavras.blogs.sapo.pt

 



 

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29
Set14

Chic a Valer: Os meus básicos de outono

Maria das Palavras

Há cores e peças indispensáveis no meu Outono: o vestido básico que muda a ocasião consoante os acessórios, o casaquito que anda sempre atrás (portátil o suficiente para não ser obrigada a vesti-lo para não andar com ele na mão, mas de malhinha para me safar se me tiver vestido demasiado à fresca), as botas giras mas confortáveis que me apetece calçar sempre e a mala bora-lá-que-estás-sempre-pronta-com-o-essencial. Os meus básicos meia-estação são sempre entre o cinzento-a-preto e o bege-a-castanho para darem com tudo e além de se combinarem entre si, em 90% das vezes poderem ser combinados com todas as outras peças mais coloridas do armário.

 

Não tenho de as substituir todas neste Outono, mas andei a pesquisar pelas minhas lojas favoritas (online, que tenho pouca paciência para me perder nas outras) e compus st>o meu quatro aspiracional:



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29
Set14

Os meus dez livros favoritos - Parte II

Maria das Palavras

Quando me desafiaram que os numerasse comecei a tarefa difícil de matutar, recorar e selecionar. Pensei que teria de recorrer à(s) estante(s) e que me custaria deixar de fora alguns. Depois ocorreu-me que esses livros também se podem encontrar na FNAC, na Bertrand, no Continente (no mercado da Batalha aos Domingos). Mas há outros que só eu posso enunciar. Mesmo produzidos em massa tornaram-se só meus. 

Estes são os últimos cinco da lista:

 

6. Os catálogos La Redoute que me deixavam estragar. As roupinhas até podiam ser bonitas - e cheguei a vestir muito pano La Redoute, mas a maquilhagem era pobre. Por isso era só aguardar ansiosamente que o catálogo passasse a ser da estação anterior para obter autorização da mãe para arranjar as moças com os meus marcadores carregados. Beicinhos vermelhos, pestanas compridas...era uma alegria. O melhor livro de pintura de sempre - e grátis!

 

7. O meu registo de detetive. Brincava no sotão com uma velha amiga ou na oficina do meu pai, quando me aborrecia. Fingia que era detetive, mas por algum motivo só fazia trabalho de secretária. Tinha um caderno bem organizado com os casos. Inventava as queixas, nomes mirabolantes e fichas dos criminosos. 

 

8. A minha sebenta de Livros e Filmes. Era um registo de todos os livros lidos e filmes vistos por mim. Um projeto ambicioso e manual de uma jovem que já tinha centenas de títulos a registar. Está bem preenchida, a começar por toda a coleção do Triângulo Jota (com capas bem diferentes das atuais), mas longe de completa (cada vez mais). Eventualmente fartei-me mas o livrinho continua lá na terrinha, para consulta.

 

Triângulo Jota | O Assassino Leitor - Wook



9. O livro de receitas. Não passava de um caderno que tinha sido brinde de uma Ragazza ou revista do género. Preto com um elástico a prender as folhas. Mas veio comigo para Lisboa e tem as nódoas de comida e as receitas de quem se desenrascou a cozinhar. De quem até para o arroz branco precisava de indicação e depois já só consultava a receita do bacalhau com natas e hoje em dia cozinha tudo o que lhe der na gana.

 

10. O meu novo Livro em Branco - que é preto. Um livro que o meu Moço me deu para que eu faça dele o meu manuscrito original. Para o meu primeiro livro, diz ele. E eu que até já plantei uma árvore, mas também ainda me falta o filho...

 

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27
Set14

Favas Contadas

Maria das Palavras

É Sábado e prepara-se a sopa do costume para o jantar. Desta vez leva feijão verde que se trouxe lá de cima da terra, mais verde, mais aromático, mais tudo.
E é quando o começo a cortar e o feijão verde (não a mostarda) me chega ao nariz que me vem à lembrança o meu avô. A horta junto à fonte onde juntos colhíamos o feijão verde e as favas - pelo menos no tempo que eu não perdia a a esconder-me entre e vegetação ou que não estava inclinada a beber a água da fonte. Para mim era uma brincadeira, não era trabalho. E depois, debulhava para um balde preto as favas com a minha avó (também havia ervilhas, lembro-me agora que escrevo sobre isso). E ela - só ela, que eu era pequenina e desajeitada para mexer nas facas - cortava o feijão verde em tiras finas para a sopa.

E agora por causa de estar a fazer a sopa e me cheirar à verdura cortada da minha infância tenho este quente-e-frio no coração. Vou ligar à minha avó e perguntar se ela também se lembra disto. Claro que lembra. Que felizes que fomos com o meu avô.

 

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