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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

31
Jul17

O dia em que fiz uma cena de filme na estação de comboio.

Maria das Palavras

Vi-a ao longe. Os meus olhos brilharam.

Olhei para o relógio. Três minutos para o meu comboio chegar. Tinha de dar tempo.

 

Levantei-me e comecei a correr na sua direção.

Ela fez o mesmo do lado de lá da linha, os nossos olhos divididos entre o caminho a percorrer e a inevitabilidade de ver onde ia a outra.


Descemos as escadas em direção ao túnel e foi bem a meio que finalmente nos cruzámos.

 

Era a minha irmã. Trazia na mão um daqueles gelados da feira para mim. 

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30
Jul17

Discos pedidos

Maria das Palavras

Quem acede ao blog no computador pode ver uma caixinha a subir no canto inferior esquerdo com uma pergunta, certo? Não se coíbam de responder, dizendo sobre o que gostariam que eu escrevesse. Não que me faltem ideias (ou episódios parvos) mas é uma forma de tornar a coisa (vulgo, o blog) mais interativo. Caso não vejam a caixinha mágica ou não estejam a aceder por computador, faço-vos aqui a mesma pergunta e podem responder nos comentários: sobre que temas gostariam que eu escrevesse? 

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28
Jul17

A poesia das coisas

Maria das Palavras

Fiquei chocada no dia em que percebi que a poesia não tinha de rimar. Era pequena e assumi que era coisa de gente sem talento. Eu a esforçar-me por encontrar palavras que acabassem em som igual, sem ser -ão ou-ar, os mais vulgares, para escrever os meus poemas no Livro em Branco que a minha mãe me tinha oferecido, e outros, gente famosa, intitulada de escritora, a não se darem ao trabalho? Era muito atrevimento. Muita falta de imaginação. Isto pensava eu, a saber nada da vida.

 

Hoje sei que a poesia não só não tem de rimar, como não precisa sequer de palavras. Às vezes está num gesto. Ou dentro dos teus olhos. 

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27
Jul17

O bichão-zombie

Maria das Palavras

Esta noite, pela primeira vez desde que moro nesta terra ventosa airosa acordei por causa de uma melga no quarto. Tinha uma borbulha no braço do tamanho de uma azeitona, mas fiz o que faço sempre quando acontece alguma coisa durante a noite que me acorda: volto a dormir. Já o Moço, com as costas cheias de azeitonas, não tolerou aquilo. Acendeu a luz, levantou-se e começou a caçar a bicha.

 

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Já desperta (que remédio) vi a bicha atrás dele pousada na porta do roupeiro. Era tão grande que apontei, mas acrescentei: não deve ser isso, isso é enorme, é uma mosca
Mas o Moço olhou de perto e jurou que sim, que era uma melga. Deu-lhe uma valente chinelada e - agora pela primeira vez na vida sem exagero - a melga gordíssima jorrou sangue de tal forma (o sangue que nos tinha bebido, a sacana) que escorreu no roupeiro!


O Moço foi buscar um troço de papel higiénico e ia limpar o sangue e recolher a melga esventrada quando ela...se põe a voar! Uma melga-zombie! Era o que faltava! 

 

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Lá a voltamos a encontrar e demos final à coisa com um tiquinho de Raid (uma embalagem inteira, na verdade). Ela caiu ao chão, o Moço apanhou-a (mesmo, desta vez) com o bocado de papel e fez tenção de a deixar ali morta na cómoda. Coisa que proibi de imediato! Sabia lá se a bicha (o bichão! que era gigante e malino) ia ressuscitar outra vez! Ele lá a foi deitar pelo cano abaixo, mas não sem fechar a porta do quarto que tinha acabado de ser pulverizado. Creio que de caminho, estava a tentar matar outra melga...

 

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Era claramente uma melga-zombie. E depois de me passar o susto percebi: foi tudo jogada dos produtores de Walking Dead. Ouviram que eu e o Moço estávamos a perder interesse na série, que já nem víamos a última temporada e mandaram uma espécie de lembrete. Bem jogado. 

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26
Jul17

A blogger menos in do pedaço #108

Maria das Palavras

Como vi um óleo de Argan em promoção para besuntar o corpo, comprei-o. É coisa da moda. Dizia que era para passar no banho e eu adoro produtos fáceis de passar: depois do gel de duche passo-o pelo corpo e depois tiro com a água. De facto tenho usado todos os dias e gostado de como fica a pele. Hoje, com o frasco quase vazio voltei a ler o rótulo. É para passar no fim do banho com a pele molhada e não enxaguar...só secar com a toalha depois. Mais um ponto para a Maria, a usar mal produtos de cosmética desde 1986.

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25
Jul17

Querem entrar n'A Festa?

Maria das Palavras

A Festa | Imagem Byfurcação

Imagem Byfurcação

Gostam daquelas peças em que se recostam numa cadeira confortável q.b. e seguem uma história, sem pensar muito do início ao fim, até de forma previsível? Depois vão à vossa vida e nunca mais pensam no assunto? Esta peça não é para vocês.

 

A Festa é para pessoas que querem envolver-se e procurar respostas. Que, não só não querem ficar quietos na cadeira, nem sequer querem ficar na mesma sala. Que querem escolher que (magnífico) ator e que parte da ação querem ver. Que querem levantar a ponta do lençol e ver o que se passa atrás, ler a mesma carta que a personagem leu, revirar-lhe as gavetas. Que querem juntar as peças do puzzle e voltar se não estiverem satisfeitos com as respostas que encontraram.

 

N’A Festa podes não ver o mesmo que a pessoa com quem foste e descobrir coisas novas quando a porta do corredor se fecha e tudo acaba. Ou nunca acaba? Porque as tragédias nunca acabam e nunca se explicam verdadeiramente? Ou têm explicações diferentes de acordo com a forma como cada um a viver?

 

São 90 minutos ansiosos que se esgotam num segundo. Não é como a Alice. Nem é como qualquer outra peça a que já assistiram. Atrevem-se a experimentar?

 

Informação Extra - Byfurcação

 

A FESTA | QUINTA NOVA DA ASSUNÇÃO | BELAS |
De 30 Junho a 30 Setembro | Sextas e Sáb a dos às 21h30

Classificação: M/16 | Duração: cerca 90 min | Bilhetes: 15€ | Capacidade: 50 Lugares

reservas@byfurcacao.pt ou 93 810 96 44

 

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24
Jul17

Se eu fosse...

Maria das Palavras

Uma das rubricas deste blog que me dá mais gozo escrever é o Diário de Um Caracol - o Martim. E não é só porque posso dar azo à minha veia non-sense e exagerada, comentando a atualidade de forma leve e livre de polémicas (quem é que se vai chatear com o nível de cultura ou opinião de um caracol ranhoso?). Também é porque me leva de volta à escola primária.

 

Nessa altura eu não era de todo a menina mais bonita da escola, com os meus óculos de massa e conjuntinhos tricotados pela avó. Mas tinha muitos amiguinhos e alguns mini-pretendentes por ser a menina “mais esperta”. Parece que é cedo, quando somos crianças, e mais tarde, quando já somos todos maduros, que o interior é mais valorizado. Ali no meio, algures por entre as hormonas, esse raciocínio está toldado. Nunca durante a adolescência, dois rapazes andaram à bulha por mim na sala de aula. Na escola primária, chegaram a ser três.

Além disso, acreditava que ia ser escritora a cada elogio da professora às minhas composições. E ter-se a certeza absoluta  que se é mesmo bom numa coisa (a certeza das crianças e dos tolos) sabe a vinte pirulitos.

 

As minhas composições favoritas eram as “Se eu fosse”. A professora escolhia algo para completar a frase e nós libertávamos o lápis. Ainda hoje me pergunto (mas nunca perguntei a ninguém) se é um exercício de escrita comum ou coisa dessa minha professora. Maravilhosa ferramenta para treinar a escrita e despertar a criatividade enquanto nos divertíamos. Pelo menos eu divertia-me. E nunca tinha de contar as palavras para ver se tinha passado do limite mínimo.

 

Lembro-me de ser uma nuvem e ter “enchiminhosite” que é quando uma nuvem não consegue chover e que hoje em dia me soa muito a uma descrição de prisão de ventre ou um anúncio de Dulcolax. Lembro-me de ser uma minhoca que dormia numa embalagem de pasta de dentes que tinha sido deitada fora por um humano.  E não me lembro de muitas outras coisas que estarão guardadas em páginas amarelecidas (#estouvelha) no sotão dos meus pais.


Se eu fosse escritora, como aquela menina de óculos de massa acreditava há uns 25 anos atrás, haveria de agradecer-lhe - à professora, talvez num prefácio. Como não sou, mesmo que ela não leia, fica aqui hoje no blog: obrigada por me ensinar a imaginar com letras. 

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24
Jul17

Continua a ser só uma paixão dos tempo livres.

Maria das Palavras

Mas este blog cresce sem eu dar por isso. Há um ano eu fazia um post feliz da vida porque tinha 300 seguidores no Instagram. Ontem cheguei aos 700. Entretanto ganhei mais 2500 seguidores no Facebook, abri um canal de Youtube (de longevidade dúbia) e mesmo nos meses mais fraquinhos tenho uma audiência superior ao nº de espetadores presentes no Dragão na ultima jornada de 2016/17 (não custou muito, eles facilitaram).

 

Segundo a minha definição muito própria, e mesmo sem jogar na primeira liga dos blogs (ou na divisão de honra), sou uma blogger de sucesso. E a culpa é toda vossa. Que insistem em querer estar por cá.

 

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Foi um bom fim de semana. Como vos tinha dito, planeei não fazer nada e assim foi, que estava a precisar. Pus de lado o que devia estar a fazer como se estivesse ocupada com outra coisa. E estive, ocupada comigo, que também é nobre. Lembrem-me de fazer isto mais vezes. No Sábado não fiz nada - sozinha. No Domingo não fiz nada - com o Moço. Dormi, li na praia, vi séries, queimei os ombros a assisitir ao Campeonato Nacional de Voleibol de Praia, fiz panquecas de aveia para o Moço. E dei por mim a parar para pensar em coisas. Nomeadamente algumas. Nomeadamente esta. Obrigada por estarem desse lado!

 

 

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