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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

27
Dez18

A blogger menos in do pedaço em 2018.

Maria das Palavras

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Passei a usar sapatilhas, que agora voltei a chamar de sapatilhas. Quebrei a tradição de escrever um post por dia no blog e senti os efeitos de escrever menos, ao ponto de chegar a instalar uma app de meditação (durou poucos dias) e começar um diário da gratidão (durou poucos dias). Experimentei Pilates e jurei ir mais do que as duas vezes que fui. Se é para ser honesta, senti-me desequilibrada, sem certezas, sem metas e falhar na relação comigo, fez-me falhar na relação com os outros. Preguicei nas pequenas coisas. Parece que depois de um ano em que tudo mudou tanto e me vi feliz com isso contra todas as expectativas, não soube como estabilizar. A culpa também foi de quem me fez duvidar de mim. Tentei reequilibrar-me com viagens, além dos muitos quilómetros a percorrer o país para ver famílias e amigos. Fomos à Islândia, às Ilhas Baleares e ao Brasil. Soube-me a pouco. Mostrei-vos as viagens (e tantas outras minudências dos dias) no canal por onde ando cada vez mais (andamos todos), o Instagram. Ganhei novos sobrinhos e continuei a ser martirizada por não ter um filho (a sogra diz que tem de ser uma filha), de forma crescente, em proporção à idade. Conheci mais do meu país, atravessei os passadiços do Paiva e apaixonei-me mais pela minha nova cidade. Comi leitão – ainda não adoro. Pedi pipocas no cinema – ainda não gosto. Perdi a paciência para as pessoas no geral. Ouvi mais música sertaneja num mês do que no resto da vida toda. Percebi (lembrei-me) porque gosto tanto de algumas pessoas em particular. Li mais do que no ano passado e menos do que queria. Tive o meu primeiro calendário do advento que não era de chocolate. Pela primeira vez achei que exagerámos nas prendas de Natal. Não tenho resoluções para o ano novo e desta vez isso está a incomodar-me um bocadinho.

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26
Dez18

A minha mãe foi a primeira feminista que conheci (e provavelmente não sabe)

Maria das Palavras

Os meus pais tiveram a graça de terem duas filhas. Sou a mais velha e há uma mais traquinas a seguir. Desde cedo fomos habituadas em casa…a não fazer nada. Pode ser confundido com preguiça (que também temos de sobra), mas foi a educação que a nossa mãe nos deu, o que pode ser ainda mais confuso, mas eu explico.

 

Foto Unsplash - Louça por lavar

 

Vamos mais atrás. A minha mãe teve dois irmãos. Um mais novo e um mais velho. Criada com pais e avós, numa família onde só as mulheres trabalhavam em casa (mesmo que também trabalhassem fora de casa), via-se injustiçada, sobretudo a mando de uma avó, a ter de tratar de todos os afazeres, enquanto os irmãos brincavam livres, em casa e na rua. Ao fim do dia, ao recolher, ainda lidava com as marotices deles, que lhe deixavam um qualquer presente no quarto – por exemplo, a aranha mais gorda que encontrassem no quintal.

Não devem confundir nada disto com maldade. Era a maneira como as coisas eram e não se conhecia outra realidade. Os horizontes estavam fechados.

 

Voltamos a um passado mais recente. Uns 20 anos atrás. Éramos pequenas. Brincamos na sala. Provavelmente eu estou num canto a ler e a minha irmã está a brincar com alguma coisa que não deve. Já temos idade (pelo menos eu) para ajudar a minha mãe na cozinha, mas a minha mãe rejeita a ideia. Ela prefere fazer as camas, tratar da roupa, cozinhar e limpar tudo sozinha. Diz que fez demais quando era menina, só por ser menina, e não quer que cresçamos assim.

 

É verdade que não nos educou para tratar da casa. O correto, provavelmente, seria fazê-lo independentemente do género. O problema é que ela só tinha meninas na amostra. Eventualmente safámo-nos bem: consta que se aprendi quando precisei de me safar, qualquer homem de qualquer idade também consegue, sem ter de usar a desculpa que a isso não foi habituado. Educou-nos antes a pensar que isso não era uma tarefa nossa por default.

 

Hoje olho para trás e dou muito valor ao que a minha mãe faz e sempre fez. Arrependo-me de não ter ajudado mais no passado, ainda que com a sua resistência. Não por mim, que acabei a crescer com os valores certos e desenvolver todas as competências necessárias. Mas por ela, que para resistir ao trauma e o poupar às filhas, o perpetuou nela apenas.

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18
Dez18

Maria is Going Nuts

Maria das Palavras

Metafórica e literalmente. Por um lado, julgo que estou a atingir alguma espécie de crise de meia idade em que acho que não fiz nada da minha vida e tanto os meus dias me preenchem e sou uma felizarda, como acho que ando a passar por eles dormente e tenho de me meter em aulas de ioga para me reequilibrar (#nothappening). Por outro lado, descobri algo que me preenche efetivamente - as papilas gustativas - e creio que estou a desenvolver um vício às colheres, dando-se a grande coincidência que o nome da marca é mesmo Going Nuts

Going Nuts portugal - Review Maria das Palavras


Sabem quando procuramos comida saudável que por acidente é deliciosa? Aqui foi ao contrário: encontrei manteigas e granolas (também têm mueslis, só que ainda não provei) que
são deliciosas e, por acaso, também são saudáveis. São saudáveis no sentido de serem compostas por ingredientes simples e naturais, embora eu esteja a dar cabo dessa premissa ao abusar e dar cabo de meio frasco de manteiga de amêndoa  em dois dias (que tem mesmo só amêndoa torrada e sal, para perceberem). 


Ainda não encontrei forma de não gostar. Tenho experimentado pôr as manteigas e as granolas em tudo para tornar mais delicioso. Torradas, panquecas, gelado, iogurte, fruta. Como o meu tio Rogério que põe vinagre nas sopas todas ou aquele senhor que não-sei-quem me contou que andava sempre com um frasco de piri-piri e até num simples pastel de nata o usava. 

Isto não é publicidade paga. Ao contrário: eu fui influenciada a comprar (pela youtuber Alice Trewinnard) e a coisa correu tão bem que me sinto obrigada a partilhar com o mundo. Não creio que consiga viver mais algum dia da minha vida sem uma colher de manteiga de amêndoa ou amendoim com chocolate negro e já avisei o Moço para estar atento ao meu uso de seringas, porque me vejo a injetar isto na corrente sanguínea num futuro próximo...

...

...

Óbvio que estou a brincar. Jamais quereria consumir sem isto me passar pela boca e saborear condignamente. 

Para melhorar o facto de ser delicioso e saudável, é um negócio nacional e artesanal que muito me orgulho de divulgar. Já tentei com stories convencer a marca a dar-me uma subscrição vitalícia por causa disso, mas acho que não pegou, portanto decidi escrever no blog na mesma, para partilhar esta descoberta convosco. Fui vilmente acusada por uma comentadora de estar a tentar engordar-vos antes do Natal, para depois divulgar em Janeiro uma parceria com uma marca manhosa de emagrecimento.  Posso desde já desmentir. Maria e "Going Nuts" até são expressões que ligam bem. Maria e "emagrecimento", acho difícil. Tipo água e azeite.

 

Agora vão lá conhecer e experimentem pelamordedeus que não se arrependerão. O meu top 3 até agora é 1) manteiga de amêndoa, 2) manteiga de amendoim com chocolate negro, 3) granola de frutos secos com cacau. Se não gostarem, até estou a aceitar embalagens em segunda mão. 

 

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16
Dez18

As que se põem a jeito.

Maria das Palavras

Opinioes x 1000, respeito x 1000, Maria das Palavras Blog (foto de base Unsplash - Gareth Harper)


Hoje, como na maior parte dias em que estou sozinha com tarefas caseiras para despachar, foi dia de me fazer acompanhar com o tablet de um lado para o outro, enquanto arrumo roupa, ou cozinho. Vou ouvindo as peripécias de diversas Youtubers, meio atenta, meio distraída. E, hoje em particular, chamou-me a atenção que várias delas mencionaram os comentários insultuosos do público e a expressão que elas tantas vezes ouvem: a partir do momento em que se expõem, põem-se a jeito

Falam para muita gente, partilham parte da sua vida e portanto, sim, é natural que mais gente forme opiniões, ou mesmo comente, o que se passa. Mas faltar ao respeito a alguém é um ato igual quer sejamos a única pessoa a ver ou sejamos um de 50 mil.

Vamos a exemplos práticos.


Digamos que conto a uma amiga minha que já comprei todas as prendas de Natal. Expus-me diante dela.  Ela odeia o consumismo e desperdício gerado à volta de datas como o Natal. Ela vai julgar-me. Vai (ou não) dar-me a sua opinião. Terá de o fazer de forma educada. Não é esperado ou aceitável que me chame nomes ou ameace.

Digamos que o digo no Youtube num canal com meio milhão de subscritores. Expus-me diante de todos eles. Pelo menos cem mil odeiam o consumismo e o desperdício gerado à volta de datas como o Natal. Eles vão julgar-me. Vão (ou não) dar-me a sua opinião. Terão de o fazer de forma educada. Não é esperado ou aceitável que me chamem nomes ou ameacem. 

 

Se disser algo a uma pessoa ou um milhão, o julgamento e as opiniões serão multiplicados pelo mesmo número, inevitavelmente. Mas o respeito devido está na mesma expressão numérica e também deve ser multiplicado. 


Alguém que fala para uma audiência maior tem uma maior responsabilidade e deve usar a sua voz da melhor forma. Mas não tem, sob nenhuma circunstância, uma autorização emitida para merecer menos civismo do que aquele de que fazemos uso diariamente, nas nossas interações pessoais e individuais. Nem para ouvir que estão gordas, nem para ouvir que o cabelo está horrível, nem para condenar nenhuma das suas opções. Se ajudar, façam um exercício: pensem que a pessoa pública é a vossa vizinha do lado e se encontram com ela na escada: dir-lhe-iam diretamente o que estão prestes a escrever? Não?! Então apaguem e sigam com o vosso dia. Prometo que prosseguirem, nem chega a ser assim tão terapêutico para as vossas próprias frustrações.

 

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14
Dez18

10 Sugestões de Presente de Natal | Entre 15€ e 30€

Maria das Palavras

Antes de mais: repreendo-vos veementemente por ainda não terem comprado as prendas todas. Querem o quê? Ir para as filas gigantes das vésperas de Natal? Roer as unhas de nervos com a encomenda online feita fora de tempo que não sabem se chega ou não chega? Portanto, arregacem as mangas e vamos lá tratar do assunto. 

Visto que gostaram das sugestões até 15€ publicadas antes, querem subir a parada? Ficam aqui algumas sugestões escolhidas a dedinho por mim na La Redoute e na Worten, a pensar em diversos tipos de pessoas. Para verem preços e detalhes (ou botar no cesto e mandar vir) é só clicarem nas peças que vos façam olhinhos.

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|| Para quem entra no espírito natalício (ou precisa de um empurrão) ||
Por exemplo, aquela menina da camisola que eu até acho a mais bonita, claramente está em modo Grinch. É uma daquelas prendas que tem logo uso a 25. Depois se forem como eu, que quero estender o Natal até Março, continuam enquanto fizer frio. Senão já têm camisola para levar aos 54 jantares de Natal de 2019. 

 

 

 

|| Para o pessoal friorento ||
O roupão e o pijama são catitas, quentinhos e estão dentro do budget, mas...a mantinha de crochet, lá em casa estava "de seda". É daquelas coisas que tanto se compram para dar a um casal que gosta de ver filmes e séries no sofá, como à avó Josefina, ou a uma blogger (por se rum apontamento casual chic na decoração clean do novo apartamento).

 

 

 

|| Para o Nerd da família ||
Posso contar pelos dedos das mãos as pessoas da minha idade e pouco acima que não gostariam de receber um destes brinquedos para graúdos. De maneiras, que até a mim podem oferecer, ok? 

 


|| Para quem concorda sabiamente que outra carteira nunca é demais ||

Portanto qualquer mulher, incluindo as que já aderiram ao minimalismo - tentam é contrariar com todas as suas forças. Quer lhe chamem carteira, mala ou bolsa, falta sempre uma porque não tenho nenhuma mesmo com aquela cor, mesmo com aquele feitio. Vou pedir perdão porque uma destas custa um bocadinho ligeiro acima dos 30€ que estipulei para esta lista. Adivinham qual é? 

 

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