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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

20
Abr19

Não sou a única tonta da família #19

Maria das Palavras

O meu pai partiu um pé em circunstâncias que também davam um belo post, mas para efeitos de não parecermos uma família assim tão tonta vou guardar para nós. Estraga-se só uma casa (ou duas) e ficamos por aqui. Já foi há mais de uma semana, mas não tive tempo de partilhar porque a internet estava a arder com Game of Thrones, depois incendiaram mesmo a Catedral de Notre Dame e para não haver mais perigo de combustão, acabaram com a gasolina no país. 


O que vos sei dizer é que está de molho no hospital e numa das vezes que o fomos visitar tinha um colega de quarto novo, com uma mão toda ligada e de ferros em riste, meio entorpecido, com a esposa ao lado. Conta-nos ele, em tom normal de conversa, para quem quisesse ouvir: 

 

- Ah, este cortou três dedos de uma mão. 

 

(imaginem neste ponto, que eu e a minha mãe fazemos um ar atrapalhado, porque eles estarão a ouvir)

 

- E digo mais... - continua o meu descontraído - o dedo do meio não se safa!

 

 

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19
Abr19

Dois dedos de conversa #104

Maria das Palavras

Maria: Olha o que uma seguidora mandou para ti. 

 

(Moço inspeciona embalagem)

 

Moço: Ei, ei, ei! Isto é para os maus cheiros. Esse spray é para ti!

 

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(O spray na verdade é um neutralizador de odores, que apesar de se chamar "desportivo" - para sacos de ginásio, sapatilhas oprimidas, etc -  também dá para perfumar os tecidos da casa que é o que tenho feito, porque deixa MESMO um cheiro delicioso a maçã verde na divisão que dura de uma forma que o spray da Quanto que usei há uns tempos não ficava. A querida da Carolina que vende a marca Perfum'Ar é que me ofereceu. Vão lá espreitar as coisinhas boas aqui ou aqui. Dá para catrapiscar prendas para o Dia da Mãe!)

 

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16
Abr19

Este post não é sobre Notre Dame

Maria das Palavras

 

 
 
 
 
 
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A foto de perfil que ainda hoje tenho no blog (a menina do chapéu) é um recorte desta foto de Notre Dame. Não é a Catedral, é um pequeno edifício à esquerda da fachada principal, quase engolido por árvores. Não sei que edifício é, porque o Google Maps não lhe dá nome e nem no site oficial do monumento consigo chegar a uma descrição. Tanto quanto sei, podem ser as latrinas. Não sei se ardeu (em princípio não). Não interessa ao mundo. Interessa para mim que aqui tenho uma das recordações mais bonitas de uma viagem, pelos olhos do Moço. Uma que foi impressa e pendurada nas paredes do nosso quarto.

 

[Dizem que são estúpidas as pessoas que não alcançam o nível de sofrimento que outros sentem ao ver um monumento histórico a arder. Não creio que seja(m) estúpida(s). A intensidade de uma tragédia, para mim, vive-se na proporção da ligação pessoal que tenho com ela. Portanto talvez até seja cínica, insensível, egoísta. Mas não espero ser julgada porque o incêndio me tocou sem me estragar a noite, da mesma forma que não julgo quem ficou em choque por horas. Lamento sinceramente o incêndio em Notre Dame. Lamento muito mais que as pessoas se insultem (quer os que sofrem pelo monumento, quer os que não sofrem pelo monumento) por não vivermos todos as coisas da mesma maneira.]

 

A catedral diz-me menos. Aquele edifício pequeno ao lado diz-me mais. Sobre esse não sei nada, porque era pequeno e estava tapado pelas árvores e o Google Maps não lhe dá nome. Devem achar tola a preocupação. Só era histórico para mim. 

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14
Abr19

Hey Google, lava-me atrás das orelhas.

Maria das Palavras

Mini Google Home -Unsplash


Dois factos sobre quando fomos à Bélgica: 1) os nossos amigos têm a casa toda quitada de Google e 2) o Moço fez anos e a prenda que lhe levei foi um tiro ao lado. 


Quando regressámos, o Moço passava a vida a dizer ao Google Home - que não tínhamos - para apagar a luz ou ligar a TV. Hey, Google turn on the lights. Hey Google turn of the lights. 

 

Portanto achei que, ou estava na hora de o internar, ou trocava a prenda que lhe tinha dado por um sistema mini-Google Home. Escolhi a segunda. E a maquineta é engraçada, confesso. Põe música a pedido. Mais baixo ou mais alto. Conta-me histórias e piadas se lhe pedir. Diz-me onde posso comer um brunch no Porto. Inicia o Netflix na série que peço, mesmo onde a deixei e põe na pausa sem eu mexer uma palha. Faz contas por mim. Converte-me ounces em gramas sem eu ter de mexer com as mãos cheias de farinha no telemóvel. O Moço gosta particularmente do beatbox. Às vezes faz-se de desentendida, mas eu perdoo, porque se eu disser "Hey Google, you're useless" ela responde "Well, I'm still learning." e a pessoa compreende.


Cheguei à conclusão que estamos a avançar a passos largos para aquele momento da vida em que não temos de nos levantar para nada, quando a Bimby me fazia a sopa, enquanto eu via um episódio de Homeland no sofá, que o Google pôs a dar quando pedi. O sonho de qualquer preguiçosa. 


Claro que o Google continua a não apagar ou acender a nossa luz, porque para isso é preciso comprar umas lâmpadas xpto que estão ao preço do caviar beluga. Ou menos. Portanto percebo que fiz asneira a trazer isto para casa quando o Moço faz contas à vida porque quer trocar as lâmpadas da sala (três!) e eu digo:

 

- Se quiseres dizes-me "Hey Maria, apaga a luz" e eu trato disso.

 

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11
Abr19

Este blog não é sobre livros #20 - A Guerra Aqui Tão Perto

Maria das Palavras

A Guerra aqui Tao perto.jpg

 

Este livro começa como uma fotografia com a abertura de diafragma no máximo. Sabem quando o fundo da imagem é uma mancha de cores quase indistinta porque talvez não interesse? Foca-se na vida e nas experiências de duas jovens - a Margot e Haruko, que vivem uma amizade improvável, num contexto improvável. E é aos poucos que o fundo da imagem se vai tornando mais nítido e a foto fica completa com a revelação desse contexto. A história não é só sobre elas. A história é sobre a visão delas num mundo que parece de faz-de-conta, mas é bem real. Onde as famílias são postas numa casa de bonecas, mas não é porque alguém está a brincar, é porque alguém está em guerra. 


Gosto de conhecer perspetivas novas. E a perspectiva da Segunda Grande Guerra nos Estados Unidos da América, para as famílias originárias do Japão e da Alemanha foi completamente nova para mim. 

Tantas vezes acusamos os norte-americanos de não saberem distinguir Paris de Praga - é tudo ali do outro lado do mar, num sítio velho chamado Europa, e afinal somos nós (era eu) que não sabemos tanto sobre o que se passou lá, historicamente. 

A história das duas jovens é crucial, próxima, terna e tensa (adorei a revelação final). Mas o que mais gostei foi precisamente de expandir os meus horizontes, com os factos baseados na realidade. 

 

Não se fiquem pela minha palavra, leiam as primeiras páginas aqui e digam-me se ficaram com vontade de mais.

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09
Abr19

Dois dedos de conversa #103

Maria das Palavras

Moço chega a casa depois do trabalho e eu faço-lhe uma série de perguntas ainda antes de ele pousar a mochila.

Moço: Chegar a casa e estares tu ou a P.J. vai dar no mesmo.
Maria: Uau. Obrigada. Não posso falar contigo. 

(ligeiro amuo)

Moço: Não era para te ofender com a comparação.
Maria: Ah não?
Moço: Não. Era para ofender a PJ.

#achatasoueu
#piorqueaPJ

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07
Abr19

Roteiro de 4 dias na Bélgica | Parte I

Maria das Palavras

Vale a pena fazer uma escapadinha europeia à Bélgica? Sim. Conseguem encontrar voos baratos e é um país como muito para ver (e comer), além da capital. Eis a nossa viagem de Março. Dito assim parece que é uma por mês - quem me dera...

 

Maria das Palavras na Bélguca - Roteiro de 4 Dias (Foto em Bruges)

 

Fomos pela Ryanair (do Porto) numa quinta de manhã e regressámos na madrugada de Domingo para Segunda - voo às seis da manhã (os voos ficaram a 110€ por pessoa). Não se esqueçam que agora nas low cost têm mesmo de acrescentar mala. Há dois aeroportos possíveis para onde podem ir para Bruxelas, sendo que o de Zaventem fica mesmo em Bruxelas e o de Charleroi fica a pouco menos de uma hora. Nós fomos para um, voltámos de outro. Alugámos carro que levantámos em Zaventem à chegada e deixámos em Charleroi na partida. Foi pouco mais de €100 o aluguer e o gasóleo lá é mais barato (além de que não se pagam portagens) pelo que voltaríamos a fazer o mesmo, usufruindo da liberdade que o carro nos deu.


Ficámos em casa de amigos, o que foi duplamente bom (matar saudades de quem gostamos e poupar uns trocos em alojamentos), mas não me permite dizer muito sobre opções de alojamento (safem-se entre o Booking.com e o AirBNB, se não tiverem a app MyFriendsLiveThere).

 

Dia 1: Chegámos por volta da hora de almoço e seguimos para Dinant. A cidade é linda, pequena e fiquei particularmente orgulhosa de a ter acrescentado ao nosso roteiro, pois não é muito mencionada pelas pessoas ou guias online. Fica uma hora para sul de Bruxelas. Conseguimos estacionar gratuitamente e passear a pé (a cidade é pequena). Verão muitos saxofones, visto que é a terra de Adolph Sax e espero que tenham mais sorte do que nós a encontrar o de Portugal (há vários a representar países).   Há mais atividades (grutas, passeios ao ar livre, castelos), mas o que não devem perder é a vista do rio para a Igreja Colegialle de Notre Dame (não a do Quasimodo), a ponte dos Saxofones e a vista da Citadela (um forte que fica em cima da cidade e que pode ser acedido a pé, de carro ou teleférico). Há um biscoito típico de Dinant que podem comprar se quiserem testar a força do vosso esmalte (impossível trincar).

 

Cidade de Dinant | Bélgica - Roteiro de 4 dias Maria das Palavras

 

 

Dia 2: Na Sexta, aniversário do Moço, fomos cedo e tranquilos até Bruges. Fica a uma hora e vinte de bruxelas. Se forem de carro, estacionem no parque coberto junto à estação (Chantrellstraat 4262, 8000 Brugge, Bélgica, da Interparking) - paga-se, mas diz quem sabe que é a melhor opção. O centro da cidade vai encantar desde o primeiro momento. Passeiem muito incluindo a Grote Markt (= praça central) e a rua "das fotos" Rozenhoedkaai, sintam o aroma a waffles nas ruas, façam o passeio de barco pelos canais, vejam os doces a serem feitos na Zucchero e o chocolate artesanal na Pralinette. Vão tropeçar em lojas de chocolates a cada dez segundos. Sejam fortes. Ou não. Podem ainda procurar os moinhos de Bruges, o museu do Tintim (que no fundo é uma loja) ou a cervejaria De Halve Maan onde podem entrar para ver o processo de fabrico, beber uma 'jola e ver a cidade do topo (não o fizemos, mas li sobre isso). Almoçámos na La Bruschetta. Pelo nome podem perceber que não é comida típica, mas foi uma dica para comer bem, sem arruinar a carteira, num sítio onde é tudo puxadote.

 

 

Bruges | Bélgica - Roteiro de 4 dias MariadasPalavras.com

 

Da parte da tarde visitamos Ghent, que fica precismente a meio do caminho entre Bruges e Bruxelas. Vi-a com uma espécie de Bruges mais urbanizada. Mais uma vez larguem o carro e ponham-se a passear. Notem que o parquímetro pode não dar papel se puserem a matrícula. Desçam a KorenMarkt, vejam o trio Catedral/Campanário/Stadshal , depois passem a ponte St Michael e subam pelas margens Korenlei ou Graslei. Ou vice-versa. Mantenham sempre os olhos abertos para as paredes com graffiti, uma das imagens de marca desta cidade. Aliás, a Graffiti Street ia ser o meu ponto favorito da cidade. Mas depois fomos ao De Frietketel provar as melhores batatas fritas do mundo (e ainda por cima baratas), antes de voltarmos a Bruxelas, e a minha perspetiva sobre a vida mudou. O De Frietketel não fica perto do centro, mas valeu o desvio.

 

Ghent - Roteiro de 4 dias na Bélgica | Maria das Palavras.com

 

Continua...

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