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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

03
Out19

5 Dicas para uma experiência supimpa em Sevilha

Maria das Palavras

Para os mais distraídos, estive 3 dias em Sevilha com mi hermana no final de Agosto. E posso estar influenciada pelo calor que lá apanhei (VS um Verão parolo em Portugal) mas já visitei várias cidades em Espanha (incluindo Madrid e Barcelona) e creio que esta passou a ser a minha favorita, com distinção. Eis o que vos recomendo que façam, vejam ou comam, para aproveitarem bem a cidade, mesmo que em pouco tempo:

 

1. Vão às Tapas no Espacio Eslava. 

Foram as melhores e mais baratas que comemos, com simpatia no atendimento, pratos clássicos e originais (incluindo um charuto premiado...) e um gelado de torrão para recordar para a vida, quando achei que já não conseguia dar mais uma garfada em nada. 22€ para duas pessoas a abarrotar no final. 

Onde comer tapas em Sevilha? Espacio Eslava. - Maria das Palavras Blog

 

2. Passeiem muito a pé pela cidade. 

O que é mais bonito em toda a cidade é de borla: passear e ver as ruas. Andámos muito a pé e é isso que aconselho que façam. Desde a bonita zona do rio do Mercado del Barranco à zona da Plaza de Espana - e jardim adjacente - a todo o centro histórico, incluindo à volta da catedral.

Plaza de Espana - Passear em Sevilha - Maria das Palavras

 


3. Se querem pagar para ir a algum sítio: que seja o Real Alcazar.

Também pagámos para entrar na catedral e ver a vista da torre Giralda. Mas se tivesse de ter escolhido um sítio a pagar teria sido o magnífico Real Alcazar. Eu sabia que queria ir para ver onde foram gravadas algumas cenas de Game of Thrones. Mas depois descobri que havia muito para além disso. Comprem online as entradas com antecedência para garantir (é preciso indicar dia e hora) e saibam que o audioguia é interessante, mas é tão mastodonte que a meio da visita fartei-me de o agarrar.

 

Real Alcazar - Sevilha | Blog Maria das Palavras

 

4. Passem um dia (ou uma tarde) na Isla Mágica

É um parque de diversões pequeno e bonitinho, com apenas uma diversão que considero realmente de alta intensidade (o Jaguar), mas várias de intensidade média (daquelas que chega para fazer cócegas na parede interna do estômago) e de te deixar encharcado ao máximo. Andámos 3 vezes na Anaconda (a favorita), vimos vários shows e ainda demos uma perninha no parque aquático, só porque estava incluído no bilhete (comprámos online antecipadamente e tinha essa promoção). Pelo que percebi, há uma entrada mais barata a partir das 17h e apesar de encher mais o parque a essa hora, talvez chegue se não foram os maiores fãs de parques de diversões.

 

Isla magica - Maria das Palavras | 5 Dicas para Sevilha

 

5. Fiquem num hotel com piscina.

O Itaca Sevilla foi um achado: central (perto do Metrosol Parasol), lindo, e com uma mini-piscina ótima no terraço. Ao início desiludiu-me o facto de as janelas darem todas para o páteo interior (que até era muito bonito, diga-se), mas o quarto era tão jeitoso, espaçoso, fresco que pela hora do pequeno-almoço (também muito compostinho, incluindo café Nespresso) já eu tinha perdoado tudo. 

 

Piscina do Hotel Itaca Sevilla - Maria das Palavras em Sevilha

 

Para quem queira mais detalhes estão todos no Instagram @mariadaspalavras, no destaque Sevilha e na descrição das fotos de lá. E aproveitem para seguir, porque é lá que vou partilhar ao vivo a viagem aos Açores que já se aproxima a passos largos...tic tac, tic tac...


 
 
 
 
 
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16
Set19

O dia em que uma sala de cinema me cuspiu em cima

Maria das Palavras

Então queríamos ir ao cinema ver o IT (que é bom, mas em termos de terror é uma palhaçada - literalmente). E o melhor horário era o da sessão 4DX no GaiaShopping. Não pensei muito no assunto, achei que fosse tipo IMAX ou assim e, mesmo sendo caro o bilhete, ficava como uma experiência. Mal sabia eu para o que estava guardada. 

 

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Não sei se já vos disse, mas toda a vida odiei pipocas - sabem-me a clara de ovo. Ultimamente, têm-me apetecido. As pessoas mudam. Às vezes para melhor, outras vezes, para engordar mais. Portanto, Maria vai de pipocas e Coca-cola sentar-se na cadeira de cinema, quando...esta começa a saltar. A cadeira, entenda-se, que eu só me mexo se houver muita necessidade.

 

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Talvez seja óbvio para muita gente que não vale a pena levar comida e bebida para uma sessão de 4DX, mas entendam que eu não sabia o que era. Calha que se tratam de duas horas de cadeiras a abanicar ao sabor das imagens do filme. Portanto nos primeiros dois minutos metade das pipocas ficou no chão e a cola perdeu o gás.

Explicando, para leigos, como eu era. O 4DX tenta replicar as sensações do filme. A cadeira salta e balouça nas cenas de movimento, molha-te se a personagem se molha, entra um odor estranho, se as personagens entram no esgoto, e passa um vento se estão ao ar livre.

Ora se eu quisesse apanhar com vento não saia de Espinho, não é?
E no geral, se eu quisesse sentir que estava ao relento, ia acampar em vez de ir ao cinema.

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Depois levo muito a mal que a sala me cuspa em cima, que basicamente foi o que aconteceu. Crianças a chapinhar na água? Jatos húmidos na cara. E já agora em cima das pipocas - ainda estou eu a habituar-me a gostar delas e o cinema quer-mas por logo moles.

Para ajudar na festa, tínhamos acabado de jantar, pelo que o Moço (que abomina qualquer semelhança com parques de diversão e já acha radical passar com o carro em lombas a baixa velocidade) vaticinou logo: vou ficar enjoado. 


Acresce que no dia anterior eu tinha ido a um casamento e apesar de não beber alcoól (logo não estar de ressaca), nem ter chegado a horas vergonhosas a casa, a idade já não perdoa e acordei com uma dor de costas. Adivinhem o que é supimpa para a dor de costas?

CADEIRAS SALTITANTES.

Durante as quase três horas que levou o filme.
Então, mas não é excitante, a sensação de acompanhar o movimento do filme? É sim, senhor. Durante certa de sete minutos e meio. Depois, mói.

 

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E no fundo, foi só como estar a ver o filme no sofá de casa, porque o Moço, nunca pára quieto um segundo enquanto vê televisão. A frase que mais lhe digo nunca foi "amo-te", sempre foi "Podes parar um bocadinho?!". De maneira, que quando o filme acabou a nossa conversa foi esta:

Maria: Eu queixo-me que tu nunca estás quieto e depois pagamos uma fortuna para me sentar em cadeiras saltitonas no cinema.

Moço: No fundo, comigo, a tua vida é 4DX.

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07
Set19

O Flagelo da Rapariga que Viajou sem o Marido

Maria das Palavras

Quem acompanha o Instagram sabe que em pouco mais de um mês fiz duas mini-viagens sem o Moço (com quem não me casei entretanto, acalmem-se, usei liberdade criativa no título). Estive 5 dias a passear na Áustria com uma amiga e na semana passada 3 dias em Sevilha como a minha sister


Não viajei com o Moço, nem tive férias com ele durante o verão, porque ele mudou de trabalho mesmo antes de começar a estação e os planos foram por água abaixo (por uma boa causa). Mas também podia ter sido só porque tinha combinado viagens com outras pessoas. 

Dando uma novidade ao mundo: eu e o Moço não estamos agarrados pela anca. O que é muito bom porque isso significaria que seríamos gêmeos siameses e sermos irmãos tornaria a coisa muito estranha (não foi o Eça que escreveu a minha vida). 


Daí que tenha achado tão divertidos quanto preocupantes alguns comentários e olhares quanto ao facto de eu ter viajado "sozinha" - sem ser a trabalho. Trabalhar aparentemente até posso (obrigada sociedade), mas querer andar na galderice para meu bel-prazer já é um bocadinho a roçar o título de porca. 


As três reações mais frequentes aos nossos programas separados foram: 

 

1. Mas está tudo bem, convosco? Acabaram?  (tom preocupado)

Está tudo ótimo conosco. Não estaria se, por exemplo, uns dias separados, sem justificação médica ou laboral, fossem sinónimo de chatice. Aí a porca estaria nas couves. E a porca só foi à Áustria. E a Sevilha. Couves-free.

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2. A minha mulher/o meu marido não iam deixar. (com expressão de atrevimento)

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH.

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3. "Acho bem" mas com ar de desconcerto. 

Como quando me dizem que fico muito bem de franja. Há uma certeza metida a chicote na voz, mas um ar de dor de desarranjo intestinal na expressão facial.

 

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Certo que a maior parte das pessoas não reagiu. Porque viajar com alguém que não o namorado ou marido ou companheiro, por opção, não é digno de uma reação. E gabo-me de me rodear de pessoas assim. Mas ainda há um longo, muito longo, caminho a percorrer na mentalidade das pessoas. Até porque não estou a contar a parte em que a minha ideia inicial era fazer uma escapadinha europeia sozinha e TODA a gente reagiu como se eu estivesse a dizer que ia injetar malária. 

 

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26
Ago19

Dois dedos de conversa #110

Maria das Palavras

Agora que já contei esta história a toda a gente com quem me cruzei e portanto o Moço já me odeia, nada a fazer, conto-vos a vocês também.

Ele foi à cozinha e eu pedi-lhe, gritando da sala, que me trouxesse um gelado.

Moço (da cozinha) : Qual queres?
Maria (da sala): Não sei, o que há?

(abre o congelador)

Moço: Há Fizz e Cornetto de Pau. 
Maria: Há o quê?... 

 

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(não é que eu não tenha ouvido, mas o nome do segundo gelado, não me esclareceu, se é que me entendem)

 

Moço (convicto): Fizz e Cornetto de Pau.
Maria: O quê?!
Moço (agora a gritar): FIZZ E CORNETTO DE PAU!
Maria: Desculpa. Mas Fizz e quê?
Moço: Fizz e Corneto de pau! Está surda!

Vem irritado à porta da sala e:

Moço: FIZZ E CORNETTO DE PAU.
Maria: Fizz e...

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(som de ficha a cair)

Moço: Ah...Perna de Pau.

Mas isso é irrelevante, porque eu já nem precisava de comer gelado. Não depois de uma tal barrigada de riso.

 

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19
Ago19

Relato de um fim-de-semana entre amigos e filhos

Maria das Palavras

Eu e o Moço temos pouco amor ao descanso, portanto achámos que o programa ideal para o fim-de-semana era estar com quatro casais de amigos e respetiva criançada. A criançada (ainda) não se superioriza à população adulta, mas só em número, porque em decibéis e na escala de Richter, estão muito à frente.


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Queridos, chegámos!
Esses nossos amigos já lá estavam desde quinta, tendo aproveitado a ponte, enquanto nós só nos juntamos no serão de sexta-feira. Ou seja, eles já estavam há dois dias "na casa" a conviver uns com os outros, numa terra chamada Bandalhoeira (#truestory), naquele ponto em que já usavam frases como "Estou a ser eu próprio, Teresa" e "Gostaria de expulsar a X porque ela não está integrada no grupo".

 

Só percebemos o estado de exaustão de 8 adultos a lidarem com 4 crianças (mais uma no forno) quando dissemos que tínhamos levado connosco Bolas de Berlim e chocolates Merci e eles reagiram como quem precisa muito de açúcar para aguentar. 

 

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Os 40 chocolates ainda chegaram a durar 3 minutos. 

 

Ser a tia fixe é ótimo. 
Durante cerca de três minutos e meio. Não há nada que se compare aos sorrisos que arranco a estes meus sobrinhos de amizades e a ouvi-los chamar-me para brincar. Claro que o sentimento de orgulho acalma, quando começo a ouvir "Tenho xixi. Quero fazer xixi CONTIGO".

 

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Estou a brincar, claro, afinal as crianças são quase mais fáceis de aturar do que nós adultos, cujas luas já não se podem justificar com a idade. E somos um grupo heterogéneo, ainda por cima. Por exemplo: metade do grupo gosta de ouvir kizombas. A outra metade gosta de ouvir música. Não vou dizer em qual me insiro, para ser imparcial neste texto. 

 

Bolas na piscina? Guardo-as todas, Um dia construo um estádio. 
Na verdade o único assunto verdadeiramente fraccionante (eu contra todos, entenda-se) são os jogos de bola na piscina, que eu acho que deviam ser proibidos por lei, sobretudo quando há ananases-bóia que me permitiriam estar tranquila a apanhar sol na piscina se não fosse a necessidade que as pessoas têm de não estar quietas. Na piscina nada-se. No campo, na relva, no raio-que-o-parta joga-se à bola. Pelo menos devia ser assim, sobretudo ao pé de pessoas (eu! eu!) que sofrem do síndrome "vai à baliza" e temem levar com o esférico no nariz sempre que hà bolas meneantes por perto. Tentem lá descansar, enquanto imaginam isto. 


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Se faz sentido jogar com bola na piscina, quando estivermos noutro contexto em que estejam num campo de futebol, hei-de atirar-lhes baldes de água. Para confirmarem se sempre combina. 

 

Cuidado com a piscina!

Aprendizagens: o senhor que arrendou a casa repetiu MUITAS vezes para termos cuidado com as crianças e a piscina. Só no fim, ao ver o nível de esgotamento dos pais com os petizes, percebi que não tinha a ver com o perigo de a pequenada tropeçar, mas mais o perigo de algum pai atingir o limite e atirar a criança à água. 


É brincadeira, se é que preciso explicar (as pessoas na internet levam tudo muito a sério). Eles gostam tanto das crianças que depois de não fazerem uma única refeição sentados 100% do tempo, até as levaram para casa na mesma - eu também me voluntariei para trazer as que já não precisam de fralda, as outras podem esperar. 

Mesmo positivamente exaustos, o fim-de-semana esteve longe de ser suficiente para matar as saudades. Assim que passar o trauma, vamos pensar em marcar próximo. 

Lá para 2037. Ou quando o Sporting for campeão.

 

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15
Ago19

Guia de 4 Dias e picos na Áustria

Maria das Palavras

"O prometido é de vidro", já dizia o outro. Quem acompanhou no Instagram já sabe da minha escapadinha à Áustria, que em tempo útil foram 4 dias bem contados em 3 cidades. Com viagens, são 5 dias. Eu tinha vontade de ir a Viena desde que vi o filme da Princesa Sissi algures na infância e ganhei vontade de ir a Hallstatt desde que tenho esta televisão nova (uma história que também contei lá pelo Instagram).  

 

Viagem Maria das Palavras à Áustria: Viena, Salzburgo e Halstatt em 4 Dias


O Moço não podia tirar férias, este não era um destino de sonho dele, recrutei uma amiga (ela tem candidatura contínua para viagens) que também tinha a Áustria na checklist e partimos num Outonal fim de Julho. Quem diria. 


O nosso roteiro foi o que se segue: 

 

Roteiro de 4 Dias na Áustria - Maria das Palavras

 

Dia 1: Voo de Lisboa para Viena no Sábado de manhã. Chegada a Viena pela hora de almoço. Durante a tarde choveu a cântaros, comprámos um chapéu de chuva e fizemos turismo gastronómico. Fomos ao Palácio de Belvedere (por pouco não nos escapou porque achámos que estava fechado) e fomos engrupidas num concerto de Mozart sem condições (onde ficámos menos de 5 minutos) porque a Ópera - onde realmente queríamos ir - não opera (passo a expressão) em Julho e Agosto. Passámos a noite no Pertschy Palais Hotel que apesar de mais velhito do que aparenta nas fotos (e de não ter ar condicionado) está muito bem localizado e não trocaríamos. Fica mesmo no centro histórico, pelo que só de sair do metro em Stephenplatz, vemos logo a Igreja de São Pedro e as ruas lindas e limpas de Viena. 

 

Palácio de Belvedere - Maria das Palavras na Áustria

 

Dia 2: Já encantadas com Viena, rumámos de manhã à estação de comboios para ir para Salzburgo - AKA onde quem viu o filme Música no Coração se vai passar dos carretos. Para não variar apanhámos chuva. Quem nos manda ir no Inverno? (Ah, espera, era Julho...). A cidade é linda! A minha parte favorita foi a rua Getreidegasse, a rua das lojas, que é estreita com edifícios lindíssimos, mas só atravessar o rio, ver as praças, catedrais, fontes e estátuas, tudo para fazer a pé, vale a pena. Não fizemos nenhuma tour paga da Música no coração, mas deu para delirar com o cemitério da abadia de São Pedro, onde se escondem os Van Trapp, a fonte da Residentzplatz, os jardins de Mirabell e mesmo tirar uma selfie com o gnomo que entra no Do-re-mi. Dispensava ter ido ao forte. O funicular é caro e a pé é um esticão. A vista é bonita, mas a cidade cá de baixo é mais. Ficámos no Star Inn Hotel Premium Salzburg Gablerbräu, by Quality, que fica do mesmo lado do rio que a estação de comboio, também numa zona muito bonita e perto o suficiente de tudo. O alojamento aconselho, cuidado e bem localizado, o pequeno-almoço pago à parte, não. Vão antes comer um Bagel ao Coffee Press.

 

Salzburgo - Maria das Palavras na Áustria

 

Dia 3: Alugámos um carro e fomos passar o dia a Hallstat que é um verdadeiro postal. Que cidade mágica. Fizemos o caminho (pouco mais de uma hora) debaixo de chuva torrencial, mas quando chegamos o tempo deu-nos tréguas - é possível estacionar em parques pagos nos arredores (estacionámos no P1 e deu para fazer tudo a pé). É um daqueles sítios onde as imagens falam por si. Passeámos, mas não subimos de funicular às minas de sal, nem fizemos passeios de barco, já que o tempo nem deu opção. A cidade, que é património mundial da Unesco, tem um percurso pedonal a que chamam Upper Stairs que também permite ver um pouco de cima a perspetiva (mas completo, cansa muito, por isso subimos um pouco e voltámos a descer...ahahah). No regresso tivemos direito a sol para apreciar o percurso que também vale a pena. 

 

Maria das Palavras em Hallstatt, Áustria

 

Dia 4: Regressámos a Viena durante a manhã para explorar o que ainda não tínhamos visto. Como o Hofburg (apesar de termos estado tão perto). Foi a tarde das surpresas. Primeiro, ao passar pelo jardim Burgarten vimos um borboletário e, por impulso, entrámos. Adorei a experiência, eram imensas borboletas enormes (para os meus padrõezinhos) e até valeu a pena suar em bica para estar lá um bocadinho. Depois cometemos a loucura de ir andar até Hundertwasser, as casas coloridas que achei que fossem mais memoráveis e daí para a roda gigante de Viena (faz-se, mas era escusado). Ao chegar à roda gigante, dizem que a mais antiga da Europa, é que percebi que era todo um parque de diversões - o Prater, fundado em 1766! Qualquer coisa entre a Disney e a feira de Maio de Leiria. Não se paga para entrar no parque, só por cada diversão (5€) e foi aí que dei mais graças por ir com a minha amiga em vez do Moço, porque ela alinhou em andar no brinquedinho mais alto, que nos dá uma panorâmica fantástica da cidade (toma lá, miradouro) e nos atira para o chão a 180km/h! AHAH. Deixei os orgãos vitais lá em cima.

 

Viena, segundo dia - Maria das Palavras

 

Dia 5: Esqueci-me de dizer que nesse noite em Viena ficámos no Hotel Mailberger Hof e lembrei-me agora ao descrever a manhã do dia 5 porque foi o melhor pequeno almoço da viagem, num jardim dentro do hotel, com louça digna da Bela e o Monstro, e muitas opções. Também é sobejamente perto do centro, a pender para o lado da Ópera. O voo de regresso a Portugal era por volta da hora de almoço, mas ainda conseguimos picar o ponto mais famoso: o Palácio de Schönbrunn (santinho!) onde morou a princesa Sissi. Tão pequenino que inclui um Zoo no "quintal". Visitámos os jardins gratuitos e subimos ao Gloriette para a melhor vista do palácio, com Viena ao fundo. Dá para passar um dia inteiro, só a passear por lá, sobretudo se perderem o amor ao dinheiro e quiserem ir dentro do palácio e às áreas reservadas do jardim. 

 

Schönbrunn Palace - Maria das Palavras na Áustria, Viena

 

O que gostei mais? Em Viena, o palácio de Belvedere (visto dos dois lados) e o parque de diversões. Em Salzburg, simplesmente passear pelas ruas. Em Hallstat, que exista no mundo - estivemos um bocadinho num parque que o Google chama de Small Island, um bocadinho para lá de toda a comoção de turistas e vale a pena.  

 

E a comida? Alguém pode passar o sal aos austríacos? O especialidade deles é um panado e isso já diz muito. Foi por isso que fizemos para aí metade das refeições em italianos. Mas lá provámos as especialidades.

  • Provámos o Schintzel onde é suposto (no Figlmüller, Viena - notem que há dois, um para quem tem reserva e o segundo para quem não tem) e é um panado gigante bom, mas não passa de facto de um panado. As batatas com molho a acompanhar que apareciam na maior parte das fotos eram boas, mas se estivessem quentes não se perdia nada.
  • A famosa Sachertorte também provámos na origem (café Sacher, junto à Ópera), mas para comer bolo de chocolate com doce de alperce podíamos ter provado em qualquer lado. Nheca. 
  • Em Salzburgo fomos ao famoso Sternbrau e em Hallstatt comemos noutro restaurante tradicional. Em ambos provámos pratos típicos, cheias de saudades de comida tuga bem temperada e acompanhamentos tragáveis. A mostarda salvou tudo. 
  • Uma palavra para vocês: Käsekrainer! A melhor salsicha que comi na vida e isso sim vale a pena. Mete queijo, é estaladiça (quase prima do chouriço) e está tudo dito. É comida de rua, em Viena, e prometo que vão repetir (e querer trazer para casa). A primeira (e melhor) comemos no Wiener Würstl, junto à saída da estação de metro da Stephenplatz, bem no centro.
  • Também comemos Pretzels de rua em Salzburgo, mas...eeehhh. Venha antes a Bola de Berlim da Aipal.

 

O que provamos na Áustria - Maria das Palavras

 

Outras dicas:

- Do aeroporto para a cidade de Viena e vice-versa não vale a pena pagarem para andar no CAT (o serviço expresso). Por mais uma mão cheia de minutos vão no S7 (comboio da OBB) para Wien Mitte e daí de metro ou a pé para onde quiserem. Fica 2,40€ se não me engano + o bilhete de metro, se usarem, que são 1,80€. Já o CAT são 12€ e também vai até ao mesmo ponto.

- Entre cidades, usem o FlixBus sem medo. É uma espécie de bilhete low cost para comboio, que até usa as operadoras usuais onde o bilhete é mais caro (ou seja, vão no mesmo comboio onde poderiam pagar o dobro). Compram online e é só mostrar o bilhete no ecrã do telemóvel ao motorista. Mas melhor ainda, é não fazerem como nós e comprarem os bilhetes com antecedência que fica muito mais barato e aí até podem ir à OBB diretamente (que é tipo a CP, mas vermelha).

- Também pela restrição de tempo, mas porque não fazíamos questão, não entrámos em nenhum palácio e não sentimos falta. Talvez porque assim não sabemos o que perdemos, mas na verdade assim também não nos limitámos às horas de visita - fecham cedo, por isso se fazem questão consultem os horários.

 

 

Et voilá. Espero que daqui retirem alguma coisa de útil, vejam mais fotos no Instagram (há destaque do Stories com o nome Áustria) e se visitarem o país, partilhem comigo!

 

 

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22
Jul19

Passatempo | Livro: O Clube das 5 da Manhã

Maria das Palavras

Passatempo - Ganha um Livro O Clube das 5 da Manhã | Blog Maria das Palavras



Há algumas semanas falei-vos das 7 lições que aprendi a ler (na verdade, a ouvir) um dos livros mais famosos em todo o mundo: O Monge que Vendeu o Seu Ferrari, de Robin Sharma. Queria muito não ter gostado dele, porque é um dito livro de auto-ajuda e precisar de ajuda parece uma coisa feia, mas é só uma coisa corriqueira.

Tive muito feedback positivo. De pessoas que gostaram das aprendizagens que partilhei, de pessoas que ficaram com vontade de ler o livro (algumas sei que já compraram e tudo) e de pessoas que já tinham lido e também reforçaram a importância da mensagem do livro.

É por isso que, em parceria com a Bertrand, tenho um exemplar d'O Clube das 5 da Manhã, o novo livro do mesmo autor, para vos oferecer. O passatempo está a decorrer desde ontem no Instagram @mariadaspalavras e podem participar até 31 de Julho.

Participar

 

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07
Jul19

Cruzeiro no Douro VS Comboio Histórico

Maria das Palavras

Cruzeiro no douro vs Comboio Histórico no Douro - Qual o melhor? Opinião Maria das Palavras

 

Quem está atento ao Instagram sabe o que andámos a fazer este fim-de-semana. Concentrámos as duas semanas de férias que não podíamos ter (e que chegaram a estar marcadas para esta altura) em dois dias. Escolhemos passá-los a fazer algo de que já falávamos há muito: o cruzeiro do Douro. decidimos complementar com o passeio no comboio histórico da CP e uma estadia num hotel da região que catrapiscámos há muito (próximo post). 


O Douro não nos é estranho. Já tínhamos visitado Lamego, Régua, Pinhão e muitas vezes o Vale do Tua. Mas foi sem dúvida uma perspetiva diferente. Vou contar-vos aquilo que foi a nossa experiência e portanto aliem a esta opinião o fator de subjetividade e o contexto próprio e irrepetível do soalheiro fim-de-semana de 6 e 7 de Julho de 2019. 


Cruzeiro ou Comboio? Qual foi o nosso favorito?

 

Cruzeiro no Douro - Maria das Palavras

 


O CRUZEIRO

Fizemos a subida do Douro do Cais de Gaia à Régua (há outros percursos) com a Barcadouro. Tem um valor de 82€ por adulto, incluindo refeições e o regresso num comboio da CP até São Bento. 

 

Prós: O percurso é bonito logo desde a despedida ao Porto e entrar nas barragens para fazer o desnível é toda uma experiência. Porto-Régua é até o troço mais urbanizado e ainda assim, vale a pena pela beleza da paisagem. As refeições a bordo (pequeno-almoço e almoço) dão logo um ar de "cruzeiro a sério" à coisa. Está tudo muito bem organizado, excepto...

 

Contras: Ai que é muita gente! Muita gente. Quando estamos todos sentados a comer ainda vá que não vá (embora continue a achar as mesas demasiado pequenas tendo em conta que tínhamos ao lado um casal desconhecido). Mas quando toca a hora de ir ver a paisagem... Jesus. Não há espaço nem bancos suficientes para tanta gente, de forma cómoda. 

 

Dicas: Se são de cá e podem fazê-lo, tentem outra época menos concorrida. Ou: façam a descida em vez da subida. Disse-me lá quem o tinha feito que é incomparavelmente mais tranquilo. Levem casaco para os momentos de frio e chapéu (que se agarre bem à cabeça) e protetor para o sol. Se querem fotos com o barco mais vazio, esperem pelo momento em que as pessoas são chamadas para as refeições, ou esgueirem-se durante as mesmas. 

 

Comboio Histórico do Douro - Maria das Palavras

 

COMBOIO

O comboio parte aos Sábados, até 26 de Outubro (este Verão), às 15h23 da Régua, parando nas estações do Pinhão e do Tua - depois volta para trás. Custa 42,5€ por pessoa.

 

Prós: Tem lugares limitados a um ponto aceitável, fazendo com que não haja gente a mais de forma a estragar a experiência. Tem um encanto muito próprio, complementado com o grupo de cantares, a oferta de vinho do Porto e de rebuçados da Régua. Passa por zonas lindas, imperdíveis do nosso país.

 

Contras: Pó e fumo com fartura (pelo menos nas carruagens que ficam perto da locomotiva (que são a primeira e a última, à vez). Mas faz parte da experiência!

 

Dicas: Se tiverem oportunidade de escolher, marquem lugar na janela do lado do rio. De qualquer forma, terão oportunidade de ir andando pelo comboio e mesmo tirar fotos nas plataformas entre carruagens. E, muito importante (!): se fizerem o comboio vindos do cruzeiro, reparem que a hora de chegada de um e partida de outro pode ser muito colada e terão de ir a pé do cais até à estação. Não é logo ao pé, ainda são uns minutos a subir. Não se distraiam! Já muita gente perdeu o comboio por causa dessa ligação perigosa e depois pagou para ir de taxi até ao Tua!

 

O VENCEDOR

Para mim, foi claramente o Comboio Histórico! Talvez pela restantes condicionantes (que acima expliquei como evitar). O preço não conta para a comparação porque no cruzeiro servem almoço e a distância é maior. 

O cruzeiro é bonito, mas o comboio é mágico. Mesmo com 50% de estrangeiros, respira Portugal. As carruagens de madeira e as de janelas verdes, o apito à chegada e à partida, parar para pôr água na locomotiva. 

Recomendo. Se voltasse atrás, voltaria a experimentar os dois (e acho que quem tenha oportunidade, deve fazê-lo), mas o comboio é o que mais recomendarei no futuro.


Se tiverem questões, a caixa de comentários é vossa. E podem ver mais fotos e mesmo episódios da viagem no Instagram @mariadaspalavras.

 

 
 
 
 
 
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02
Jul19

Descobertas do Mês | Junho 2019

Maria das Palavras

Em Maio não houve descobertas do mês essencialmente porque...eu é que mando. Em boa verdade não senti que tivesse algo de relevante a partilhar e o meu paizinho ensinou-me que se não temos nada a acrescentar, ficamos calados a ouvir. Já em Junho, talvez por me ter apercebido das poucas experiências novas que tive no mês anterior, podia ter 30 descobertas de valor nesta lista. Fiz o meu melhor para as reduzir a sete, mas valem mesmo a pena!

1. Local: Pateira de Espinhel

Pateira de Espinhel, Maria das Palavras


Mesmo com eventos marcados em cada fim-de-semana nos lugares do costume esforcei-me para pôr no mapa do caminho de todos eles a descoberta de algum sítio novo. Assim conhecemos a Pia do Urso, ou a Praia Fluvial de Burgães. Mas o meu sítio favorito, foi mesmo a Pateira de Espinhel, em Águeda. Um parque lindo, inpirador, bem equipado. Tanto este como os outros que menciono, mereceram destaque no Instagram. Vão espiolhar por lá.

2. Brunch: Fauna e Flora

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765 anos depois de toda a gente, foi conhecer um dos "novos" emblemáticos espaços de refeições saudáveis em Lisboa. O Fauna e Flora correspondeu e superou todas as expectativas que levava. Rebolámos dali para fora satisfeitos e a desejar que também abra um Fauna e Flora no Porto.


3. Série: When They See Us, Netflix

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Pensei que ia recomendar Chernobyl (HBO), porque de facto foi uma série que comecei a ver sem vontade e à qual me rendi completamente. Mas mais para o final do mês assisti a When They See Us (Netflix) e fiquei ainda mais impressionada. Desde o argumento real e brutal, ao desempenho fabuloso dos atores, à necessidade de partulhar a mensagem da série, tem de ser a minha recomendação. Para mais, espero que esteja para ficar esta tendência das mini-séries documentais, tão bem realizadas e produzidas.

4. Restaurante: Chão do Prado, Loures

Quando vou a Lisboa, fico muitas vezes na zona acima da Expo e é daí para norte que tento marcar quando almoçamos com amigos ou família por lá. Mas nenhum restaurante da zona me tinha apaixonado como o que visitei este mês. Chama-se Chão do Prado, fica em Bucelas (a terra tem nome de doença, mas ultrapassem isso, que a envolvência também é bonita) e come-se bem, mas bem. Desde as entradas, com croquetes de touro e chamuças de pato, às imperdíveis fatiotas de coelho ou frango (o melhor coelho que já provei) até à mousse de chocolate mais leve da minha vida...vão. Vão. Vão! Pagámos 20€ por adulto, lembrando que não bebemos álcool, mas com entradas e sobremesas.

5. Experiência: Casa da Viúva, em Quintadona

 

Casa da Viuva - Quintadona | Maria das Palavras

 

Tive de criar a categoria da experiência para falar de outro restaurante. Mas na verdade, não é um restaurante, segundo logo nos informaram à chegada: é um Winebar. Deixámos que escolhessem o menu de petiscos por nós (podíamos recusar algo que não quiséssemos) e o Moço salvou a honra do convento alinhando no vinho tinto à refeição e do Porto para acompanhar o melhor pão de lá da nossa vida. Foi uma sucessão de petiscos bem portugueses, às vezes reinventados, tão bem confecionados e em quantidade tal que tivemos de recusar os secretos de porco preto. Alem disso o cenário da refeição é lindo. O Winebar Casa da Viúva está perfeitamente integrado na aldeia de Xisto de Quintadona (Penafiel, Porto) e tirei só 1000 fotografias ao espaço (Instagram, gente, todas estas descobertas estão mais do que documentadas por lá). O pessoal também é super simpático, além de me fazer lembrar o meu pai, porque obrigam as pessoas a provar de tudo e a comer de tudo. Não me arrependi, mas saí sem saber de que terra era, de tão cheia.

6. App: Crazy Taxi



Ainda estou de mal com quem sabia que existia o jogo para smartphone e não me disse. Quem sabe do que falo (Are ya ready!?), pode fazer download gratuito do jogo na Play Store (também há para iCenas) e conferir como é exatamente igual ao que jogou nos idos tempos dos jogos para PC que vinham nos cereais (eu tinha um demo). E a jogabilidade no telemóvel é fantástica. A premissa é levar passageiros ao seu destino no menor tempo possível. Experimentem.

7. Futilidade: Macacão da ASOS

 

 
 
 
 
 
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A Asos é o meu site favorito para ir buscar vestidos para casamentos, com a garantia que pagarei pouco (há peças para todos os preços) por uma peça original, com o meu estilo e com muito pouca probabilidade de ir vestida de igual a alguém. Além de que chega muito rápido às nossas mãos! Para o casamento de Junho, foi esta a minha escolha. Um macacão às riscas, bonito, prático e que poderei usar em tantas ocasiões quanto queira (enfio-lhe uns ténis e dá para ir passear em qualquer Domigo).

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