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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

10
Dez19

Dois dedos de conversa #112

Maria das Palavras

Fartei-me de chagar o Moço porque queria um calendário do advento - daqueles bons com prendas à séria diferentes todos os dias, não simplesmente com chocolates. afinal ele deu-me um no ano passado...

 

Maria: É que faz-me acordar feliz! Nem faço ronha de manhã na cama, porque sei que se me levantar logo vou abrir uma prenda. Começo logo o dia com uma coisinha boa. 

Moço: Já pensaste que se calhar este ano é a minha vez de receber um calendário do advento?

Maria: Oh, tu não precisas. Já acordas todos os dias com uma coisinha boa. 

 

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06
Dez19

Desafio de escrita dos pássaros #13 - Reescreve o Final dum Filme

Maria das Palavras

Desafio dos Pássaros #13 - Maria das Palavras reescreve o final da Bela e o Monstro


O filme é de animação 
E se não conhecem, deviam!
Sobre uma leitora de bom coração
E um monstro que todos temiam.

A Bela conheceu a fera
Ao tentar salvar o próprio pai
No castelo, o monstro rugiu
“Tu entras, ele sai.”


E ela ficou prisioneira
A falar com uma caneca,
Disposta a ficar a vida inteira
Já que ele tinha uma farta biblioteca.


A comida que por lá havia
Estava toda fora de validade
Daí que ela falasse com a mobília!
Ufa, não era senilidade.

Eventualmente, ele apaixonou-se por ela
Mas ela ganhou-lhe alergia
Homens que não prestam, não mudam.
Isso ela bem sabia!

Há muito tempo uma feiticeira
Transformou-o por ter mau coração
Mas afinal aquele pêlo todo 
Era só mesmo falta de depilação…


Assim que ele ficou normal
E veio a população para o prender
A Bela disse “Levem-no, bestial!
Eu fico que ainda tenho o que ler.”


Também não casou com o Gastão
Outro que não vale o ar que respira
Conheceu antes um moço no Tinder
Que além de a amar, lava e aspira.


Quanto ao modo de subsistência
Estava mesmo debaixo do seu nariz
À medida que ia despachando livros
Ia vendendo no OLX!


E o pai continuou na aldeia
A trabalhar na sua invenção.
Acabou por casar com a leiteira
Que ordenhava com perfeição.


Não há final melhor que este
Nem tão pouco o original.
É que a vida deles teve altos e baixos,
Como qualquer vida normal.



Tema da semana: Reescreve o final dum filme.
Acompanha todos os posts deste desafio aqui
Segue o desafio de escrita dos Pássaros na página do facebook

[Disclaimer: eu não participo normalmente no Desafio de Escrita dos Pássaros, mas fui membro-fundador da comunidade destes sem-gaiola adoráveis e foi com prazer que embarquei neste 13º texto da iniciativa. Aqui vai.]

 

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04
Dez19

Jill Mansell, temos de ter uma conversa.

Maria das Palavras

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Olá Jill, tudo bem?

Espero que andes a trabalhar no teu português, que eu cá vou escrever na minha língua mãe. Em primeiro lugar e para que não feches já a página, gostei deste teu livro, ok? Apeteceu-me um romance de verão no outono - e posso, porque o outono é quando o Homem quiser. Ou seria outra coisa? Enfim...

Gostei muito que se trate de um livro de amor que fala sobre tipos diferentes desse nobre sentimento e desprovido de preconceitos, reconhecendo que ainda os há. Para mim, a relação principal é até a da Clem com a sua "irmã", coisa que bastante me enternece. 

A trama principal, sim senhora. Outras personagens e tramas secundárias, sim senhora. Proporção de homens jeitosos, sim senhora.

Mas - sem querer dar spoiler - tiveste ali uma travadinha com aquele fim da menina que trabalha nos CTT, certo? Eu entendo que quisesses surpreender, mas era mesmo preciso aquilo?
Ainda por cima havia não-sei-quem que conhecia não-sei-quem na mesma situação? Pode lá ser que seja assim tão frequente? É que não estamos propriamente a falar de casamentos de derrotas do Sporting... 
Quem já leu e sabe do que estou a falar, que me apoie. Era evitado, não era? Quem não leu, pois bem que leia e me venha contar o que achou disso.


Aviso-a já que vou emprestar o livro à minha amiga Magda, que é sua fã e leitora expert. Faço questão que ela leia e me diga se sou eu que estou a exagerar. 


De resto, obrigada e continue a publicar, que eu cá estarei para ler (este foi o meu primeiro), mas se faz favor sem cenas daquelas. 

 

Da sua, 

Maria das Palavras

 

Mais informação sobre o livro.

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01
Dez19

Uma massagem de corpo e alma. E uma blogger de queixo caído.

Maria das Palavras

Clinica Hebe - Barras Access e Massagem Bioenergética


Expectativa


Eu costumo brincar que o meu lema é "de borla até injeções na testa", mas é mentira. Portanto quando a Sara me convidou para uma experiência inovadora que metia uma coisa que tem barras no nome eu comecei logo a imaginar que ia levar com arames no lombo, ia ser uma coisa dolorosa e eu que sou um pesseguinho ia logo ficar toda marcada.

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Mas ela também disse uma palavra mágica: Massagem! E eu fiquei de antenas no ar, pronta para ouvir (e se fosse preciso, levar no lombo primeiro para ser massajada depois). 

O que ela me convidou para fazer foi uma sessão de Barras Access seguida de uma Massagem Bioenergética. Fui ler melhor sobre isso das barras para saber se era preciso levar pomada para os hematomas e fiquei logo mais descansada. São toques, senhores, são toques. Ela propunha-se a tocar-me na cabeça e desbloquear-me medos e ansiedades. 

Pfff...Com toques na cabeça? Estão a rir-se comigo certo? 
Vai-me fazer cócegas no cabelo e eu vou relaxar e resolver problemas da minha vida. 'Tá bem, abelha.

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Só que outra coisa que eu costumo dizer é que acredito naquilo que possa apalpar e toque é uma forma de apalpão tímido. Portanto fui. E...


Realidade

Saí de lá tolinha. Mas eu conto tudo. 

O sítio é a Clínica Hebe, onde oferecem vários serviços e um deles é esta combinação que promete tratar de corpo e mente. A primeira boa energia que senti foi logo a da Sara, que é uma fixe e me explicou tudinho. A Sara é psicóloga e faz sessões de Barras Access no Porto, além de as fazer na clínica.

A segunda boa energia foram os roupões mantas e a MARQUESA AQUECIDA, minha gente - nunca mais vou a sítio nenhum fazer massagens que não tenha marquesa aquecida. O sítio também é de uma elegância e tranquilidade que só visto. Quase pagava só para poder ir para ali ficar em paz, deitadinha de roupão numa marquesa aquecida. E é em Gaia, para as meninas que se queixam que as blogueiras só recomendam coisas para Lisboa. 

 

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Quando ela me começou a tocar na cabeça pareciam de facto só umas festinhas preguiçosas no cabelo. Confortável como estava fiquei completamente relaxada, mas sabem como é quando fazem massagens, certo? O corpo vai relaxando, mas a cabeça está a pensar em tudo (deixei o fogão ligado? será que já passou muito tempo? o que é que tenho de fazer a seguir? será que já passou muito tempo?). Além disso eu NUNCA adormeço em situações com estranhos. Foram muitos anos a andar de Expresso com jovenzinhas a deixar cair a cabeça, a dormir, em cima de velhotes gulosos. Mas fiquei de facto num estado de relaxamento tal que estava mesmo a adormecer. Naquele ponto de semi-consciência em que já estou a imaginar situações parvas que descambam em sonhos non-sense. Estava relaxada para lá de Bagdade!

Se havia barras para me dar com elas não as vi. Só senti as mãos dela e às vezes uns piquinhos que ela jura que são energia a passar. 
O que sei é que esta seria a parte de desbloquear a mente e senti um efeito no meu corpo. O que é assustador e fascinante. 

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Depois passei à segunda parte da sessão com a Susana e NUNCA tinha feito uma massagem tão relaxada. Nem onde me perguntassem como me tinha sentido ao longo da semana para escolherem os aromas dos óleos em função disso. A questão é que depois da sessão de barras estava completamente descontraída, ao ponto de não me preocupar se teria cotão no umbigo (que convenhamos, é sempre uma preocupação em massagens).


A massagem foi o encontro perfeito entre suavidade e força - o que é raríssimo encontrar. Ou bem que te desatam os nós e te deixam feita num bife picado ou bem que te fazem festinhas e no fim não há efeito no corpo. Esta foi efetivamente uma massagem boa e equilibrada - e olhem que eu já levo um bocado de experiência em massagens.

O que sei é que esta seria a parte de desbloquear o corpo e senti um efeito na minha mente. O que é assustador e fascinante. 

 

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No final das sessões as duas terapeutas (acho que posso dizer assim), dão uma leitura do que sentiram no contacto com as nossas energias e o nosso corpo. E mais uma fez fiquei assustada e fascinada. Nada do que disseram era óbvio para quem me conhecesse ou sequer para mim. E ainda assim, tudo fez sentido. Tudo me fez dizer Ah, se calhar é isto. e relacionava-se perfeitamente com os últimos anos da minha vida. Juro que até fiquei parva e comovida - pode ter sido em parte a TPM - e com vontade de fazer mais sessões para continuar a trabalhar para desbloquear essas emoções encravadas que não quero. 

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Só não sei se sou uma pessoa espiritual como ambas juraram, mas tenho a certeza que a experiência que me proporcionaram trouxe algo de novo para os meus dias, mais do que qualquer massagem comum. Que ficou aqui, que me fez refletir e que me deu energia, num sentido mais lato do que outras técnicas de puro relaxamento do corpo. 

Com honestidade, que não me pagaram o suficiente para mentir!

 

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(não me pagaram gente, calma, só me ofereceram a sessão, como muitas outras no blog antes desta e vão lá ler as outras para ver se falei assim).

 

Também querem?

A sessão de Barras Access podem fazer com a Sara no Porto ou em Gaia. Mais informações aqui

A experiência completa podem fazer na Clínica Hebe, com a Sara e a Susana em Gaia (a Susana também faz as Barras). Mais informações aqui. 

Até ao final do ano estão com uma promoção para esta sessão conjunta e eu aconselho que experimentem e quero muito que me digam também o que acharam, para validarem os sentimentos que me ficaram depois desta experiência única. Estou tentada a oferecer uma sessão ao Moço para ver se ele deixa de gozar comigo, por causa do efeito que esta sessão teve em mim e se sente na pele o que eu senti, de bom e de revelador.
Acho uma excelente maneira de começar o ano e é totalmente condizente com o tipo de serenidade e consciência que tenho tentado trazer para os meus dias com ações como o Diário da Gratidão. A Sara disse-me que eu tinha o ponto do auto-conhecimento ativo e eu bem sei porquê. 


Sessão barras Access mais Clinica Hebe

Link para a promo.

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24
Nov19

MDV #8 - O Moço pôs aparelho

Maria das Palavras

Algo bastante normal para a maioria da população, mas ele está abismado com esse mundo novo como se tivesse avistado um OVNI. É ouvir, na nova mensagem de voz. Também se fala de castanhas assadas e eu tenho oportunidade de dizer em voz alta e para a posteridade o disparate: "odeio mendigos". Temos todos momentos elegantes, não é? Só que alguns não escolhem gravá-los e publicá-los. Eu prefiro ficarar (em)baraçada (quem ouvir o podcast saberá) do que perder uns minutos a editar o áudio.

 

Aí está, da vida real para vocês. 
Ouçam no Spotify, no Castbox, ou simplesmente. botem play aqui em baixo. 
Subscrevam, sim? E respondam às perguntas que fizemos nos comentários abaixo, no Castbox ou no Instagram. 


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22
Nov19

Fiquem em casa à beira da lareira e ponham a mensagem de voz a tocar

Maria das Palavras

Fala-se de pessoas da terrinha (as nossas), do sonho de infância do Moço - e quando o perdeu -, do sítio onde cheira a batatas cozidas e do terceiro dia dos Açores onde descobri que gostava de combinações improváveis...

 

Ouçam no Spotify aqui, no Castbox aqui ou carreguem no player abaixo para ouvir diretamente nesta página. 

E subscrevam para eu gostar de vocês. Ou deixem-me comentários! Recebi os primeiros no Castbox na semana passada e fiquei derretida. 

 

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20
Nov19

À espera de 2020?

Maria das Palavras

Passa 2019? - Maria das Palavras Blog


Dizem que os ciclos se repetem. Olhei para trás e reli o que tinha escrito aqui em 2014, perto da passagem de ano, quando fazia dez anos que o meu ano não passava.  

Há um ano, mesmo sem acreditar que há o tal coador de um ano para o outro, com a contagem decrescente, que deixa para trás o que está mal e nos deixa recomeçar só com o que há de melhor a passar no filtro do ano novo, marquei o início de Janeiro para ser melhor a partir daí. Comecei o tal Diário da Gratidão, fiz uma agenda de objetivos bem pensados e distribuídos por semana, concretizáveis, nada de “ter um pónei”, mais “arrumar a gaveta da papelada”.


A intenção foi ótima, a execução exímia. Por cerca de 3 semanas.

Foi mais para o meio do ano, depois de ler (ouvir) O Monge que Vendeu o Seu Ferrari que as coisas a que me propus fizeram sentido. Continuo a ter a gaveta da papelada por arrumar. Mas tenho uma atitude completamente nova perante cada dia.

O diário de gratidão não continuou a ser escrito, mas a atitude de gratidão reforçou-se. Nunca cheguei a ganhar o hábito de meditar, mas sinto que a génese da ideia faz parte de mim.  Respirar, dar importância ao que tem importância, viver o presente, escolher como reagir perante o que não posso controlar. Também falei disso nesta entrevista.


Falta mais de um mês para a viragem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro e já ouvi várias pessoas (influencers com milhões na sua audiência também) com a conversa do “Acaba logo 2019!”, “Chega logo, 2020!”.

Porquê? Para quê?
Pode ser hoje que muda tudo. Amanhã também começam 365 dias fresquinhos (na verdade 366, que será ano bisexto) que vão de 21 de Novembro 2019 a 21 de Novembro de 2020.
No próximo minuto aliás, começa um novo intervalo de tempo.

Que tal começarmos hoje? Sem calendário ditador que nos diga quando é que a nossa vida tem de fazer um upgrade.

Que tal começarmos agora?

 

#viveaviagem

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18
Nov19

Dei uma entrevista à Cristina

Maria das Palavras

Está bem, foi ao Pedro, para o Sapo Blogs, mas é quase a mesma coisa, só que ele grita menos e não faz publicidade a anti-rugas nas horas vagas (ainda). Leiam - sobretudo ouçam - aqui. Vale a pena conhecerem a nova escala de leitura, bem superior à de Richter para os terramotos, e ouvirem-me a levar uma descasca das antigas por já não escrever o Diário da Gratidão. 

 

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17
Nov19

Make Blogs Great Again II

Maria das Palavras

Depois da ode aos blogs em geral, este post é uma ode aos blogs que se juntaram ao movimento nos comentários do Instagram - a plataforma para onde muitos de nós parecem ter migrado, quais andorinhas. Em jeito, de "a primavera regressa sempre", aqui fica um punhado de blogs a visitar. Convido-vos a entrar pelo menos num (para não ser exigente e dizer todos) ao acaso, dentro dos que não conhecem ainda, e deixarem um comentário de incentivo, num texto com que se identifiquem.

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