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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

20
Set18

Você (não) decide

Maria das Palavras

Quem já viu aqueles magníficos vídeos de Youtubers em que durante um dia, os seguidores votam no Instagram para decidir o seu dia? Entusiasmante, certo?! Não. 

 

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Há uns tempos li uma sugestão que me pareceu bastante pertinente acerca de amenizar birras infantis. Dar escolha à criança, condicionando essa escolha. Por exemplo, querem que a cria se sente na cadeira "da papa". A escolha parece ser sentar ou não sentar e a criança 98% das vezes não se quer sentar. A partir do momento que ela compreende, pode apresentar-se outro tipo de opção: queres sentar-te com a tua boneca na mão ou preferes o carrinho? E queres o arroz com o garfo ou a colher? A criança entretém-se a pensar na decisão que lhe cabe e nem repara (tem dias!) que não se sentar ou não comer o arroz não é uma escolha. 

 

Sinto que sou a criança na cadeira da papa sempre que me deparo com esses vídeos ou sondagens de "controla o meu dia" (que, atenção, só vejo, se quiser, porque de facto sigo as Youtubers com gosto). Visto este vestido que gosto muito ou aquele vestido que gosto muito? Corto o cabelo ou não corto o cabelo? (o que significa fico igual, ou fico igual com menos um centímetro de pontas?)

Claro que não têm de nos dar o poder de lhes pintar o cabelo de roxo ou tatuar "amor de mãe" na virilha, mas caramba, gostava por uma vez de escolher realmente, se a proposta é decidirmos qualquer coisa. Em vez papas de aveia ou crepioca para o pequeno-almoço, iam ver se não acabam a comer francesinha às 8h para abrir a pestana (#tudonapaz).

 

E daí talvez seja só a minha veia controladora a querer atingir novos limites. Ignorem-me, sim?

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18
Set18

Um Update à Carta de Amor

Maria das Palavras

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Meu Moço,

 

Já foi há mais de cinco anos que te adicionei e a partir daí nunca mais deixámos de fazer likes um ao outro. Há mais de cinco anos que as minhas melhores fotos têm a tua tag. Há mais de cinco anos que és o meu destinatário de emails favorito.

 

Contigo cresci: dupliquei o número de seguidores quando os teus amigos se tornaram meus e o grupo da família no Whatsapp são afinal dois. Contigo aprendi a experimentar coisas novas: passei a colocar fotos de dois pratos no Instagram. Contigo vivi: os melhores pontos do meu Google Maps, piquei-os contigo e fizemos thumbs up a centenas de lugares novos, mesmo quando discordamos nas reviews. Contigo aventurei-me: lembras-te quando ignorámos o radar do Waze? Contigo partilhei: tantas receitas da #comidafit.


Não imagino outro como meu parceiro da conta de Netflix, ou que me deixasse ter uma lista no seu Spotify. Quero subscrever o Amazon Prime contigo. Quero ter bitcoins tuas. Faz-me uma menção.

Serás sempre o Favorito dos meus contactos do smartphone. Eu estou pronta para nunca deixar de ser a tua.


Instagramo-te muito. Mais a cada dia que passa no Google Calendar.

 

Likes sentidos da tua, 

Maria das Palavras

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17
Set18

O relato de um Sábado e a ponta do Icebergue

Maria das Palavras

Manhã na Cama - Imagem Unsplash | Maria das Palavras

 

A semana foi dura e pela primeira vez em muito tempo dei por mim a fazer uma coisa que odeio: rezar (figurativamente) pelo fim-de-semana. Tento sempre convencer-me que devo esperar coisas boas no próprio dia, seja ele qual for e o trabalho também deve ser uma fonte de alegrias. Normalmente resulta. Na semana passada, cá por coisas que tinham mesmo de ser, não resultou e foi stress a mais e sono a menos. 


Em sequência, o Sábado foi então absolutamente anormal: apesar de ter acordado às 9h passei horas e horas na cama. Tinha vários planos que envolviam sair de casa: ver como estava a praia, tomar o pequeno-almoço fora, fazer umas compras, talvez ir ao cabeleireiro. Mas entre a preguiça e as tarefas que tinha para fazer em casa, deixei-me ficar. 

Logo de manhã partilhei uma foto no Instagram onde lia na cama, com uma caneca do meu leite-com-café. De facto foi uma manhã de leitura entre os lençóis, pequeno-almoço tomado na cama, luz a entrar pela janela, quase poético. Durante o dia acabei um livro, acabei uma série e espreguicei-me muito, coisa que estava a dever a mim própria. Só me levantei oficialmente às 15h. 


No entanto, isso não traduz exatamente a manhã ou o dia. Queria mesmo era estar com o Moço, que tinha de trabalhar. A máquina de café está avariada. Demorei toda a manhã para ler as 30 páginas finais do livro porque fui constantemente interrompida com questões de trabalho. Continuei na cama, mesmo quando quis ver um episódio de uma série, porque o sofá que descascou todo está a ser forrado de novo (incha carteira). E foi de lá que trabalhei à tarde também de portátil no colo. Pelo meio não deixei de fazer todas as tarefas que tinha a fazer em casa, tão excitantes, como lavar, estender e arrumar roupa. 

 

O balanço foi um dia bom, claro. Mas aquela primeira foto que publiquei traduzia tão pouco. Serve de lembrete para como realmente tudo o que vemos nas redes sociais é uma ponta do icebergue da vida ou dos dias de cada um. Não faz mal que assim seja, não devemos explicações a ninguém. Mas devemos a nós mesmos essa lembrança quando olhamos para o quintal do vizinho.

 

 

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15
Set18

A série mais tola do mundo (wait for it)

Maria das Palavras

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Comecei a ver quase sem querer. Creio que num serão em que tinha muito para fazer, mas uma dor-de-cabeça que abolia qualquer chance de ser produtiva. Estava na lista de recomendações do Netflix por causa de outra série tola qualquer que eu também tivesse visto e lembrei-me de uma Youtuber brasileira, daquelas que nem é só fru-frus e maquilhagem, ter dito que era uma série imperdível.


Depressa cheguei à conclusão que era uma série tola. Pateta. Juvenil. Ridícula. Como as cartas de amor.

Os discursos elaborados de uma menina-patinho-feio-orfã com uma imaginação para lá de fértil, os seus pés-na-argola, a falta de uma personagem com quem me identificar. Tudo motivos para deixar de ver a série. A série que não parei de ver.

 

É que eu também sou ridícula. É que também somos todos ridículos. Corremos todos os dias em sequência achando-nos pessoas muito sérias, quando a capacidade de sonhar nos é inata, apenas afastada pela crença que ser adulto é outra coisa. 

 

Tenho visto poucas séries, mas várias que gostei mais que esta: Bates Motel, Peaky Blinders,...no entanto nenhuma me levou a vir aqui querer escrever sobre ela. Porque nenhuma outra era assim: tola e inspiradora.

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