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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

02
Jul21

Maria das Leituras - Junho 2021

Maria das Palavras

Depois de vários meses a bater recordes de leitura, em Junho achava que tinha lido 2, mas afinal foram quatro! (de um deles não me lembrava, por não ser um livro típico, outro acabei em julho, mas contei na mesma)
Junho foi um mês complicado de muito trabalho e pouco tempo livre (já disse que tive 3 casamentos?), mas o que li foi com gosto e, como insisto sempre que me dão oportunidade, ler não é uma corrida, ou coleção de cromos. Um livro por ano, pode ser tão bom como 4 num mês, desde que dele retiremos o devido prazer. 

Só me chatei que queria mesmo ter lido pelo menos um livro antigo da minha estante, dos que aguardam há mais tempo, mas o que acabei por ler foram quatro livros novos! Dois comprados por mim, dois oferecidos pela editora (lançamentos de Junho que me interessavam). Mais uma vez: fazer planos é bonito, mas leio o que me dá prazer e foi isto que quis ler.

 

Maria das Leituras - Junho 2021

 

1. O Homicídio Perfeito - Um Guia para Boas Rapatigas, de Holly Jackson - Novo

Para quem tinha estado a reviver a juventude, na casa dos pais, a tirar da estante todos os livros do passado (desde coleções de aventura como Triângulo Jota, à Profissão Adolescente, às Luas de Joana, Diários de Sofias e afins) este foi o livro perfeito. É um mistério juvenil, em que a Pip, com a desculpa de trabalho de investigação para a escola, vai desenterrar um homicídio/desaparecimento que ocorreu há algum tempo naquela pacata cidade. Tem muito bom ritmo e não adivinhei o fim (o que gosto é ótimo). Não fica como favorito, até porque se seguiu ao brilhante A Anomalia (!) e essa é uma posição difícil, mas recomendo para quem quer encontrar a nostalgia de "Uma Aventura".


2. O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo, de Charlie Mackesy - Novo

Dizem que é uma espécie de novo O Prícipezinho. Uma fábula para todas as idades. É bastante rapido de ler: as ilustrações dominam e as frases, reflexões das várias personagens, dão sentido. É um livro lindo, de ter na estante e abrie muitas vezes, de oferecer a miúdos e graúdos e...de pôr no Instagram! Ahahah. 

 

 
 
 
 
 
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3. Tereza Batista cansada de guerra, de Jorge Amado - Novo
Foi o livro que enrolei durante a maior parte do mês: é grande, tive pouco tempo, mas, sobretudo, é mesmo um livro para ler com vagar. Tereza tem muitas alcunhas e "cansada de guerra" é só uma delas. Vamos conhecendo como mereceu cada uma nos vários capítulos da livro e da sua vida, numa escrita sublime e irónica de Jorge Amado. Capítulos como o do surto de varíola (narrada a começar cada capítulo com uma letra do alfabeto, por ordem), a violência que sofreu nas mãos do capitão, como liderou a revolta das prostitutas e o amor tão errado com quem lhe restaurou a vida, roubaram-me o coração de formas diferentes. Já tinha lido os Capitães de Areia deste autor, e gostei bastante mais deste livro.

4. Layla, de Colleen Hoover - Novo

Continuo sem saber qual o estilo da Colleen. Terceiro livro que leio dela e nenhum parece da mesma autora. Este, que fechou o meu mês (até acabei hoje, já em julho, mas não digam a ninguém) é um romance paranormal, mas não temam, porque não é terror. É só muito louco, mas é leve e muito rápido de ler. Tive sempre vontade de lhe ir pegando a cada bocadinho livre e, apesar de ser mais paradito no meio, em que se instala uma rotina que ainda estamos a tentar perceber (não posso dizer muito), no final tudo se explica.
Quando começa, temos Leeds a contar como conheceu Layla a alguém, ao mesmo tempo que sabemos que ela está amarrada num quarto do primeiro andar. Começamos seriamente a duvidar daquela que, em teoria, pelo que ele conta, é uma bonita história de amor. Eu comecei a duvidar também por que raio se chama o livro Layla, quando não me parecia que o essencial fosse sobre ela. Mas tudo faz sentido, prometo,  só que não vos posso contar! Descubram. Sei que é estranho dizer isto de um livro que lida com o paranormal, mas acho que é uma leitura de verão! 

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08
Jun21

Maria das Leituras - Maio 2021

Maria das Palavras

Em Maio li oito livros e houve um claro favorito, mas duas recomendações muito fortes. O maior motivo de orgulho para mim é que o favorito, mas mais quatro foram livros escritos em português (às vezes deste lado do oceano, outras do outro). Sem mais demoras, vamos à lista de opiniões, 4. com estrelinhas nos imperdíveis. 


Maria das Leituras - Maio Parte 1


1 e 2. Você Acredita mesmo em Amor à Primeira Vista e Você Acredita Mesmo em Segunda Chance, de Fabi Santina - Emprestados

Vamos contar como literatura livros da história de uma Youtuber brasileira, escritos pela própria? Vamos. São livros fantásticos? Não. Mas gostei de acompanhar a história da moça que vou acompanhando no Youtube e até deu para tirar uma lição: nós não sabemos nada sobre as pessoas que conhecemos das redes sociais, nem daquelas que fazem vlogs semanais. 

A minha mãe segue a família e ofereci-lhe os livros no aniversário dela, mas não ia deixar passar sem ler também, né?

 

3. Uma Questão de Conveniência, de Sayaka Murata - Do Kobo Plus

Foi o meu primeiro livro lido da subscrição do Kobo Plus, ainda nos 30 dias gratuitos - que compensaram altamente! Foi um dos que tinha na wishlist, tendo visto a recomendação da Rita da Nova e fiquei doida ao vê-lo a custo zero. É um livro curto, sobre uma rapariga que trabalha numa loja de conveniência e não quer mais do que isso da vida, contra todas as expectativas da sociedade à sua volta. Faz lembrar um pouco a Eleanor, d'A Educação de Eleanor (esse sim, um livro a não perder!), mas senti que a autora se fartou no que seria a metade do livro e o acabou à força, sem desenvolver mais.

 

4. Apneia, de Tânia Ganho - Do Kobo Plus ⭐️

Kobo Plus é vida. Mais um que estava na subscrição e ao qual me atirei. O exemplar ao vivo é menino para abrir um crânio se atirado com jeito, mas ler no ereader, ainda mais a custo zero, é sempre uma leveza. Foi o meu livro favorito do mês e fica para o top do ano, o que é um orgulho, tratando-se de uma autora portuguesa. O nome diz tudo: vão passar 700 páginas a suster a respiração. A protagonista do nosso livro decide separar-se do marido e a partir desse dia, todos os dias são superação e luta para não perder o seu filho. É muito, muito intenso, e apesar de nem sempre haver ação, estamos tão dentro da cabeça dela e os capítulos são tão curtos que é impossível largar. É também uma história violenta em vários sentidos, a ler com cuidado por pessoas mais sensíveis, pais sobretudo (pais, mães). Mas não consigo desaconselhar, porque é brilhante e está muito bem escrito.

 

Maria das Leituras - Maio Parte 2

 

5. A Nova Índia, de Íris Bravo - Do Kobo Plus

Depois de ter lido o primeiro livro de mais esta autora nacional, não podia deixar de ler o desfecho da história. E adivinhem? Estava no Kobo Plus. Gostei mais do primeiro, é verdade, e também não é fácil ser o livro que se segue ao Apneia...Mas aconselho a saga a quem procura uma leitura mais leve (mas não é só romance, nem é um romance linear e tem ação) de uma autora portuguesa muito querida.

 

6. A Mulher na Janela, de A.J. Finn - Lido no Kobo

Já o tinha no Kobo, mas não tinha lido. Só que saiu o filme na Netflix, com a Amy Adams e eu queria ver, pelo que passei a leitura à frente. Desiludiu-me um pouco. Não gosto da protagonista sempre demasiado bêbada para poder saber o que faz (faz lembrar A RApariga no Comboio), embora alguns dos twists me tenham supreendido. Mas não é tão bom que vos diga que leiam mesmo, antes de verem o filme.Ver o filme basta (embora o filme, torne logo demasiado evidente o que no livro funciona bem como twist).

 

7. Bodas de Sangue, de Pirre Le Maitre - Lido no Kobo

Mesmo com tantos livros para ler em casa, no Kobo e no Kobo Plus ainda acabei a comprar este por impulso, ao ver uma recomendação. Arrastei-me por mais de metade do livro e estava quase a desistir quando decidi contar a história ao Moço. Ao contar-lhe percebi como era interessante, mesmo que me estivesse a faltar motivação para continuar. Acho que foi mais ou menos por aí que começaram os twists atrás de twists e geeeeente, que livro LOUCO. Comecei a odiar, acabei a adorar, embora seja mesmo demasiado wild. Tenho para mim que talvez seja a tradução que li que não era grande coisa (li em inglês, mas o original é francês) e quero dar outra oportunidade ao autor. 

 

8. A Anomalia, de Hervé Le Tellier - Oferecido pela Editora ⭐️

Se vos ocorrer que aquela estrelinha é por ter sido oferecido, desenganem-se. Fui eu que o escolhi (pela capa magnífica que por aí andava a circular no Instagram), anunciei logo que mesmo que não gostasse, faria uma review honesta e a editora até me disse que não quereria de outra forma. Na primeira parte achei que prometia menos do que esperava. Durante umas 100 páginas fomos conhecendo a vida de várias personagens, interessante até, mas eu queria que começasse "o evento". E eu que não sou dada a livros de ficção científica, fiquei fascinada quando percebi o tal evento. E fascinada cheguei ao fim, com o desenrolar da ação, que é muito menos sobre ficção científica e muito mais sobre humanidade e sociedade. Que lição de livro, que reflexão sobre nós e a nossa inércia e o estado do mundo por causa da nossa inércia, tudo em forma de entretenimento. E que final perfeito. Duvido muito que não chegue também aos favoritos do ano, embora este ano eu vá tão sofrega nas leituras que terei de fazer um top 20 em vez de top 5, talvez.

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19
Fev18

Este blog não é sobre livros #14: O Fabricante de Bonecas de Cracóvia

Maria das Palavras
 

Livro novo 😊 @editorial_presenca #Livro #books

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Tem sido difícil arrancar-me do meu marasmo com a leitura. Foram precisos, literalmente, dois avião avariados para me dedicar com afinco a este. Não porque fosse desinteressante, gerou-me logo sentimentos mistos. Por um lado tem uma daquelas capas que apetece emoldurar, um nome que promete tanto e um tema que se cola à segunda guerra mundial, acerca da qual tenho um fascínio (negativo, pois claro). Por outro lado, mete magia e bonecas que do nada começam a falar. Tendo a não gostar de livros que não decidem se são realidade ou fantasia. 

 

Ainda assim, provando que o aspeto das coisa e das pessoas interessa sempre mais do que queremos admitir (aquela história das primeiras impressões) peguei nele - uma prenda de Natal - quando tinha outras dezenas em espera. 

 

E gostei. Não o recordarei como um livro que conta uma grande história (a história é singela, como às vezes as coisas que realmente interessam). Mas fica como o livro que conseguiu explicar com bonecas e magia e ratazanas uma coisa tão feia e crua e real como uma guerra. Para além da capa e dos terrores da guerra, continua aser um livro bonito. Ora experimentem. 

 

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